Quem passa por cá

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Vejam a lista de cientistas que estão no Mentes. UPDATE 07/01/2014

Projecto ENCERRADO Projecto II/2013- vida nocturna no meu jardim.
Vejam AQUI as CONCLUSÕES
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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Tabela Periódica dos Elementos Químicos- Mentes Irrequietas

O Super Irrequieto desta semana é ... o Mentes Irrequietas

O Mentes tem estado a trabalhar em alguns materiais que possam ser utilizados na aprendizagem dos
irrequietos de todas as idades. O nosso primeiro projecto foi elaborar uma tabela periódica com alguma informação básica sobre os elementos químicos e com a identificação do cientista/ chefe do grupo de investigação que identificou/isolou/descobriu o elemento pela primeira vez.

Tabela Periódica dos elementos químicos Mentes Irrequietas
Tabela periódica dos elementos químicos- Baseada nas regras IUPAC

Notas:
O ponto de interrogação significa que a descoberta não é atribuída a ninguém ou existem informações contraditórias.
Em alguns casos não se consegui encontrar a imagem da pessoa, pelo que se colocaram imagens sombra.
A tabela é o resultado da compilação de vários dados obtidos de várias fontes.
A tabela está preparada para ser impressa em A3 ou maior (pode perder definição)  a impressão em A4 pode ser feita mas a leitura será difícil.


Disclaimer:
Os materiais "Mentes Irrequietas" podem ser publicados noutros sites desde que:
Os sites não tenham fins comerciais,
As marcas de água não sejam retiradas,
Sejam colocados os créditos correctamente "©2013 Mentes Irrequietas® all rights reserved" (com o respectivo link)
Para mais informações contactar irrequietos@mentesirrequietas.com)

Et voilá
O primeiro de muitos materiais para imprimir e aprender

Divirtam-se!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Reacções químicas- Perguntas Irrequietas

Átomo, esquema
Por vezes, quando temos de explicar alguma coisa a alguém não nos conseguimos colocar no mesmo degrau de conhecimento, principalmente quando esse alguém não tem a nossa idade nem as nossas referências culturais. Isso acontece frequentemente com os irrequietos mais novos, interrogam-nos sobre algum assunto, ainda não estamos a meio da explicação e eles já estão a perguntar  que é "isto" o que é "aquilo", o que nos vai fazendo recuar no grau de complexidade da explicação até que, por vezes, a explicação fica vazia, e quase que era melhor responder "porque sim".


Pela experiência do Mentes junto dos irrequietos, um dessas situações tem sido a clássica pergunta "O que é uma reacção química?"

O que é a matéria?
Antoine Lavoisier
Esta pergunta tem imensas respostas, todas se complementam umas às outras e são dadas consoante a área da ciência a que estamos mais ligados, todas estão correctas e todas parecem concordar com Lavoisier, (químico francês, considerado o pai da química moderna) o primeiro cientista a enunciar o princípio da conservação da matéria: "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", dito por outras palavras, tudo no universo se transforma numa e noutra coisa mas a matéria é sempre a mesma, ainda que apareça com outra forma, outra cor, outro peso, como dizia um professor de química, bastante irrequieto, os produtos de reacção não aparecem por geração espontânea, nem os reagentes se evaporam na bruma.
A ciência diz-nos que a matéria é constituída por 114 substâncias elementares (*). Estas substâncias estão distribuídas por uma tabela altamente organizada: a "Tabela Periódica dos Elementos"- TPE.

Tabela periódica dos elementos químicos
Elemento Químico Carbono
Algumas destas substâncias (23) até hoje nunca foram observadas na natureza, apenas produzidas em laboratório, em condições altamente controladas. Para além das 114 aceites pela "União Internacional de Química Pura e Aplicada"- IUPAC- existem outras 4 substâncias que nunca foram observadas, nem no laboratório, mas que por estimativa sabemos que estão lá (por vezes em ciência é assim, não sabemos mas prevemos).  A estas 114+4 substâncias chamamos elementos químicos.

Fórmulas químicas
Cada um destes elementos químicos é constituído por átomos, estes átomos organizam-se em moléculas, e estas moléculas em estruturas maiores que conseguimos ver, palpar, quantificar a olho nú.... como se fosse um puzzle, em que cada peça é um átomo de um elemento químico.
H- branco, O- Azul, N- amarelo;
C- preto; P- lilás

Tomemos como exemplo a água, tantas vezes falada por aqui:
A água é uma rede de moléculas unidas por pontes de hidrogénio (podes ver mais sobre pontes de Hidrogénio aqui), estás moléculas são constituídas por 2 átomos de hidrogénio(H) e 1 de oxigénio(O). Em linguagem química escrevemos: H2O. Voltando um pouco atrás, neste "puzzle" temos 3 peças, 2H e 1O, este trio é repetido vezes sem conta como um padrão formando poças, rios, mares...

