Quem passa por cá

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Vejam a lista de cientistas que estão no Mentes. UPDATE 07/01/2014

Projecto ENCERRADO Projecto II/2013- vida nocturna no meu jardim.
Vejam AQUI as CONCLUSÕES
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Esculturas na areia, ilustres super-irrequietos anónimos

Agora que já começaram as aulas, e os irrequietos já se dedicam a tarefas bem mais sérias que os mergulhos e os castelos na areia, está na altura de trazer ao Mentes Irrequietas alguns trabalhos super-irrequietos, em areia, por esse mundo fora.

Desconheço os autores mas deixo-vos deslumbrar com a perfeição e o promenor das imagens.

Para os amantes da animação:








Para os amantes do Starwars:












Et voilá!
Dá vontade de correr para a praia!

Divirtam-se!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Tensão superficial, o truque do barco a motor



Este é um truque muito simples que pode servir não só para demonstrar o que é a tensão superficial da água como também para deixar os irrequietos de boca aberta.

Toda a gente conhece a história de Hans Christian Andersen "O Rei vai nú" (podem lê-la ou rele-la aqui), nesta história dois especialistas em tecidos mágicos convencem o Rei de que possuem um traje festivo adequado para Sua Alteza usada, mas apenas havia um problema... o traje era invisível, apenas as pessoas "inteligentes" o podiam ver.. O mesmo se passa com a demonstração de hoje.

Precisamos de:
  • detergente,
  • 1 dedo,
  • 1 cartão, um rectângulo de  10x10cm é suficiente
  • 1 tigela transparente,
  • água,
  • 1 marcador grosso,
  • tesoura
  • 1 ou muitos amigos.
Como fazer:
  1. No pedaço de cartão desenhem o contorno de um barco visto de cima, como na imagem;
  2. Recortem o barco;
  3. Com o marcador desenhem outros pormenores no vosso barco, bancos, o local do motor, remos...;
  4. Encham a tigela de água;
  5. Coloquem uma gota de detergente num dos vossos dedos, para já não toquem com esse dedo em lado nenhum, não deixem o vosso amigo ver;
  6. Coloquem o barco a água e verifiquem que ele fica parado, pode oscilar um pouco mas tá parado;
  7. Retirem o barco da água, para não "ensopar";
  8. Abram a palma da vossa mão e expliquem ao vosso amigo que se esqueceram de colocar o motor no barco, por isso ele não anda, digam qualquer coisa do tipo "Estás a ver? É tão pequeno que me esqueci", é claro que a vossa mão está vazia, mas ele não sabe;
  9. Agarrem no barco e toquem com o dedo que colocaram no detergente no local do motor;
  10. Coloquem o barco de novo na água, enquanto dizem qualquer coisa do género "Pronto, vamos lá ver se agora funciona".
O que acontece?
O barco move-se pela água.

Porquê?
Afinal havia mesmo um motor muito muito muito pequeno e muito potente.


É claro que os pormenores que desenharam no cartão em nada influenciam o resultado, e também não existe nenhum micro motor super potente e invisível.

O que aconteceu foi que a tensão superficial da água foi perturbada (vê aqui outras demonstrações sobre a tensão superficial).

A água tem uma capa, como se fosse uma pele, de moléculas de água que se mantém ligadas por pontes de hidrogénio (podes ler mais sobre estas pontes aqui), o detergente actua sobre esse equilíbrio .
O barco "sem motor" estava "pousado nesta pele", as forças que actuavam sobre ele nessa altura estavam em equilíbrio mantendo o barco parado (as moléculas puxavam o cartão com a mesma força em todas as direcções).
Os detergentes têm a capacidade de diminuir a tensão superficial da água, (são por isso chamados agentes tenso-activos- ou seja têm uma acção na tensão da água).
Imagine a tensão superficial como uma capa, um casaco, que impede a água de interagir com certas substâncias, como as gorduras, por exemplo, o que  agente tenso-activo, como o detergente, faz é obrigar a água a "despir" esse casaco fazendo com que a água fique "mais água" e penetre mais facilmente em superfícies onde antes não penetrava.
Quando "colocámos o motor no barco" o detergente perturbou este equilíbrio, permitindo que as moléculas de água do lado do papel oposto ao do detergente puxassem o cartão com mais força, e ele assim foi empurrado, parecendo que o micro motor invisível realmente existia.

