Quem passa por cá

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Vejam a lista de cientistas que estão no Mentes. UPDATE 07/01/2014

Projecto ENCERRADO Projecto II/2013- vida nocturna no meu jardim.
Vejam AQUI as CONCLUSÕES
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domingo, 8 de junho de 2014

Francis Crick- Prémio Nobel da Madecina- Morreu faz hoje 10 anos

Francis Harry Compton Crick nasceu em 8 de junho de 1916, em Northampton, Inglaterra, e veio a falecer em San Diego, Califórnia nos Estados Unidos a 28 de julho de 2004.
Este cientista viu os seus estudos interrompidos pela eclosão da guerra de 1939, altura em que começou a trabalhar para a marinha britânica. Em 1947, no rescaldo da guerra, Crick deixou a marinha para estudar biologia. Em 1962 Francis Crick foi galardoado com o Prémio Nobel da fisiologia ou Medicina juntamente com os seus colegas James Watson e Maurice Wilkins, pelas suas descobertas relativamente à estrutura molecular dos ácidos nucleicos e a sua importância na transferência de informação nos seres vivos.

Et voilá!
Divirtam-se!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Rosalind Franklin- O génio que a história escondeu

Rosalind Franklin
Existem muitos nomes que a história engole, uns por vergonha, outros por engano e ainda outros por preconceito. O caso de Rosalind Franklin é, de facto, um caso flagrante deste fenómeno, esta inglesa londrina, doutorada em Química pela Universidade de Cambridge foi a chave para o trabalho considerado extraordinário, pela opinião pública, de Francis Crick e James Watson sobre a estrutura molecular do DNA, trabalho este que levou estes dois cientistas a serem distinguidos com o Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina em 1962.
 
BI
Rosalind Elsie Franklin, ou como ficou conhecida aos olhos do mundo- Rosalind Franklin, nasceu em Notting Hill em Londres a 25 de Julho de 1920 vindo a falecer ainda nova, com apenas 37 anos, vítima de um cancro nos ovários, a 16 de Abril de 1958.
Rosalind começou a revelar as suas apetências para a físico-química ainda muito jovem, com apenas 15 anos já sabia o que queria fazer na sua vida. Rosalind formou-se e doutorou-se em físico-química pela Universidade de Cambridge em 1945.

Percurso
Maurice Wilkins
Nos curtos 13 anos que marcaram a sua vida profissional, desde o seu doutoramento até à sua morte, Franklin ofereceu imenso à ciência sem nunca ter sido reconhecida convenientemente pelos seus pares, vendo mesmo as suas descobertas serem, segundo alguns autores, "entregues de bandeja" a colegas seus.

Nos três anos que se seguiram à sua saída de Cambridge (1947-1950), Rosalind Franklin esteve em Paris no Laboratoire Central des Services Chimiques de L'Etat, aqui aprendeu técnicas de difracção de raios- X.

Em 1951, rumou de novo a Londres como investigadora associada no laboratório de John Randall do Kings College. Esta mudança de ocupação iria mudar a história da ciência para sempre.

Kings College
Francis Crick
Rosalind Franklin, tal como as mulheres do seu tempo, foi relegada sempre para segundo plano no que à produção de conhecimento diz respeito. Foi no Kings College que esta mente brilhante e talentosa cientista conheceu Maurice Wilkins. Este neozelandês chefiava um grupo de investigação diferente daquele em que Rosalind estava integrada. Nesta altura nenhum deles tinha como objecto de estudo o DNA mas ambos mantinham e manifestavam o interesse pelo tema.

Num dado momento, em que Wilkins se encontrava ausente, Randall, o chefe do laboratório, atribui a Franklin o projecto do DNA, ora esta decisão surpreendeu Wilkins que quando regressou confundiu o papel da cientista no projecto, tratando-a como uma mera assistente quando na realidade era seu par. Este episódio causou desde logo mal estar e criou um clima de tensão e competição, clima este que nunca viria a ser desanuviado até à data de morte da cientista, em 1958.
James Watson
É importante situar historicamente este episódio. Quando Rosalind Franklin chega ao Kings College o clima que as mulheres viviam era de suspeita e exclusão, exemplo disso é que apenas os homens estavam autorizados nas salas de jantar e nos pubs da Universidade.