Ler uma fórmula química
Agora que estás munido da TPE e sabes "ler" uma fórmula vamos diversificar:
Molécula da cafeína
  • H2O2- Fórmula química da água oxigenada- a molécula é constituída por 2 átomos de H e 2 de O, mais 1 átomo de oxigénio que a água normal, por isso se chama "oxigenada".
  • H2SO4 - Podes não saber ao que é que a fórmula se refere mas sabes de certeza quais são os átomos. qual é o elemento que quimicamente é designado por S? Pela consulta da TPE o S é o enxofre. Então na fórmula temos 2 átomos de H 1 de S e 4 de O.
  • CH3COOH- Pela consulta da TPE o C é o carbono. Temos então 2 átomos de C, 2 de O, e 4 de H.
Falta apenas dizer que estas peças de puzzle, estes átomos, estão ligados entre si por ligações químicas.

Existem outras regras, muitas mesmo, que permitem aos cientistas escrevem fórmulas químicas que descrevem a forma como os elementos se organizam na molécula, também existem truques para perceber se a fórmula está bem escrita, o Mentes Irrequietas abordará estes e outros temas mais para a frente.

Voltando à nossa questão inicial, o que é uma reacção química?
Uma reacção química pode envolver duas ou mais moléculas (reagentes), e dar origem a uma ou mais moléculas (produtos de reacção). Numa reacção química A transforma-se em B porque ocorrem alterações das ligações químicas entre os átomos das moléculas envolvidas.

reagentes ----------> produtos de reacção

Uma das reacções químicas que mais temos utilizado no Mentes Irrequietas é a do bicarbonato de sódio (fermento) com o ácido acético (vinagre):

bicarbonato de sódio + ácido acético ------>dióxido de carbono + água + acetato de sódio

Quimicamente:
NaHCO3 (aq) + CH3COOH (aq) ----> CO2 (g) + H2O (l) + CH3COONa (aq)

Mas atenção: O princípio de Lavoisier prevalece sempre. Não pode aparecer matéria do lado dos reagentes que não apareça do lado dos produtos de reacção e vice versa. No exemplo acima se contarem os átomos de C, H, Na e O eles mantêm-se iguais antes e depois da reacção química .

Então o que é uma reacção química? Uma reacção química é a transformação de reagentes em produtos de reacção pela alteração das ligações químicas entre os átomos (há um rearranjo dos átomos), neste rearranjo há conservação de matéria e pode haver ou não, consumo ou libertação de energia.

(*)segundo a tabela periódica dos elementos IUPAC

Et voilá!
Nada se cria nada se perde, tudo se transforma!

Divirtam-se!

Fontes:
IUPAC website;
"Introdução à biologia"- Fundação Calouste Gulbenkian

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Princess Rashid- Arte com ciência

Princess Simpson Rashid é graduada pela Universidade da Georgia com um B. S em física e astronomia. Para além da sua paixão pela ciência, esta artista tem uma paixão, igualmente forte pela arte, tendo também estudado impressão e pintura na "Escuela de Artes Plastica" em San Juan, Porto Rico.
Rashid reside actualmente em Tampa, Florida, USA, e define assim o seu trabalho:

"A minha linha atual de trabalho explora a relação entre a arte e a cor, matemática e música, composição e percepção. Eu uso a linha e a cor para transmitir movimento. A minha técnica de pintura, envolve muitas vezes gotejamento e derramar tinta até que eu esteja satisfeita com a composição. O meu objetivo artístico é captar a energia individual e a essência da matéria por qualquer meio que esteja ao meu alcance. Cor, textura, desenho e energia são os componentes que compõem todo o meu trabalho." 

Aqui ficam alguns trabalhos desta artista cientista super irrequieta, reparem como ela utiliza os elementos da tabela periódica, os x os y das equações matemáticas e até a própria constante de Π (Pi, o famoso 3.14), super interessante não é?


©Princess Simpson Rashid, "Periodic Table-2",  Acrylic on Canvas, 36 x 60 inches. www.princessrashid.com, Usado com permissão.

©Princess Simpson Rashid, "Periodic Circles 2",  Acrylic on Canvas, 36 x 36 inches. www.princessrashid.com, Usado com permissão

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©Princess Simpson Rashid, "Composition B",  Acrylic on Canvas,48 x 24 inches. www.princessrashid.com, Usado com permissão.