Na realidade esta demonstração é muito simples e até engraçada mas não deixa de ser uma demonstração do perigo que os nossos mares e lagos enfrentam. As fábricas e as indústrias que despejam detergentes nas correntes estão a contribuir para o desequilibro ecológico da zona. Quando se introduzem detergentes nos ecossistemas aquáticos estes ficam inevitavelmente desequilibrados, todos os insectos e seres vivos que necessitam de pousar na superfície da água para se alimentar, procriar ou exercer outra função biológica, não vão conseguir fazê-lo porque a "pele" da água ou não existe ou está debilitada.

Et voilá!
O rei vai ou não nu?

Divirtam-se!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Nucleação num copo de cerveja

A nucleação ocorre quando impurezas ou agentes estranhos perturbam o equilíbrio de uma solução. Veja-se o que aconteceu quando colocámos os Mentos dentro da garrafa de coca-cola. A coca-cola "explodiu" em repuxo, porquê? Porque o Mentos, com as suas micro fissuras, perturbou o equilíbrio do dióxido de carbono dissolvido na cola, fazendo com que este se libertasse rapidamente.

Hoje vamos observar o processo de nucleação num copo de cerveja. Esta bebida também tem dióxido de carbono dissolvido, e como a cola, este começa a libertar-se imediatamente quando se retira a cápsula.
Vamos utilizar sal grosso para observar a nucleação da cerveja.

Precisamos de:
  • copo transparente,
  • cerveja,
  • sal grosso,
  • álcool,
  • pano limpo, que não deixe pêlos,
Como fazer:
  1. Limpem muito bem o copo com o álcool;
  2. Sequem com o pano;
  3. Vertam a cerveja para o copo;
  4. Deitem alguns grãos de sal na cerveja.
O que acontece?
Forma-se uma espécie de fogo de artifício de bolhas.

Porquê?
À primeira vista e para os mais distraídos o que acontece no copo de cerveja poderia passar por uma reacção química, poderia eventualmente pensar-se que seria o sal a dissolver-se na cerveja. Na realidade trata-se de uma reacção física.
Se pudéssemos observar os grãos de sal à escala microscópica verificariamos que a sua superfície é abundante em irregularidades (buracos, sulcos, rugas), estas irregularidades constituem pontos de nucleação que favorecem a formação de bolhas de dióxido de carbono e consequente formação do "fogo de artifício".
É em tudo idêntico ao que se passa com a Coca-cola quando adicionamos o Mentos.

Deixo-vos o video:


 

NOTA: É importante limpar o copo antes da experiência pois todas as partículas de sujidade que estejam agarradas a ele serão óptimos pontos de nucleação.

Et voilá!
Bolhinhas de cerveja!

Divirtam-se!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Relógios- Clepsidra, o relógio de água

"Medir" o tempo é uma das necessidades mais antigas da humanidade, e muito antes da invenção dos relógios de corda o homem media o tempo. Já vimos como se mede o tempo com uma vela, hoje vamos construir uma clepsidra e medir o tempo com água.

Precisamos de:
  • 2 copos de papel ou plástico,
  • isqueiro, deve ser o adulto a manuseá-lo,
  • pequeno fio metálico, pode ser cobre por exemplo, se for necessário descarnar o fio utilizem o equipamento adequado.
  • água,
  • tijolos, podem utilizar livros ou outro objecto que sirva para "elevar" os copos,
  • marcador,
  • relógio,
  • jarro.
Como fazer:
  1. Escolham um local no exterior abrigado dos elementos naturais, é importante também que esteja um dia ameno;
  2. Com o marcador façam uma pequena marca a 0,5cm da base do copo, um ponto;
  3. Com o isqueiro aqueçam a extremidade do fio metálico;
  4. Rapidamente, para o calor não se perder, encostem o arame à marca que fizeram no copo, este procedimento irá abrir um orifício no copo;
  5. Empilhem os tijolos, ou o que escolheram para elevar o copos, os tijolos devem fazer um "degrau" 2 ou 3 cm mais alto que o copo;
  6. Coloquem o copo que não está furado encostado ao "degrau" e o que furaram em cima do degrau;
  7. Rodem o copo furado de forma a que o furo fique orientado para o segundo copo;
  8. Encham o jarro de água;
  9. Vertam a água para o copo furado, tapem o furo com os dedos, a quantidade de água não é importante nesta fase, mas convém encher;
  10. Retirem o dedo do furo;
  11. Contem 1 minuto no relógio;
  12. Passados os 60seg utilizem o marcador para marcar o nível da água no segundo copo;
  13. Repitam os dois últimos passos até a água escoar toda do primeiro copo.
O que acontece?
A água não escoa sempre à mesma velocidade pelo orifício que fizemos, e por isso as marcas que fizemos no copo não são equidistantes.
Porquê?
Relógio de água,
Indianápolis, USA
Porque quando o copo está cheio a pressão da água junto ao orifício é maior e a água escoa mais rapidamente, quando o nível da água está próximo do orifício a pressão e menor e a água escoa mais lentamente.