O momento chave
Apesar de todas as contrariedades e do clima que se vivia entre Franklin e Wilkins, a primeira persistiu no seu projecto.
Este projecto consistia em utilizar técnicas de difracção de Raio-X em fibras de DNA. Estes estudos levaram a uma descoberta fantástica, a de que havia duas formas de DNA, uma forma seca "A" e uma forma molhada "B". As suas fotografias de raios- X de DNA foram reconhecidas como "as fotografias de raios- X mais belas alguma vez tiradas a qualquer substância". Uma das fotografias tiradas à forma "B" ficou conhecida como fotografia "51.
Modelo de dupla hélice
de Watson e Crick
Algures entre 1951 e 1953 Franklin é traída pelo seu par e colega Wilkins. Sabe-se que o neozelandês mostrou a Watson a fotografia 51 da colega, quando viu a fotografia a solução para o problema da estrutura molecular de DNA tornou-se evidente para este homem da ciência e, sem perder tempo, de imediato submeteu um artigo à revista Nature. Todo o trabalho de Rosalind Franklin foi assim engolido pelo impacto fenomenal da "descoberta" de Watson.

A polémica
A discussão sobre o papel da cientista londrina na descoberta da estrutura molecular do DNA ainda continua nos dias de hoje, a única coisa que sabemos de certeza é que ela teve um papel chave neste processo.

Em 2002 Brenda Maddox escreve sobre a reacção de Watson ao ver a fotografia 51, no seu livro intitulado "Rosalind Franklin: The Dark Lady of DNA.": "O meu queixo caiu e o meu coração começou a correr".
Fotografia 51
Aquando da publicação do artigo na revista Nature, Watson e Crick incluíram uma chamada em rodapé ao trabalho de Franklin e Wilkins, referindo que tinham sido inspirados pelo trabalho não publicado destes cientistas, quando na realidade utilizaram a fotografia de Rosalind como base para as suas conclusões sem nunca terem consultado a cientista sobre a sua utilização.

Mais tarde o trabalho de Wilkins e Franklin foi publicado na mesma revista, graças ao acordo a que Randall e o director do laboratório de Cambridge chegaram, no entanto, estes artigos foram vistos como mero suporte ao trabalho de Watson e Crick

Em 1953 Rosalind Franklin deixou o laboratório de Randall e foi trabalhar para o Birkbeck College, onde se dedicou ao estudo da estrutura do RNA e do vírus do tabaco. Nos 5 anos seguintes publicou 17 artigos sobre vírus e, juntamente com a sua equipa lançou as fundações da virologia.

Escultura de Charles Jencks em Cambridge

Rosalind Franklin veio a morrer em 1958, 5 anos depois da publicação do artigo de Watson e 5 anos antes da atribuição do Prémio Nobel a Francis Crick, James Watson e Maurice Wilkins, sem saber que a sua fotografia tinha desempenhado um papel absolutamente indispensável na descoberta pela qual, na opinião de alguns, os seus carrascos, foram distinguidos com o Prémio mais apetecível da ciência- O Prémio Nobel.

Fontes:
http://www.nobelprize.org
http://www.famousscientists.org/
http://www.biography.com
http://www1.folha.uol.com.br
http://www.sciencemuseum.org.uk

Et voilá!
A história esconde histórias, e a ciência não é diferente

Divirtam-se!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Vida em câmara lenta

Muito recentemente um estudo cientifico publicado na Animal Behaviour mostrou que os animais mais pequenos tendem a percepcionar o tempo em câmara lenta.

Os animais mais pequenos vêm o mundo que os rodeia em slow motion, ou seja, câmara lenta.

O que significa isto?