©Princess Simpson Rashid, "Composition A",  Acrylic on Canvas,48 x 24 inches. www.princessrashid.com, Usado com permissão.

©Princess Simpson Rashid, "Periodic Circles 1",  Acrylic on Canvas, 36 x 36 inches. www.princessrashid.com, Usado com permissão.

©Princess Simpson Rashid, "Pi-1",  Acrylic on Panel, 24 x 24 inches. www.princessrashid.com, Usado com permissão.

Para mais informações consultem o site da artista. Podem visitar o blog também.

Fonte: 
http://www.foglefineart.com 
http://princessrashid.com

Et voilá!
Quem disse que a ciência não é uma arte?

Divirtam-se!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Tabelas periodicas ilustradas

Encontrei estas Tabelas Periódicas na internet e rendi-me à evidência: são super irrequietas. Têm cor, têm bonecada, têm informação séria e dão posters espetaculares para o ensino médio.

1.Esta Tabela foi desenvolvida pela Fundação para a educação, ciência e tecnologia- Foundation for Education, Science and Technology.


2. Neste caso a tabela, para além do que costuma ter, tem informação preciosa sobre a utilização de cada um dos elementos químicos. Esta tabela é da Associação da industria química alemã (VNCI).



Et voilá!
Divirtam-se!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Crípton, krypton, o elemento químico do Super Homem

Crípton na Tabela Periódica
Na tabela periódica o crípton tem o número atómico 36 e é um gás nobre, o que significa que aparece na coluna mais à direita. Já Krypton (o nome deste gás em Inglês) é o planeta natal do Super-Homem, que foi destruído mesmo antes de Jor-El enviar o filho Kal-El para a Terra.
Curiosamente o símbolo químico do gás nobre crípton, ou criptônio- em português do Brasil-, é Kr como as duas primeiras letras do nome do planeta de Kal-El. 

Características do crípton e sua utilização:
Este elemento químico apresenta-se naturalmente na atmosfera sob a forma gasosa e em concentrações muito baixas (1 parte por milhão, 1ppm). Como a sua concentração é muito baixa é muito difícil e muito caro extrai-lo da atmosfera, fazendo como que chegue ao mercado a preços muito altos.
O Crípton é muito utilizado na iluminação
O crípton quando é sujeito à passagem de corrente eléctrica brilha na cor branca e por isso o seu uso comercial mais comum é a iluminação. Alguns dos chamados sinais neon são na realidade tubos coloridos cheios de gás neon e gás cripton que brilha quando o gás passa de gasoso ao estado de plasma, pela acção da passagem de corrente. Este gás melhora substancialmente a qualidade da luz, tornando-a mais clara e mais brilhante, melhorando a eficiência dos tubos. Outra aplicação deste gás são os flashs de alta velocidade, devido à intensidade da luz que é emitida.

Quem e quando se descobriu o crípton?
Henry Cavendish, em 1785, registou a presença de um elemento químico na atmosfera  que não era nem Oxigénio nem Nitrogénio. Mas só em 1878 Sir William Ramsay e Morris Travers identificaram e descobriram o este gás nobre, juntamente com o néon e o xénon.
Sir William Ramsay
Ramsay e Travers batizaram este elemento químico com o nome de cripton palavra que deriva do grego "kryptos" que significa "escondido".
No estado gasoso este gás é incolor, inodoro. Quando em estado sólido cria cristais cúbicos, tal como todos os gases nobres e a sua assinatura espectral vai do verde ao vermelho.

Sir William Ramsay
Nasceu em 1852, em Glasgow, na Escócia, e faleceu em 1916 em High Wycombe, United Kingdom. Foi laureado com o Prémio Nobel da química pelo seu trabalho e descoberta dos gases inertes do ar, e pela sua determinação em colocá-los na Tabela Periódica.

Crípton, Krypton, Kryptonite e o Super-Homem:

Lex Luthor e a Kryptonite
Por muito Irrequietos que tentemos ser não existe uma ligação muito profunda entre o Planeta Crípton e o elemento químico crípton. Existem alguns pontos curiosos que poderão ter servido de ponto de partida para a criação do mito do homem extraterrestre que voa sob os céus de Metrópolis, e a quem chamam Super-Homem.