Esta clepsidra caseira pode não ter grande precisão mas as clepsidras da antiguidade também não. Estes instrumentos de medir o tempo estavam sujeitos às intempéries naturais e aos factores humanos.
Se estivesse muito frio a água gelava e o relógio parava, se estivesse muito calor a água evaporava e tinha de ser reposta, se o relógio não fosse limpo criava sujidades que obstruíam o orifício e atrasavam o relógio.

Faz os teus próprios testes, transforma esta demonstração numa verdadeira experiência:
  1. Fura vários copos a diferentes distâncias do fundo, 1cm, 2cm, 3cm.... as marcas ao fim de um minuto são à mesma altura? Porquê?
  2. Quanto tempo consegues marcar na tua clepsidra?
  3. Encontra um recipiente suficientemente grande para marcar 30min, 1h... faz vários relógios, fotografa-os e classifica-os;
  4. Repete a experiência com água quente e água gelada, demoram o mesmo tempo a escoar? Utiliza água à temperatura ambiente como controlo. Se a temperatura ambiente for o teu "zero" a água quente/gelada demoram menos ou mais tempo? Porquê?
  5. Faz uma solução saturada de sal, demora mais ou menos tempo que a água sem sal a escoar?  tenta com uma solução saturada com açúcar. O que acontece? Porquê?
Não te esqueças de:
  • anotar tudo no teu livro de experiências;
  • utilizar sempre um controlo como termo de comparação;
  • variar uma só variável de cada vez.
Et voilá!
Medir o tempo com água

Divirtam-se!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Peixe aranha- camuflado e venenoso

O peixe aranha é um peixe frequentemente temido pelos banhistas, a sua picada venenosa assusta e afasta da água qualquer banhista irrequieto.

O peixe aranha é muito frequente na costa portuguesa e também nos Açores e em Porto
Santo, aparece normalmente quando a maré está a vazar e enterra-se na areia, a poucos centímetros de profundidade, deixando os olhos e a barbatana de fora. Este peixe não ataca, ao contrário do que muita gente pensa, o que se passa na realidade é que o peixe aranha "pica" os pés dos banhistas (mais raramente as mãos) como forma de defesa à "pisadela".
Este peixe tem uma camuflagem quase perfeita, imita a areia (mimetismo) na perfeição, fazendo com que a sua presença seja muito difícil de detectar, o veneno está alojado nas 3 primeiras barbatanas dorsais, com se pode ver na imagem, e são essas que ficam de fora da areia e picam os banhistas mais desprevenidos.

Apesar de ser muito raro, existem alguns casos de mortalidade por picadela de peixe aranha. Estes relatos estão associados à falta de socorro adequado à vítima, quer por falta de meios quer por ignorância no que respeita à gravidade da picadela, ou ainda, mais raramente, por reacções alérgicas.
Quando alguém é picado por um peixe aranha o que se passa é que os picos das barbatanas do animal "injectam" no nosso organismo determinada quantidade de veneno, quanto mais pequeno (em volume) for o individuo mais perigoso é, apenas por uma questão de concentração de veneno por quilo.

Qualquer pessoa que seja picada por um peixe aranha TEM DE TER ASSISTÊNCIA MÉDICA, não importa a experiência, a idade ou o número de vezes que já foi picado, tem que ser visto por um médico, enfermeiro, nadador salvador, o mais depressa possível.

Se o seu irrequieto for picado por este peixe deve imediatamente recorrer ao nadador salvador, este profissional saberá o que fazer e, mais importante, como fazer.
Caso se encontrem num local onde não seja possível recorrer imediatamente a um profissional adequado convém saber o que fazer, o veneno do peixe aranha é termolabil (degrada-se com o calor) e por isso devemos usar este facto a nosso favor. Ficam aqui alguns conselhos:
  1. Lavem o pé muito bem;
  2. Mergulhem o pé dentro de água quente, o mais quente que a pessoa puder suportar sem sofrer queimaduras, podem também usar um cigarro aceso ao pé do pé, a bibliografia consultada diz que este método é mais eficaz;
  3. Lavem as mãos e espremam o local da picada, mantenham o pé "no banho" por 30 a 90 minutos.
O segundo método consiste em:
  1. Espremer a zona picada;
  2. Mergulhar o pé numa mistura de água, gelo e vinagre.
De qualquer forma o importante é prevenir, se vai para praias onde existem casos de picadelas por peixe aranha, na maré baixa tenha cuidado e calce a família toda com sandálias próprias de andar na água.

