Quem passa por cá

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Vejam a lista de cientistas que estão no Mentes. UPDATE 07/01/2014

Projecto ENCERRADO Projecto II/2013- vida nocturna no meu jardim.
Vejam AQUI as CONCLUSÕES
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Mary Anning- A maior caçadora de fosseis que jamais se conheceu

Retrato de Mary Anning
A 21 de Maio de 1799 nascia em Lyme Regis, Dorset, Inglaterra, aquela que viria a ser um dos maiores vultos da Paleontologia: Mary Anning.





A infância e juventude de Mary está coberta e envolta em mistério. Tantas são as histórias que se contam que muitas delas poderão nem sequer ser verdade.

Mary Anning era oriunda de uma família pobre, filha de Richard Anning e Mary Moore, contava apenas com um irmão, Joseph, apesar do casal ter tido 10 filhos.
Conta-se, que quando ainda era criança, com cerca de 1 ano, foi atingida, ela e mais três irmãos, por um raio. Os irmãos terão sucumbido ao fatal acidente mas Mary terá visto as suas capacidades cognitivas e intelectuais melhoradas pelo incidente. Conta-se que o raio terá feito de Anning um criança brilhante e observadora.
O pai de Mary Anning, Richard Anning, foi um dos principais responsáveis pela paixão da filha. Richard era carpinteiro mas na sua oficina ensinou-a a limpar e tratar os fosseis que iam encontrando e depois vendiam na sua loja.
Mary tinha apenas 11 anos quando o pai morreu, deixando a família numa posição económica muito delicada. Anning procurou sustento mas o pouco que ganhava tinha de ser complementado por algum rendimento extra. Mary Anning lembrou-se dos ensinamentos do seu pai e de como tinha "muito bom olho para os fosseis", e foi precisamente aí, aos fosseis, que Mary foi buscar algum dinheiro para se sustentar. Os penhascos e toda a zona costeira de Lyme são ricos em belemnites e amonites e, ocasionalmente, répteis e peixes, depositadas pelas marés desde há 200 milhões de anos. esta actividade não era, no entanto, uma tarefa fácil, apesar das ondas do mar e alguns deslizamentos de terra exporem constantemente novos fosseis, as enxurradas de lama, as marés traiçoeiras, as falésias instáveis ​​e as mares implacáveis​​, faziam da actividade de Mary Anning uma actividade bastante dura e perigosa.

Ilustração
Em 1811, conta-se que com a ajuda do irmão, Joseph, Mary, ao fim de alguns dias a "escavar" encontra um esqueleto completo de um animal a que chama crocodilo. O esqueleto acabou por ser vendido e revendido acabando por ir parar ao Museu de Curiosidades Naturais de Londres. Graças ao crocodilo, que mais tarde seria renomeado Ichthyosaurus que significa peixe-lagarto, Mary Anning conseguiu chamar à atenção da comunidade cientifica.

É nesta altura que toda a família de Mary se estabelece como "caçadores de fosseis" mas continuavam muito pobres e quase sem meios de subsistência. É então que, em 1820, um dos clientes da família, o tenente-coronel Thomas James Birch, organizou um leilão de espécimes que lhes tinha comprado. O leilão foi um sucesso, rendeu 400£ que Birch doou à família de Anning, e funcionou como publicidade para o negócio.
Nos anos que se seguiram Mary Anning fez muitas descobertas, algumas de esqueletos completos de animais pré-históricos e que lhe vieram a render muito dinheiro.

Vitral alusivo a Mary Anning- Lyme
Mary anning era uma autodidacta, mas muito inteligente e capaz de captar a atenção de muitos. Anning correspondia-se frequentemente com outros cientistas e recebia a sua visita. Mary Anning veio a falecer aos 47 anos de idade (1846) com cancro da mama em Lyme, cidade de onde, de resto, só saiu uma vez numa rápida visita a Londres.