Então vejamos:
  • O elemento químico crípton é um gás nobre, a kryptonite (pedra fatal para o Super Homem) é apresentada no estado sólido;
  • A kryptonite é verde, crípton é branco no estado sólido;
  • O crípton encontra-se na atmosfera em concentrações tão baixas que não é, de todo, tóxico. A kryptonite aparece sempre sob a forma de pedra gigante.
O Héroi do Planeta Krypton
Mas existem alguns pontos de contacto entre a realidade e a ficção:
  • Crípton é cristalino no estado sólido, a Kryptonite também;
  • Crípton dá o nome ao planeta do Super-Homem, Krypton;
  • A Kryptonite é letal ao Super-Homem, o gás crípton quando em elevadas concentrações (muito elevadas) é asfixiante para os seres vivos;
  • O nome crípton vem do grego kryptos que significa escondido, que é como o planeta Krypton se encontra para os humanos, a mesma lógica se aplica à Kryptonite, é mantida escondida para protecção do Super-Homem.
Estou certa de que se procurarmos melhor encontraremos mais semelhanças e diferenças entre cripton, o Planeta Krypton e a Kryptonite.

Et voilá!
Esse herói que mora no imaginário de todos nós, afinal, saiu da tabela periódica.

Divirtam-se! 

Fontes:
http://www.ptable.com/
http://nautilus.fis.uc.pt
http://www.webelements.com
http://www.wisegeek.com

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Carbono, abundante e versátil- Pegada de carbono


O carbono é conhecido, produzido e utilizado desde os tempos pré históricos. O seu nome, num grande número de linguagens, deriva de madeira queimada (carbon), ou de giz (charcoal , porque permite escrever), era aliás por esta razão que o carbono já era conhecido nessa altura. Mesmo em Português dizemos que a madeira ficou carbonizada, ou seja transformou-se em carbono, em giz, em carvão....

O carbono pertence ao 14 grupo da tabela periódica, juntamente com o silício, o germânio, o estanho e o chumbo. Este elemento químico é designado por C, tem um número atómico de 6 e um peso atómico de 12.

O carbono é um dos elementos químicos mais curiosos, pode formar estruturas muito duras, aliás a estrutura mais dura do mundo é o diamante, e este não é mais do que uma estrutura de carbono, e estruturas muito fracas, exemplo disso é a grafite que não sendo a mais "mole" na escala de dureza (esse lugar é ocupado pelo talco) é uma das mais "moles". O diamante e a grafite são também duas das formas mais puras de apresentação deste elemento. Podemos encontrar grafite no interior dos lápis de carvão, a chamada "mina".

Apesar de acompanhar o ser humano desde os tempos pré-históricos, o carbono apenas foi considerado elemento químico nos finais do séc XVIII quando Antoine Lavoisier, um dos pioneiros da química, o descreveu como elemento não metálico.

A vida, tal como a conhecemos, seria impossível sem o carbono, todas as moléculas de "construção dos organismos vivos" têm carbono na sua constituição, mas não só só os seres vivos que beneficiam da presença deste elemento, os combustíveis fosseis, o dióxido de carbono e o metano, são apenas rês exemplos de moléculas constituídas à base de carbono.

Pegada de Carbono:

Esta expressão popularizou-se muito nas últimas duas décadas, com a assinatura do protocolo de Kyoto em 1997. Os países assinam tratados e acordos sobre a emissão e as cotas de carbono que cabem a cada um. Há países que negoceiam mais cota de emissão e depois vendem essa cota a países com menos cota. O facto é que a cota de emissão de carbono tornou-se moeda de troca, e passou de um assunto meramente ambiental, para uma questão económica e de desenvolvimento. Países como mais cota de emissão de CO" podem ter um tecido industrial "menos limpo", menos sujeito a regras ambientais, logo com uma produção mais barata, e consequentemente com produtos a preços mais competitivos no mercado mundial.

Imaginem que dado país X tem 350 cotas de emissão de CO2, mas que, segundo os seus cálculos só vai utilizar 250, esse país poderá vender as suas 100 cotas "a mais" a um segundo país Y que estime que vá precisar de  mais 100 do que aquelas que tem. Obviamente que o protocolo de Kyoto não pode ser reduzido a uma lisa de países e cotas (ou créditos) de carbono, este protocolo é muito mais do que isso, e prevê, entre outras coisas a implementação de projectos "verdes" nos países mais desenvolvidos, de forma a minimizar o impacto das suas emissões de CO2.

De cada vez que andamos de carro, ligamos uma lareira, acendemos uma fogueira, fumamos um cigarro... libertamos dióxido de carbono, já para não falar das fábricas e da queima de combustíveis fosseis. Por outro lado, de cada vez que deitamos abaixo uma mancha de árvores estamos a comprometer a reciclagem deste dióxido de carbono (para além de todas as outras consequências desta acção, nomeadamente a destruição de ecossistemas e, dependendo do local, a extinção de milhares de espécies animais e vegetais).