Significa que os animais mais pequenos conseguem observar o movimento numa escala de tempo mais fina. Isto é particularmente importante para escapar dos predadores maiores. Dito de outra forma, os animais mais pequenos vêm mais informação num segundo que uma pessoa ou um elefante, o que lhes permite uma rapidez de movimento excepcional. se já tentaram matar um mosquito ou uma mosca certamente já se deram conta que estes animais são "ultra-rápidos".

Segundo Kevin Healy, autor do estudo
"A capacidade de percepção do tempo em escalas muito finas pode significar a diferença entre a vida e a morte quando falamos de indivíduos que se movem muito rapidamente como os predadores e as suas presas".

Por esta rezão os animais maiores facilmente deixam escapar pequenas coisas que os mais pequenos percepcionam quase imediatamente.

Segundo este estudo os animais com o sistema visual mais rápido incluem esquilos, estorninhos e pombos.

Os estorninhos, por exemplo vivem em grandes grupos e formam bandos rodopiantes no céu, o que se pensa estar relacionado com o facto de terem necessidade de saber onde estão os seus companheiros e evitar colisões.
Um outro exemplo de desfasamento da capacidade de visão e capacidades motoras é a do escaravelho tigre, este animal corre mais depressa do que os seus olhos conseguem funcionar o que faz com que ele tenha de parar de vez em quando para perceber onde está. Segundo o estudo este animal essencialmente torna-se cego e tem de parar para reavaliar a posição da presa.

O estudo:

A equipa de investigação analisou a variação da percepção do tempo através de um conjunto variado de animais. Também fizeram a análise e a compilação de dados obtidos por outras equipas  que usaram uma técnica de medição denominada frequência crítica de fusão de cintilação, esta técnica mede a velocidade com que o olho processa a luz.

Colocando estes resultados num gráfico os investigadores conseguiram observar um padrão. Este padrão mostrou que existe uma forte relação entre o tamanho do corpo e quão rápido os olhos podiam responder às mudanças das informações visuais, como uma luz a piscar.

E o humanos?

Entre indivíduos existem algumas diferenças. alguns desportistas conseguem processar mais informação visual que o normal, vejam por exemplo o caso de um guarda redes que tem de se aperceber de onde e para onde vai a bola, e tem de se aperceber mais rápido do que os outros, caso contrário o golo é inevitável.

No caso do ser humano, segundo os autores do estudo existem também outras diferenças. Os indivíduos mais velhos, por exemplo, têm reflexos visuais mais lentos que uma criança. Andrew Jackson, co-autor do estudo refere que as crianças reagem mais rapidamente aos estímulos visuais do que os mais velhos e que esta característica vai desaparecendo à medida que as crianças vão crescendo.

"De uma perspectiva humana a capacidade de processamento de imagens limita a possibilidade de conduzir carros ou aviões muito mais rápido do que já conduzimos agora, pelo que estes animais desafiam o humanamente possível" Dr Jackson à BBC News.

"Por esta razão, andar mais depressa requer, ou assistência de computadores ou a melhoria significativa do nosso sistema visual através de drogas ou de implantes".

Fontes:
http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-24078179
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0003347213003060 

Et voilá!
"Assim, este trabalho destaca as capacidades impressionantes dos menores cérebros animais. As moscas podem não ser dotados de um pensamento complexo, mas podem tomar boas decisões muito rapidamente."

Divirtam-se!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Cadeia alimentar, o que é? Jogo de construção

Cadeia alimentar:
"Conjunto de espécies vivas, das quais cada  uma se alimenta da anterior (vegetal, herbívoro, carnívoro)" in Larousse Enciclopédia Moderna

Uma cadeia alimentar mostra-nos de uma forma simplificada onde cada um dos organismos vivos adquirem a sua comida (energia). Alguns animais alimentam-se de plantas, outros alimentam-se de outros animais e outros ainda alimentam-se de plantas e animais. Os primeiros são denominados de herbívoros, os segundos chamam-se carnívoros e finalmente os terceiros são omnívoros. O Homem é um animal omnívoro.

Numa cadeia alimentar cada uma das formas vivas é um elo da cadeia, que se alimenta do anterior e é a comida do seguinte. Quando uma espécie está no topo da cadeia alimentar significa que não existem predadores capazes de se servir dela para alimento.