Antes de morrer Mary Anning viu a sua vida, quase inteiramente dedicada aos fosseis, reconhecida pelos seus pares. Estávamos em 1857 quando a Associação Britânica para o Avanço da Ciência e da Sociedade Geológica de Londres ofereceu a Anning um pagamento anual.

Um dos exemplares de Mary Anning
Muitas das descobertas de Mary Anning e da sua família não lhe são atribuídas. Porquê? Simplesmente porque Mary Anning vendia os seus fosseis a conlecionadores privados e institutos e quando estes doam os espécimes ao museu, apenas o nome do "doador" aparece na "ficha" do exemplar, perdendo-se, dessa forma, o nome de quem fez a descoberta.
Os historiadores têm feito um grande esforço para identificar os fosseis descobertos por Mary Anning e a sua família mas torna-se quase numa missão tão difícil quanto perigosa foi a vida de Anning. Por ser difícil identificar que fosseis foram descobertos por ela, por Mary ser uma jovem mulher numa Inglaterra do início do Sec XIX dominada por homens e, finalmente,  por Mary Anning não ter qualquer instrução de especial relevo, o seu nome foi caindo no esquecimento.

Ilustração de Mary Anning- Ichthyosaurus
Mas existe um facto que nenhum historiador pode negar:

Mary Anning não era só uma colecionadora de fosseis, ela era muito conhecedora, cientificamente falando, dos exemplares que apanhava e vendia, tendo por isso ganho o respeito dos cientistas do seu tempo. As suas descobertas foram extremamente importantes na reconstrução do passado e da história do mundo.

Fontes:
http://www.nhm.ac.uk/nature-online/science-of-natural-history/biographies/mary-anning/
http://www.ucmp.berkeley.edu/history/anning.html
http://www.theguardian.com/science/2010/nov/21/royal-society-lost-women-scientists
http://www.sdsc.edu/ScienceWomen/anning.html

Et voilá!
Uma verdadeira "Indiana Jones"

Divirtam-se!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

S. Martinho de Tours, o primeiro dos Santo não Mártires da Igreja Católica




Hoje é dia de S. Martinho, comem-se castanhas, bebe-se vinho novo, saltam-se fogueiras e todas as crianças pintam imagens de um guerreiro romano a cavalo ou de castanhas. Mas quem foi realmente este guerreiro a quem devemos, segundo a lenda, 3 dias solarengos no meio de dias invernosos?


Cronologia
S. Martinho de Tours nasceu no ano de 316, na Panónia (região da actual Hungria) e veio a falecer em Candes, perto de Tours.

S. Martinho era filho de um oficial Romano e por isso no ano de 330 junta-se ao exército onde pratica o ideal cristão.

Segundo os historiadores, após 7 anos de ter ingressado no exército dá-se o episódio da partilha da capa com os mendigos. S. Martinho abandona o exército e junta-se a Santo Hilário, partindo de seguida para Itália, com o objectivo de se juntar à família e evangelizar os seus conterrâneos.

Pouco tempo depois é expulso da sua terra (por causa do Arianismo) e isola-se numa Ilha do Mar Tirreno- Galinária. No ano de 361 regressa a Poitiers com S. Hilário e é fundada uma comunidade monástica (a primeira da Gália) a 6 km de Poitiers.
A saber:  "O Arianismo é uma heresia cristã fundada no século IV por Ario, um presbítero de Alexandria, no Egipto. A sua doutrina baseava-se essencialmente no princípio da negação de Cristo como divindade."

S. Martinho torna-se Bispo de Tours em 371, cargo que ocupará cerca de 26 anos até à sua morte.
Morre em Candes perto de Tours em 397 e vai a enterrar no dia 11 de Novembro na cidade de que fora Bispo durante mais de um quarto de século.

São Martinho é o primeiro dos Santos não Mártires da Igreja Católica.