Individualmente não vamos conseguir parar a emissão de CO2 mas podemos fazer a nossa parte:
  • Podemos andar mais a pé ou de transportes públicos, por exemplo.
  • Podemos comprar e/ou investir num automóvel "mais limpo"; 
  • Podemos reciclar e reutilizar o lixo caseiro, isso irá diminuir a emissão de Dióxido de carbono do seu tratamento.  
  • Podemos não acender fogueiras em dias de calor e/ou vento,  estes dois factores são potenciadores de incêndios e as árvores são uma parte importante na reciclagem do CO2 em oxigénio (fotossintese).
Referências:
http://www.guardian.co.uk
http://antoine.frostburg.edu/
Et voilá!
Voltaremos ao carbono em breve

Divirtam-se!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Marie Curie- Prémio Nobel da Fisíca e da Química


Marie Curie nasceu Marie Sklodowska a 7 de Novembro de 1967, em Varsóvia. Aos 24 anos, Marie chega a Paris de comboio, corria o ano de 1891. A jovem ingressa na Sorbonne, e 3 anos depois obtém a licenciatura em Ciências Físicas e Matemáticas casando no ano seguinte com Pierre Curie.

Em 1896 Henri Becquerel descobre a radioactividade inspirando o casal Curie investigar e analisar o fenómeno, estas investigações conduzem ao isolamento do elemento químico Polónio (de número atómico 84, é um calcogénio) e do Rádio (com o número atómico 88, e é um metal alcalino terrestre).

Em 1903 o casal Curie ganha o Prémio Nobel da física "em reconhecimento das extraordinárias pesquisas conjuntas sobre os fenómenos de radiação descobertos pelo Professor Henri Becquerel""

Marie Curie fica viúva muito cedo, (Pierre Curie morre num acidente a 19 de Abril de 1906), e toma o lugar do marido como professora de física na Universidade de Ciências.
Durante toda a sua vida Marie Curie recebeu inúmeros prémios e distinções pelo seu trabalho com isótopos e radioactividade. Recebeu também títulos universitários honorários em ciência, medicina e advocacia. Foi também reconhecida como membro de pleno direito em algumas sociedades restritas ligadas à investigação e ao conhecimento.

Em 1911, Marie Curie recebe o segundo Prémio Nobel, desta vez o de Química, em reconhecimento do seu trabalho na radioactividade.

Marie Curie dedicou a sua vida à promoção do uso do radio para o alívio dos doentes e na I Guerra Mundial, com a ajuda da sua filha, Irene Curie, envolveu-se pessoalmente no tratamento dos feridos.
Ao longo de toda a sua vida o entusiasmo pela ciência não diminuiu, conseguindo que fosse instalado um laboratório de radioactividade em Varsóvia. Em 1929 recebeu, das mãos do presidente Hoover dos Estados Unidos 50.000 dólares, doados pela comunidade científica americana, para a compra de rádio a usar no laboratório em Varsóvia.

Marie Curie morre a 4 de Julho em 1934, deixando para trás uma vida cheia de história e novas conquistas para as mulheres:
  • Foi a primeira mulher, em França, a obter um doutoramento académico na área da Ciências.
  • Foi a primeira mulher a ganhar um Prémio Nobel numa área cientifica;
  • E, não menos importante, foi o primeiro laureado Nobel a ter uma filha que também ganhou o prémio.

Nota: O Polónio recebeu este nome em homenagem ao país de origem da Marie Curie, a Polónia.

Fontes:
www.nobelprize.org/nobel_prizes/physics/laureates/1903/marie-curie.html
http://www.webelements.com/polonium/
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2582731/

Et voilá!
Muito mais haveria a dizer sobre esta grande mulher, se quiseres saber mais usa os links.

Divirtam-se!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Origens da Tabela Periódica

Mendeleev
Estávamos em 1869, quando um químico Russo chamado Dmitri Mendeleev organizou pela primeira vez os elementos químicos, conhecidos até então, numa tabela. D. Mendeleev organizou-os, segundo as suas propriedades químicas e físicas, em colunas e linhas.

Vários cientistas tentaram organizar os elementos químicos antes de Mendeleev, mas nunca chagaram a um modelo satisfatório para toda a comunidade cientifica:

Em 1817 o alemão Johann Döbereiner avançou com a sua teoria das tríades, esta teoria dividia os elementos químicos em tríades (grupos de 3).
Os elementos de cada tríade eram escolhidos com base na aparência e no tipo de reacção de cada elemento químico. O Li (lítio), o Na (Sódio), e o K (Potássio) pertenciam ao mesmo grupo, o grupo dos formadores de alcalinos (alkali formers); no grupo dos formadores de sais (salt formers)  Döbereiner colocou o Cl (Cloro), o Br (Bromo) e o I (Iodo).