A cadeia alimentar começa sempre com uma planta e acaba sempre num animal. Isto tem uma razão de ser, as plantas são capazes de produzir o seu próprio alimento utilizando a luz solar (fotossíntese), por esta razão são denominados produtores. Já os animais não têm esta capacidade e por isso têm de se alimentar de outros animais ou de plantas, por esta razão são denominados consumidores.

Para compreender a cadeia alimentar há ainda que saber que:
  • Os herbívoros são chamados consumidores primários
  • Os carnívoros que se alimentam de herbívoros são os consumidores secundários;
  • Os carnívoros que se alimentam de outros carnívoros são os consumidores terciários.
Temos depois os organismos decompositores, estes alimentam-se de matéria orgânica em decomposição e aceleram o processo de "retorno" dos nutrientes ao solo, para que as plantas possam produzir alimento, crescer, e entrar, de novo, na cadeia alimentar. 

Transferência de energia numa cadeia alimentar

Numa cadeia alimentar a energia passa de um elo para o outro.
Os seres vivos alimentam-se uns dos outros e utilizam estas fontes de alimento para produzir energia e crescer. Quando um herbívoro come uma planta retira desta energia para crescer e para manter as suas funções vitais (respiração e digestão por exemplo). O elo seguinte é um carnívoro, este come o herbívoro, mas apenas uma pequena parte da energia que o herbívoro recebeu passa para o carnívoro, fazendo com que este tenha de comer vários herbívoros para obter a energia que precisa tanto para as suas funções vitais como para crescer. Este facto parece ser uma das justificações para o facto de existirem muito mais herbívoros do que carnívoros.

Se pensarmos um pouco mais nesta situação podemos tirar outra conclusão: 
  • Os carnívoros alimentam-se de herbívoros, 
  • Em cada elo da cadeia alimentar perdem-se quantidades muito grandes de energia,
  • Os carnívoros têm de comer mais herbívoros (em número) para obter a mesma quantidade de energia.
Exemplo de uma pirâmide da cadeia alimentar
Então:
Tem de haver um número muito maior de herbívoros para que seja possível alimentar os carnívoros.
Imaginem que um herbívoro come 1 planta, o carnívoro que vem depois -consumidor secundário- tem de comer 2 herbívoros para ter a energia que necessita, mas o consumidor seguinte nessa cadeia alimentar vai ter de consumir 3 carnívoros secundários. Ou seja, para alimentar este consumidor terciário foram precisas 6 plantas (2 por cada carnívoro secundário, ou seja 1 por cada herbívoro).

Por esta razão as cadeias alimentares são frequentemente representadas em forma piramidal, e no topo da pirâmide se coloca o animal que domina essa cadeia alimentar.
A actividade que propomos hoje é a construção de um jogo tipo "torre" de uma cadeia alimentar simples.

Precisamos de:
  • copos de plástico,
  • espuma EVA,
  • cola ou agrafador, nós utilizámos o agrafador,
  • marcador preto.
Acesso a:
  • impressora.
Como fazer:
  • Imprimam a template.
  • Recortem as tiras com as imagens;
  • Colem, ou agrafem, as tiras no topo dos copos;
  • Recortem tiras de EVA com cerca de 2cm de largura;
  • Colem, ou agrafem, o EVA na base dos copos como mostram as imagens;
  • Com o marcador preto escrevam o nome do animal que cada copo representa;
  • Empilhem a torre de forma a que a cadeia alimentar esteja correcta.

No exemplo da template:
Folhas- plantas, produtor, 1ºelo da cadeia;
Mosca verde-  herbívoro, consumidor primário, 2ºelo da cadeia;
Joaninha- carnívoro, consumidor secundário, 3ºelo da cadeia;
Pisco- carnívoro, consumidor terciário, 4ºelo da cadeia;
Falcão- carnívoro, consumidor terciário, 5ºelo da cadeia.

Ir um pouco mais longe:
Podem fazer mais copinhos com outros animais e tentar montar outras cadeias, por exemplo, são capazes de montar outra cadeia alimentar com a joaninha? ou com o falcão?