Padroeiro de inúmeras causas e cidades
São Martinho é o Santo padroeiro dos alfaiates, dos cavaleiros, dos pedintes, da restauração (hotéis, pensões, restaurantes), dos produtores de vinho e dos alcoólicos recuperados, dos soldados... dos cavalos, dos gansos, e orago de uma série infindável de localidades de Beli Benastir, na Croácia, a Buenos Aires, na Argentina passando por inúmeros sítios de Norte a Sul de Portugal.

Mas atenção, nem todas as cidades de Portugal, principalmente os "S. Martinho" no Norte do País, devem o seu nome a S. Martinho de Tours. Existem outros dois S. Martinho na lista de Santos da Igreja católica que podem estar na origem destes nomes, a saber:
  • S. Martinho de Dume e de Braga- bispo,  morreu em 579.
  • São Martinho de Soure (†1146) - cónego da sé de Braga martirizado pelos muçulmanos durante a Reconquista. Morreu em 1146 e é também chamado "Martinho Árias".
Celebração do Dia de S. Martinho
Acerca da altura do ano em que é celebrado o Dia de S. Martinho, escreve o  Ernesto Veiga de Oliveira (1910-1990)-conceituado etnólogo:
«O S. Martinho, como o dia de Todos os Santos, é também uma ocasião de magustos, o que parece relacioná-lo originariamente com o culto dos mortos (como as celebrações de Todos os Santos e Fiéis Defuntos). Mas ele é hoje sobretudo a festa do vinho, a data em que se inaugura o vinho novo, se atestam as pipas, celebrada em muitas partes com procissões de bêbados de licenciosidade autorizada, parodiando cortejos religiosos em versão báquica, que entram nas adegas, bebem e brincam livremente e são a glorificação das figuras destacadas da bebedice local constituída em burlescas irmandades. Por vezes uma dos homens, outra das mulheres, em alguns casos a celebração fracciona-se em dois dias: o de S. Martinho para os homens e o de Santa Bebiana para as mulheres (Beira Baixa). As pessoas dão aos festeiros. vinho e castanhas. O S. Martinho é também ocasião de matança de porco.» (in As Festas. Passeio pelo calendário, Fundação Calouste Gulbenkian, 1987)

Lenda de S. Martinho
Há muitas histórias que se contam de S. Martinho, ao que parece este soldado, que depois se tornou Bispo, terá operado inúmeros milagres durante a sua vida.

Em França, este verão de S. Martinho
é associado a uma história diferente
A história mais conhecida é aquela em que num dia de tempestade e muito frio, um soldado romano, de nome Martinho viajava entre Itália e França e cruzou-se com um mendigo cheio de fome e frio. Este soldado, que viajava comodamente sentado no seu cavalo, e bem quente pela roupa que vestia era já conhecido pela sua generosidade. Vendo o mendigo cheio de frio e quase nu, retirou a capa dos ombros cortou-a ao meio com a espada e cobriu o homem com uma das partes. Um pouco mais à frente encontrou um segundo mendigo a quem deu a segunda metade da capa e, sem capa, Martinho continuou a sua viagem debaixo de chuva, vento e frio. Pouco depois, como por milagre, o céu abriu, o Sol brilhou e a tempestade passou. Este bom tempo durou três dias. Desde aí, por esta altura, todos os anos, o céu abre-se, as tempestades vão embora e o Sol instala-se, surgindo um "verão" fora de época, este período é vulgarmente chamado "verão de S. Martinho".

Em França, este verão de S. Martinho é associado a uma história diferente, conta-se que as plantas floriram, as árvores ficaram de novo verdes e os pássaros começaram a cantar, à passagem do corpo do Santo, de Candes (onde faleceu) para Tours (onde foi enterrado).