Döbereiner
Quase 50 anos mais tarde, em Inglaterra, um cientista chamado John Newlands propõe à comunidade cientifica uma teoria diferente. Este inglês organizou os elementos de acordo com a sua massa atómica relativa.
John Newlands
Na sequência desta organização Newlands reparou que os elementos que ocupavam os lugares 1, 8,16... era muito idênticos, bem como os que ocupavam o 2, 9, 17... desta forma Newlands chegou à teoria dos octetos, organizando os elementos em grupos de 8.

A Teoria de Newlands nunca foi aceite pela comunidade cientifica pois tinha alguns problemas graves, por exemplo: colocava o Ferro (Fe)- um metal- no mesmo grupo que o Oxigénio e o Enxofre- dois não metais.
O que trouxe de novo a tabela de Mendeleev?


O que trouxe sucesso à tabela de Mendeleev foi que este químico percebeu que as propriedades
físicas e químicas dos elementos estavam relacionadas com a sua massa atómica de uma maneira "periódica". Depois de perceber isto organizou os elementos de forma a que elementos com propriedades semelhantes "caíssem" na mesma coluna.

Dmitri foi também o primeiro a prever a existência de elementos que ainda não tinham sido descobertos. Ao organizar os elementos "à sua maneira" Mendeleev notou que existiam "buracos" na sua tabela, alguns elementos químicos saltavam casas, as colunas e as linhas tinham falhas. Em vez de ver isso como um problema, assumiu que esses elementos existiriam, apenas ainda não tinham sido descobertos. Mendeleev também consegui prever as características de alguns desses elementos que não tinham sido descobertos, como o Gálio (Ga).

A tabela como a conhecemos hoje, organizada por número atómico, foi-nos proposta por um químico Inglês chamado Henry Moseley em 1913. Moseley conseguiu com a nova organização resolver alguns problemas da proposta de Mandeleev.
Moseley
A proposta de Mendeleev foi tão inovadora e brilhante que mesmo depois da reorganização de Moseley a tabela manteve o seu nome "Tabela Periódica dos elementos" ou "Tabela Periódica de Mendeleev".

Fonte:
http://www.bbc.co.uk
http://web.lemoyne.edu
http://www.colorado.edu

Et voilá!
A natureza tem destas coisas, é maravilhosamente organizada!

Divirtam-se!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Tabela Periódica Dinâmica

Este é um link que vale a pena partilhar, essencial para qualquer estudante, curioso para qualquer irrequieto, uma fonte de informação para qualquer educador.
A mim espantou-me a simplicidade de utilização e a quantidade de informação contida numa só aplicação.

Tabela Periódica Dinâmica

Tão simples de utilizar e tão intuitiva que convida à sua exploração.

Et voilá!
Se o Mendeleev sonhasse!
Divirtam-se!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Como limpar as pratas, resposta ao leitor

A equipa das Mentes Irrequietas tem vindo a responder a algumas questões colocadas pelos nossos visitantes, desta vez a pergunta chega-nos da Zezé:


"Ola a todos,
apesar de eu não ser jovenzinha, minha mente continua irriquieta e adorando entender como as coisas funcionam.
Bom eu sou uma apreciadora da prata, mais que do ouro, acho a prata mais introspectiva, misteriosa, por isso tantos paralelos com a lua, penso!!!
Mas será que a única maneira de limpar a prata é daquele jeito sofrido?
Será que não existe uma espécie de "vinagre"que limpe a prata.
Imagina que delicia, submergir o objecto e tãrammmmm!! sair brilhante.
Por favor diga que existe.
Um grande abraço e parabéns pelo trabalho isso é que é diversão!!"




Antes de responder à pergunta em concreto é importante tecer algumas considerações sobre a prata.
A prata é um metal de transição de peso atómico 107,87 e o seu número atómico é o 47, na tabela periódica aparece na zona central, representada pelo símbolo químico Ag (do latim Argentum).
Este metal, utilizado desde a pré-história, tem nos nossos dias variadíssimas aplicações, a primeira é a óbvia: pratas e jóias, mas também é utilizada na fotografia, em compostos dentais, na solda, nos contactos eléctricos, nas pilhas, e até nos espelhos, e circuitos impressos.  Para além destas aplicações a prata é ainda utilizada como um germicida e moeda de troca nalguns países.