Fontes:
http://peixesdesportivosdomundo.blogspot.pt; http://amrf.no.sapo.pt/Praia.pdf

Et voilá!
Ele pica, mas em autodefesa! Previnam-se e bons mergulhos!

Divirtam-se!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Preparar conchas para utilizar em actividades diversas

Conchas, mar, paraíso - Autor Rui Santos
Com o verão vêm sempre baldes e baldes de pedras e de conchas. As crianças gostam de coleccionar conchas, os irrequietos gostam de imaginar os animais que lá viveram e os adultos vêem-se a braços com quilos e quilos de recordações "daquele dia de praia".
Se as conchas não forem limpas acabam por escurecer e ficar com um cheiro desagradável, por isto é essencial limpar bem as conchas antes de as utilizar e/ou guardar.
Os irrequietos cá de casa não são excepção e, como todas as crianças, trouxeram recordações da praia que tivemos de limpar com o máximo cuidado, foi assim que fizémos,

Concha antes do banho de cloro
Precisamos de.
  • cloro, utilizámos pastilhas de cloro de piscina mas podem encontrar outras soluções na drogaria,
  • balde grande, vejam o volume de água que precisam na embalagem do cloro,
  • luvas de borracha,
  • pinça metálica, facultativo,
  • tabuleiro de plástico, facultativo,
  • escova de dentes antiga, ou qualquer outra escova pequena velha, por exemplo uma escova das unhas,
  • água corrente.
Como fazer:
Conchas antes do banho de cloro
  1. Calcem as luvas, deve ser o adulto a manusear o cloro, este químico irrita a pele e é perigoso quando inalado ou ingerido;
  2. Coloquem no balde a quantidade necessária de água para  cobrir as conchas, elas devem ficar cerca de 1 palmo abaixo da linha de água. Se necessário dividam as conchas em grupos e realizem o procedimento várias vezes;
  3. Leiam as instruções da embalagem e dissolvam na água do balde a quantidade de cloro adequada;
  4. Coloquem as conchas no balde, com cuidado para não lascarem;
  5. Coloquem o balde num sítio seguro de um dia para o outro, se possível no exterior e sempre fora do alcance dos irrequietos;
  6. Com a ajuda da pinça retirem as conchas da água e coloquem-nas no tabuleiro, não se esqueçam das luvas;
  7. Debaixo de agua corrente escovem toda a sua superfície, mesmo aquelas reentrâncias quase inacessíveis;
  8. Lavem-nas bem em água fria;
  9. Conchas depois do banho de cloro
  10. Coloquem as conchas a secar ao sol.
NOTA: 
Se depois do banho de cloro e de escovadas as conchas ainda mostrarem manchas amarelas podem colocá-las de novo no cloro por mais algum tempo.

O que acontece:
As conchas e as pedras ficam com um aspecto "limpo" sem manchas.
Porquê?
Porque o cloro é um bactericida/germicida forte, isto significa que mata os germes e as bactérias que estão nas conchas, e acreditem, todas as conchas os têm. Estes germes e bactérias são consequência da exposição das conchas aos elementos naturais e em princípio não representam perigo para a saúde humana, pelo menos não mais do que ir à praia. Além de uma função germicida e bactericida o cloro ajuda na remoção das algas, restos de animais, pequenas incrustações e areias que a concha possa ter.

ATENÇÃO:
  1. O cloro não é adequado para limpar todas as conchas, é muito eficaz e rápido mas algumas conchas podem ficar destruídas ou descaracterizadas. O cloro é indicado para a limpeza da maioria das conchas na maioria dos casos, mas se o seu irrequieto faz colecção de conchas de uma forma mais cientifica do que apenas uma brincadeira de verão, então informe-se com especialistas.
  2. Nunca utilizem ácidos na limpeza das vossas conchas. O ácido é absorvido pelo calcário das conchas e a corrosão continua, mesmo depois das conchas serem lavadas, levando à perda total da concha no futuro.
  3. Depois de lavadas e secas as conchas perdem "aquela cor" que tinham no mar e que foi a razão pela qual as trouxemos, para avivar essa cor passem parafina na concha, utilizem um pano e procedam como se estivessem a "passar graxa" num sapato.

Et volá!
O verão recuperado e eternizado num balde de cloro!

Divirtam-se!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Outono precoce- como se comportam as plantas na falta de luz?