Et voilá!
No dia de S. Martinho, come-se castanhas e bebe-se vinho! Boas castanhas
Divirtam-se!

fontes:
http://www.junior.te.pt
http://www.infopedia.pt
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Martinho
http://smartinho.blogspot.pt

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Rosalind Franklin- O génio que a história escondeu

Rosalind Franklin
Existem muitos nomes que a história engole, uns por vergonha, outros por engano e ainda outros por preconceito. O caso de Rosalind Franklin é, de facto, um caso flagrante deste fenómeno, esta inglesa londrina, doutorada em Química pela Universidade de Cambridge foi a chave para o trabalho considerado extraordinário, pela opinião pública, de Francis Crick e James Watson sobre a estrutura molecular do DNA, trabalho este que levou estes dois cientistas a serem distinguidos com o Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina em 1962.
 
BI
Rosalind Elsie Franklin, ou como ficou conhecida aos olhos do mundo- Rosalind Franklin, nasceu em Notting Hill em Londres a 25 de Julho de 1920 vindo a falecer ainda nova, com apenas 37 anos, vítima de um cancro nos ovários, a 16 de Abril de 1958.
Rosalind começou a revelar as suas apetências para a físico-química ainda muito jovem, com apenas 15 anos já sabia o que queria fazer na sua vida. Rosalind formou-se e doutorou-se em físico-química pela Universidade de Cambridge em 1945.

Percurso
Maurice Wilkins
Nos curtos 13 anos que marcaram a sua vida profissional, desde o seu doutoramento até à sua morte, Franklin ofereceu imenso à ciência sem nunca ter sido reconhecida convenientemente pelos seus pares, vendo mesmo as suas descobertas serem, segundo alguns autores, "entregues de bandeja" a colegas seus.

Nos três anos que se seguiram à sua saída de Cambridge (1947-1950), Rosalind Franklin esteve em Paris no Laboratoire Central des Services Chimiques de L'Etat, aqui aprendeu técnicas de difracção de raios- X.

Em 1951, rumou de novo a Londres como investigadora associada no laboratório de John Randall do Kings College. Esta mudança de ocupação iria mudar a história da ciência para sempre.

Kings College
Francis Crick
Rosalind Franklin, tal como as mulheres do seu tempo, foi relegada sempre para segundo plano no que à produção de conhecimento diz respeito. Foi no Kings College que esta mente brilhante e talentosa cientista conheceu Maurice Wilkins. Este neozelandês chefiava um grupo de investigação diferente daquele em que Rosalind estava integrada. Nesta altura nenhum deles tinha como objecto de estudo o DNA mas ambos mantinham e manifestavam o interesse pelo tema.

Num dado momento, em que Wilkins se encontrava ausente, Randall, o chefe do laboratório, atribui a Franklin o projecto do DNA, ora esta decisão surpreendeu Wilkins que quando regressou confundiu o papel da cientista no projecto, tratando-a como uma mera assistente quando na realidade era seu par. Este episódio causou desde logo mal estar e criou um clima de tensão e competição, clima este que nunca viria a ser desanuviado até à data de morte da cientista, em 1958.
James Watson
É importante situar historicamente este episódio. Quando Rosalind Franklin chega ao Kings College o clima que as mulheres viviam era de suspeita e exclusão, exemplo disso é que apenas os homens estavam autorizados nas salas de jantar e nos pubs da Universidade.

O momento chave
Apesar de todas as contrariedades e do clima que se vivia entre Franklin e Wilkins, a primeira persistiu no seu projecto.
Este projecto consistia em utilizar técnicas de difracção de Raio-X em fibras de DNA. Estes estudos levaram a uma descoberta fantástica, a de que havia duas formas de DNA, uma forma seca "A" e uma forma molhada "B". As suas fotografias de raios- X de DNA foram reconhecidas como "as fotografias de raios- X mais belas alguma vez tiradas a qualquer substância". Uma das fotografias tiradas à forma "B" ficou conhecida como fotografia "51.
Modelo de dupla hélice
de Watson e Crick
Algures entre 1951 e 1953 Franklin é traída pelo seu par e colega Wilkins. Sabe-se que o neozelandês mostrou a Watson a fotografia 51 da colega, quando viu a fotografia a solução para o problema da estrutura molecular de DNA tornou-se evidente para este homem da ciência e, sem perder tempo, de imediato submeteu um artigo à revista Nature. Todo o trabalho de Rosalind Franklin foi assim engolido pelo impacto fenomenal da "descoberta" de Watson.