A prata é o melhor reflector conhecido da luz visível, no entanto, rapidamente perde o brilho, oxida. 
  • Fulminato de prata (Ag2C2N2O2) - poderoso explosivo. 
  • Iodeto de prata - usado na semeadura de nuvens para produzir chuva. 
  • Cloreto de prata - é usado como cimento para o vidro. 
  • Nitrato de prata - largamente utilizado na fotografia. 
A prata, em condições normais, não apresenta qualquer toxidade, já o mesmo não se pode dizer dos seus sais. A exposição a este metal deve ser controlada em termos de horas e concentração pois os compostos de prata podem ser absorvidos pelo sistema circulatório, e consequentemente depositados nos tecidos. 


Apesar de todas estas considerações, há uma coisa que é preciso dizer, a prata é "chatinha", oxida facilmente e tem de ser limpa com regularidade, os processos de limpeza são chatos e consomem muito tempo, ou se nos quisermos poupar o trabalho, custam-nos muito dinheiro.
Em resposta à Zeze posso dizer-lhe que sim, existem vários processos de limpeza de pratas, mas que devem ser utilizados com cautela e com a consciência de que são processos abrasivos e que por isso, mesmo quando utilizados com o maior dos cuidados podem riscar as pratas.


Primeiro método:
O polimento normal, com produtos específicos para o efeito, este método é sempre o aconselhado quando se trata de peças de valor ou de colecção, os produtos profissionais são sempre mais seguros, eliminam a oxidação ao mesmo tempo que previnem os riscos.

Segundo Método:
Pasta de dentes, a branca sem aditivos. A pasta de dentes limpa lindamente a prata.
Neste caso utilize um pano macio ou uma escova de dentes de cedras muito macias. Esfregue a prata com a pasta. Não faça movimentos muito bruscos ou fortes e esfregue sempre no mesmo sentido. No final passe por água morna e  seque.
Atenção: este método é abrasivo e pode riscar a prata.


Terceiro Método:
Faça uma pasta com bicarbonato de sódio e água e limpe da mesma forma que a pasta de dentes.
Atenção: este método é abrasivo e pode riscar a prata.

Quarto Método:
Dar banho à prata, este método é fácil e prático, e tem a grande vantagem de que o banho consegue chegar a ranhuras onde o polimento não consegue. Existem produtos no mercado especiais para dar banho à prata, consultar um especialista é sempre aconselhável, presumo que uma drogaria tenha esta resposta. Neste caso basta seguir as instruções do fabricante.
Também pode fazer um banho caseiro, e neste caso não se esqueça que a prata pode ficar danificada. De qualquer forma deixo aqui a dica.


Como fazer:
  1. Aqueça bem alguma água;
  2. Enquanto a água aquece aproveite para forrar uma assadeira com papel de alumínio, daquele corrente na cozinha;
  3. Enche a assadeira forrada com a água quente;
  4. Adicione sal grosso e fermento (bicarbonato de sódio) à água, as fontes consultadas falam em 2 colheres de sopa de fermento para 1 colher de chá de sal;
  5. Homogenize a solução;
  6. Coloque as pratas na solução;
  7. As manchas vão dissolver-se, esteja atento para verificar quando as peças estão limpas.
  8. Retire as pratas do banho e limpe-as com cuidado e um pano macio.


Nota: 
  • Guarde as pratas em locais secos, utilize um pouco de giz ou sílica para reduzir a humidade
  • Não exponha a prata a agentes com enxofre, este químico provoca a erosão da prata (por exemplo maionese, ovos, mostarda, cebola, látex, lã)
  • Cuidado com o "overcleaning", limpar a prata em demasia pode causar danos irreversiveis.
  • Utilize a prata, o uso dos objectos ajuda a mante-los livres de manchas.
Referências: wikihow.com; chemistry.about.com

Et voilá!
Um grande abraço Zezé, volta sempre com perguntas novas, a equipa do mentes irrequietas tentará dar resposta.

Divirtam-se!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Pasta de dentes caseira- Flúor e outras considerações

Flúor- Símbolo químico F, número atómico 9. Este elemento químico é o mais electronegativo e reactivo de todos os elementos da tabela periódica.


Henri Moissan conseguiu isolar o flúor pela primeira vez, corria o ano de 1886, e este facto valeu-lhe Prémio Nobel da Química em 1906. Antes disso o flúor já tinha sido referido por alguns cientistas como Lavoisier (1789) ou Georgius Agricole (1529).