As plantas precisam luz, água e dióxido de carbono para viver. De uma forma simplificada, e sem entrar em grandes pormenores podemos dizer que as folhas são fábricas naturais de alimentos, as plantas retiram do solo, através das raízes, todos os nutrientes e água(H2O) que necessitam para viver, e do ar o dióxido de carbono (CO2). Depois, com a ajuda da luz solar as plantas transformam este dióxido de carbono e a água em Oxigénio (O2) e glicose, num processo químico que denominamos fotossíntese. Sem plantas elas não existiria O2 nem reciclagem de CO2, e a vida não seria possível tal como a conhecemos.

Já tivemos oportunidade de explorar a fotossíntese no Mentes Irrequietas, quando respondemos ao Marco, podem ler tudo aqui.

A proposta de hoje é: "seremos capazes de induzir a planta num outono precoce? Será possível que a folha comece a secar em pleno verão?"

Precisamos de:
  • papel de alumínio, daquele de cozinha,
  • 1 árvore.
Como fazer:
  1. Observem a árvore e escolham uma folha sã, bem verdinha e firmemente presa à árvore;
  2. Cortem um pedaço de folha de alumínio, sensivelmente 3 vezes maior que a vossa folha;
  3. Com cuidado, para não ferir o pecíolo da folha, embrulhem a folha no papel de alumínio;
  4. Esqueçam a folha durante algum tempo, nós deixámos a folha embrulhada durante 1 mês, a natureza faz coisas incríveis mas demora o seu tempo;
  5. Com cuidado desembrulhem a folha.

O que aconteceu?
A folha ficou murcha, a nossa ficou seca em algumas zonas.


Porquê?
Porque sem luz a folha deixou de poder fazer a fotossíntese. reparem que as outras folhas do mesmo galho continuam verdes e viçosas (é sempre importante ter um controlo).

Et voilá!
outono sempre que quisermos! Deixem a folha no galho e vejam se ela recupera, a nossa caiu e secou.

Divirtam-se!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Estrela do mar com caixas de ovos DIY

As estrelas do mar estão espalhadas por toda a extensão dos oceanos do planeta. Estes animais não têm cérebro nem sangue. O seu sistema nervoso está espalhado pelos seus "braços" e o sangue é na realidade água do mar filtrada. Estes invertebrados carnivoros podem viver até 35 anos.

Hoje vamos utilizar caixas de ovos para fazer estrelas do mar, esta actividade é muito simples de fazer, barata de executar, e dá uma nova cara a materiais que de outra forma seriam lixo.

Precisamos de:
  • caixa de ovos de cartão,
  • tesoura,
  • cola,
  • borracha velha, também podem utilizar missangas,
  • x-acto, ou uma faca com uma lâmina afiada, cuidado!, deve ser o adulto a manusear esta ferramenta,
  • tinta acrílica, nós pintámos a estrela de amarelo mas na realidade podem imaginá-la de outras cores e feitios, afinal existem mais de 2000 espécies de estrelas do mar,
  • pincel,
  • caneta preta,
  • etiqueta autocolante,
  • furador, podem utilizar googly eyes, nós como não tínhamos fizemos com papel.
Como fazer:
  1. Limpem a caixa de pó e outros resíduos que possa ter;
  2. Cortem um dos "ninhos" onde os ovos encaixam, cortem de forma a que o "ninho" fique em forma de copo;
  3. Com cuidado e um pouco de precisão cortem os cantos do copinho, como na imagem, de forma a ficarem com 4 pontas triangulares, dependendo da caixa de ovos este passo pode ser mais ou menos complicado;

  4. Com os dedos forcem a abertura das pontas do cartão até terem uma superficie em forma de estrela;
  5. Pintem a estrela, nós escolhemos o amarelo mas deixem o irrequieto escolher;
  6. Deixem secar por 2 ou 3 h;
  7. Com o x-acto cortem uma "fatia" de borracha com cerca de 0,5cm de largura, deve ser o adulto a fazer isto, cuidado com os dedos;
  8. Desenhem vários circulos na "fatia", cada um deles vai ser uma ventosa do tentáculo;
  9. Destaquem esses circulos, utilizem a o x-acto ou a faca,  deve ser o adulto a fazer isto!, no final deste passo devem ter alguns pequenos cilindros de borracha branca;

  10. Repitam os três últimos passos tantas vezes como as necessárias para ter ventosas suficientes;
  11. Se usarem missangas ignorem os 4 últimos passos;
  12. Colem as "ventosas" no corpo da estrela, atenção: a estrela do mar tem estas estruturas na parte de baixo;
  13. Colem os olhos na parte da frente da estrela, nós usámos um furador e papel autocolante, como quando fizémos a joaninha e a aranha;
  14. Pintem a boca como quiserem.








Et voilá!
Estrelas do mar recicladas e de muitas cores!

Divirtam-se!

Dê uma olhadela

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