A polémica
A discussão sobre o papel da cientista londrina na descoberta da estrutura molecular do DNA ainda continua nos dias de hoje, a única coisa que sabemos de certeza é que ela teve um papel chave neste processo.

Em 2002 Brenda Maddox escreve sobre a reacção de Watson ao ver a fotografia 51, no seu livro intitulado "Rosalind Franklin: The Dark Lady of DNA.": "O meu queixo caiu e o meu coração começou a correr".
Fotografia 51
Aquando da publicação do artigo na revista Nature, Watson e Crick incluíram uma chamada em rodapé ao trabalho de Franklin e Wilkins, referindo que tinham sido inspirados pelo trabalho não publicado destes cientistas, quando na realidade utilizaram a fotografia de Rosalind como base para as suas conclusões sem nunca terem consultado a cientista sobre a sua utilização.

Mais tarde o trabalho de Wilkins e Franklin foi publicado na mesma revista, graças ao acordo a que Randall e o director do laboratório de Cambridge chegaram, no entanto, estes artigos foram vistos como mero suporte ao trabalho de Watson e Crick

Em 1953 Rosalind Franklin deixou o laboratório de Randall e foi trabalhar para o Birkbeck College, onde se dedicou ao estudo da estrutura do RNA e do vírus do tabaco. Nos 5 anos seguintes publicou 17 artigos sobre vírus e, juntamente com a sua equipa lançou as fundações da virologia.

Escultura de Charles Jencks em Cambridge

Rosalind Franklin veio a morrer em 1958, 5 anos depois da publicação do artigo de Watson e 5 anos antes da atribuição do Prémio Nobel a Francis Crick, James Watson e Maurice Wilkins, sem saber que a sua fotografia tinha desempenhado um papel absolutamente indispensável na descoberta pela qual, na opinião de alguns, os seus carrascos, foram distinguidos com o Prémio mais apetecível da ciência- O Prémio Nobel.

Fontes:
http://www.nobelprize.org
http://www.famousscientists.org/
http://www.biography.com
http://www1.folha.uol.com.br
http://www.sciencemuseum.org.uk

Et voilá!
A história esconde histórias, e a ciência não é diferente

Divirtam-se!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Dia de portugal, Camões e das Comunidades

Hoje, 10 de Junho, celebra-se o Dia de Portugal, Camões e das Comunidades.

No site Catraios podemos ler:

"As origens do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades remotam ao ínicio do século XX (1924). O Dia de Camões começou a ser festejado a nível nacional com o Estado Novo (um regime instituído em Portugal por António de Oliveira Salazar, em 1933).

Porquê Dia de Portugal e de Camões?

Segundo Conceição Meireles (investigadora especialista em História Contemporânea de Portugal) Camões representava o génio da pátria, representava Portugal na sua dimensão mais esplendorosa e mais genial. O feriado em honra de Camões (um dos simbolos da Nação) passou a ser a 10 de Junho uma vez que esta data foi apontada como sendo a da morte do poeta que escreveu "Os Lusíadas".

Porquê Dia das Comunidades?
Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça. Oliveira Salazar, na inauguração do Estádio Nacional em 1944, tinha denominado também o dia 10 de Junho como o Dia da Raça em memória das vítimas da guerra colonial. A partir de 1963, o feriado do 10 de Junho assumiu-se como uma homenagem às Forças Armadas e numa exaltação da guerra e do poder colonial. A segunda republica não se revê neste feriado, pelo que, em 1978, o converte em Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas."


Todos os anos as comemorações tem lugar num local diferente, este ano o palco será a cidade de Elvas.