À temperatura ambiente o flúor encontra-se sob a forma gasosa. Neste estado este elemento químico é altamente irritante e tem a particularidade de ser amarelo. Se for inalado, o flúor, é altamente tóxico, mesmo em baixas concentrações.
Quando em doses moderadas, i.e. cerca de 1ppm, este elemento não metálico contribui para a redução das cáries dentárias, mas quando em doses superiores a 2 ppm pode ter um efeito nefasto na higiene oral. Este flúor é fornecido, em condições normais,  através da água da rede pública, devendo portanto ser mantida uma apertada e permanente vigilância da sua composição. 
O fluoreto, F-, é estável e encontra-se na natureza em minérios como a fluorite (CaF2), a criolite (Na3AlF6) e a fluorapatite 3Ca3(PO4)2Ca(F,Cl)2.

O flúor é utilizado actualmente no fabrico de polímeros como o Teflon, usado em revestimentos resistentes, ou o Goretex, um material impermeável à água mas permeável à respiração da pele. É também utilizado no fabrico de  medicamentos como os antibióticos.


A higiene oral é uma das principais preocupações de hoje em dia. Os dentes são efectivamente uma peça importante do nosso corpo, nos dias de hoje já não se morre com uma cárie, mas uma infecção crónica num dente pode afectar o organismo, debilitando-o e/ou provocando danos com um desfecho pior. É conhecida a necessidade de lavar os dentes de forma diária e sempre que se come, para uma boa lavagem deve ser utilizada uma escova de dentes e pasta dentífrica, ora um dos componentes destas pastas é o flúor. 

Na ida às compras a pasta de dentes é sem dúvida aquele "coisa" que não podemos esquecer, e no meu caso é sem dúvida um momento de stress e confronto: "Não gosto do sabor", "Essa pica", "Essa é verde", podia estar aqui o dia todo, as desculpas das crianças para levar a pasta de dentes do boneco de animação da moda e que sabe a pastilha elástica são infindáveis, por isso trago-vos hoje uma receita, entre muitas, de produzir pasta de dentes, este é um processo simples e educativo, e recorre apenas a produtos naturais e a alguns materiais de uso diário. Esta tirei daqui.


Precisamos de:
  • Água,
  • Tomilho,
  • Salva,
  • Caulino,
  • Essências de menta e anis,
  • Corante alimentar, não é obrigatório, mas dá mais vida,
  • 2 colheres, uma de sobremesa outra de sopa,
  • Uma vareta, podem utilizar um daqueles pauzinhos chineses,
  • Conta gotas,
  • Copo medidor, daqueles de cozinha,
  • 2 recipientes,
  • Coador fino, de cozinha serve perfeitamente,
  • Tubo ou recipiente para armazenar a pasta.
Com fazer:
  1. Fervam meio litro de água, cuidado com as queimaduras;
  2. Quando  água ferver juntem 1 colher de sobremesa de tomilho e 1 colher de sobremesa de salva;
  3. Deixem repousar durante alguns minutos, como se faz com o chá;
  4. Deixem arrefecer;
  5. Usando o coador, coem o "chá" para um dos recipientes,
  6. No outro recipiente coloquem 2 colheres de sobremesa de caulino e 1 colher de sopa de filtrado;
  7. Misturem bem, homogenizem o preparado;
  8. Adicionem o corante alimentar, 3 a 5 gotas, 2 gotas da essência de menta e 1 da de anis.
  9. Homogenizem novamente;
  10. Coloquem a pasta nos tubos de armazenamento, podem usar outros recipientes para o efeito, aqueles frascos pequenos onde costuma vir o foie gra são óptimos.


O segredo desta receita, segundo a autora, está nas plantas utilizadas na sua confecção.O anis, o mentol e o tomilho, essencialmente combatem o mau hálito. Mas um dos principais objectivos de uma pasta de dentes é o combate bacteriano, pela desinfecção das gengivas, aqui é a Salva que assume esse papel.

Não estou certa que esta pasta deva ser utilizada de forma generalizada e durante todo o tempo, a pasta de dentes comercial tem outros componentes importantes como o flúor, que é, na minha opinião, essencial para uma boa higiene oral. Há que ter em conta, no entanto, que o flúor nos chega por outras vias, como a água da rede pública, um pouco à semelhança de outros elementos como o cálcio, que está intimamente ligado ao leite, e no entanto sabemos que há pessoas que não bebem leite e obtêm o cálcio de outras formas.


Referências: www.inmetro.gov.br; www.e-escola.pt/; nautilus.fis.uc.pt/; www.ideiasambientais.com.pt/

Et Voilá!
Acabaram-se as desculpas!

Divirtam-se!

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