Et voilá!
Um pouco de história

Divirtam-se!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

25 de Abril- Materiais pedagógicos

Do site 25 de abril, nele pode ler-se:

"Abril continua a ser evocado, difundido, preservado e aprofundado.
As novas gerações necessitam saber o que era antes e o que foi o 25 de Abril, para poderem comparar e contribuir para que não volte a ser necessário um novo 25 de Abril.
A jovem professora Célia Fernandes tomou a iniciativa de nos oferecer um trabalho evocativo, com ilustrações de Carla Carvalho, que temos todo o prazer em difundir entre todos que com ele queiram aprender.
Os nossos agradecimentos à Célia e à Carla e 25 de Abril, sempre!
Vasco Lourenço" 

E aqui fica o link deste suporte educativo



Et voilá!
25 de abril sempre!

Divirtam-se!

terça-feira, 5 de março de 2013

Dia Internacional da Mulher, 8 de Março

2013

Uma promessa é uma promessa: Está na hora de agir para acabar com a violência contra as mulheres

"A promise is a promise: Time for action to end violence against women"


Esta semana festeja-se o Dia Internacional da Mulher
O Dia Internacional da Mulher é celebrado em muitos países pelo mundo todo. Neste dia as mulheres organizam-se independentemente de crenças religiosas, status social, barreira linguística... desdobrando-se em iniciativas promovidas com um objectivo central: promover as capacidades intelectuais e físicas das mulheres, promover a igualdade de géneros e criar oportunidades para as futuras gerações de mulheres.

Quando foi criado este dia?
Só em 1975 foi oficialmente criado e celebrado este dia a nível internacional.
1975 foi assinalado pela  ONU como sendo o Ano Internacional da Mulher e dos Direitos Humanos, e foi durante as celebrações deste ano, que o dia 8 de Março foi pela primeira vez festejado como o Dia Internacional da Mulher.
Em 1977 foi novamente dado um passo de gigante no sentido da protecção da igualdade e dos direitos da mulher. Nesta data a Assembleia Geral da ONU adoptou uma resolução que determinou o Dia 8 de Março deveria ser adoptado em todos os países como o Dia Internacional da Mulher. Neste dia o tipo de celebrações seriam adaptadas às tradições e história de cada país.

As raízes deste dia remontam ao início do Sec. XX
No início do séc XX o mundo fervilhava de mudança e agitação social, foi nesta altura que surgiram primeiros movimentos laborais nos EUA e na Europa. Foi neste ambiente de mudança e agitação que pela primeira vez surgiu o Dia Internacional da Mulher.

Linha temporal:
  • 1909 O partido socialista americano escolhe o dia 28 de Fevereiro como o Dia Nacional da Mulher. Este dia é escolhido em homenagem à greve das trabalhadoras têxteis em Nova York.
  • 1910 Neste ano reuniram-se em Copenhaga os partidos socialistas internacionais e propuseram estabelecer o Dia da Mulher. Este dia tinha como objectivos principais honrar os movimentos femininos que lutavam pelos direitos das mulheres e construir uma plataforma de apoio na luta das mulheres pelo acesso ao voto. A proposta foi bem-vinda e aprovada com 100% dos votos de mais de 100 mulheres oriundas de 17 países. Três das mulheres presentes nesta reunião foram mais tarde eleitas para o Parlamento Finlandês.
  • 1911 Em consequência da reunião de Copenhaga o Dia Internacional da Mulher foi celebrado pela primeira vez a 19 de Março na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça, mais de 1 milhão de mulheres e homens estiveram presentes nos vários comícios. Para além voto e da titularidade de cargos públicos as mulheres e os homens presentes nos comícios organizados reclamavam o direito ao trabalho, educação e o fim da discriminação laboral
  • 1913-1914 Este dia tornou-se num mecanismo de manifestação contra a Primeira Guerra Mundial. Os Russos assinalaram pela primeira vez este dia no último Domingo de Fevereiro. No ano seguinte por toda a Europa este dia foi assinalado no dia 8 de Março- ou próximo. Neste dia as mulheres organizaram comícios quer para protestar contra a guerra quer para expressar solidariedade para com outros activistas.
  • 1917 Tendo como de fundo a Guerra Mundial as mulheres russas protestaram e lutaram por "Pão e Paz". Quatro dias depois o Czar abdicou e o Governo Provisório deu o direito de voto às mulheres.
Carta das Nações Unidas
Em 1945 é assinado um acordo Internacional que afirma, pela primeira vez, o principio da igualdade entre homens e mulheres. Desde essa data que as Nações Unidas ajudam os países a criar estratégias, programas e objectivos para a melhoria das condições de vida e de trabalho das mulheres.

Temas Mundiais do Dia da Mulher
Todos os anos as Nações Unidas escolhem um tema para celebrar o Dia Internacional da Mulher.
A lista que se segue é a lista dos temas escolhidos em anos transactos aos quais se junta o tema deste ano:
  • 2013: Uma promessa é uma promessa: Está na hora de agir para acabar com a violência contra as mulheres- A promise is a promise: Time for action to end violence against women
  • 2012: Capacitar as mulheres rurais- Acabar com a fome e com a pobreza- Empower Rural Women – End Hunger and Poverty
  • 2011: Igualdade no acesso à educação, ao estágios e à ciência e tecnologia- Equal access to education, training and science and technology
  • 2010: Igualdade de direitos, igualdade de oportunidades: Progresso para todos- Equal rights, equal opportunities: Progress for all
  • 2009: Mulheres e homens unidos contra a violência contra as mulheres e as raparigas- Women and men united to end violence against women and girls
  • 2008: Investir nas mulheres e nas raparigas- Investing in Women and Girls
  • 2007: Acabar com a impunidade da violência contra as mulheres e as raparigas- Ending Impunity for Violence against Women and Girls
  • 2006: As mulheres na tomada de decisões- Women in decision-making
  • 2005: Igualdade de género para além de 2005: Construindo um futuro mais seguro- Gender Equality Beyond 2005: Building a More Secure Future
  • 2004: As mulheres e o HIV/AIDS- Women and HIV/AIDS
  • 2003: Igualdade de género e os objectivos de desenvolvimento do milénio- Gender Equality and the Millennium Development Goals
  • 2002: Mulheres afegãs hoje: Realidades e oportunidades- Afghan Women Today: Realities and Opportunities
  • 2001: Mulheres e a paz: As mulheres a gerir conflitos- Women and Peace: Women Managing Conflicts
  • 2000: Mulheres unidas pela paz- Women Uniting for Peace
  • 1999: Mundo livre de violência contra as mulheres- World Free of Violence against Women
  • 1998: As mulheres e os direitos humanos- Women and Human Rights
  • 1997: As mulheres na Mesa da Paz- Women at the Peace Table
  • 1996: Celebrar o passado,  planear o futuro- Celebrating the Past, Planning for the Future
  • 1975: Primeiro Dia Internacional da Mulher celebrado pela ONU- First IWD celebrated by the United Nations
International Womens Day website
No site "International Womens Day" podemos criar uma página própria de forma a divulgar os acontecimentos e os eventos que estamos a preparar para esse dia. Podemos divulgar ou propor um tema. Apesar da ONU ter os seus próprios temas estes apenas servem de guia para cada país, cada organização, cada escola, cada associação... criar o seu próprio tema, baseando a sua escolha na realidade social e económica em que se encontra.

Um exemplo
Em 2012 o tema da ONU foi "Capacitar as mulheres rurais- Acabar com a fome e com a pobreza". O Parlamento Europeu escolheu o tema: "Pagamento igual para trabalho de igual valor"

Et voilá!
Há mais de 100 anos a lutar pelos direitos da mulheres

Divirtam-se!

Fontes
http://www.internationalwomensday.com
http://www.un.org

Dê uma olhadela

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