NOTA: utilizámos copos de 33cl mas como estes tinham publicidade recortámos a parte de baixo, daí resultando pequenos copos com cerca de 5cm de altura. Por esta razão aconselhamos a que adaptem as medidas que utilizámos no EVA e na template aos copo que vão utilizar.



Et voilá!
Quantas cadeias diferentes são capazes de fazer?

Divirtam-se!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Trepar, trepar, trepar até lá acima

Normalmente a água cai, acontece nas cascatas, nos rios, quando a derramamos... isto acontece pela acção da força da gravidade, mas
também é possível observar a água a subir nas mesmas condições de gravidade.

Vamos criar um sistema de rega automático rudimentar baseado no principio da difusão.

Precisamos de:
  • copo, qualquer um serve,
  • cordel, de algodão é melhor, podem utilizar uma trança de tecido, para isso façam uma trança com um pano velho.
  • pedaço de cartão, suficientemente grande para servir de tampa ao copo,
  • água,
  • vaso com uma planta,
  • Adicionámos corante alimentar
    verde à água para
    conseguir observar a sua
    progressão pela trança de
    algodão
  • tesoura.
Como fazer:
  1. Encham o copo com água;
  2. Coloquem o cordel/trança dentro do copo, o cordel deve tocar no fundo do copo e ficar com a ponta para fora, como na imagem;
  3. Coloquem o copo na beira do vaso, de forma a que a água que escorrer do cordel possa cair na terra;
  4. Cortem o cartão no tamanho adequado para tapar o copo, recortem o cartão de forma a deixar passar o cordel sem lhe tocar;
ATENÇÃO:
  • O cordel nao pode ficar a tocar na terra;
  • O copo tem de ficar ligeiramente acima do nível da terra;
O que acontece?
Fizémos uma trança
com um pano velho
Dependendo da grossura do cordel/trança e da quantidade de água no copo ele irá pingar água para a terra durante dias.

Porquê?
Usámos água corada
Devido à capilaridade. Como já explorámos aqui várias vezes em tópicos referentes à cromatografia ou à difusão, é possível fazer com que a água suba, a este fenómeno chamamos acção da capilaridade.

A capilaridade é muito útil a diversos processos que ocorrem na natureza como:
  • a circulação de sangue nos vasos sanguíneos mais estreitos (surpreendentemente chamados capilares);
  • a passagem da água das raízes para a planta;
  • ou a subida da cera derretida pelo pavio de uma vela.
Mas então porque é que a água pinga do outro lado?
Quando molhamos o cordel, numa das pontas, a água trepa pelas fibras que constituem o tecido do cordel e, por difusão, ao fim de algum tempo a água trepou até à borda do copo. Neste ponto é a força de gravidade que arrasta a água para baixo, para dentro do vaso.

Porque é que o cartão que serve de tampa não pode tocar no cordel?
Porque iria interferir na difusão da água pelo cordel. A difusão ocorreria também no cartão e este ficaria ensopado.

Nota: 
  • Conseguem observar este fenómeno com mais eficácia se juntarem corante à água. 
  • A trança que fizemos é muito grossa, só serve para efeitos de demonstração, a água vai sair do copo muito depressa. Para fazer um sistema de rega eficaz utilizem um cordel de algodão, ou um daqueles que as pastelarias utilizam para fechar as caixas dos bolos.
5 minutos depois a água já tinha chegado à
ponta da trança. 24h depois o copo
estava vazio, se querem fazer um sistema eficaz
 utilizem um cordel mais fino. a trança só é útil
para fins de demonstração

Et voilá!
Já podem ir de férias descansados. Mas não usem corante quando o objectivo for regar

Divirtam-se!


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Corações de leite- Plástico de caseína

Hoje vamos fazer um plástico muito divertido. Este plástico pode ser utilizado para fazer muitas coisas como transformar leite em prendas variadas, decoradas com amor e pintadas por irrequietos criativos.

Precisamos de:
  • Filtro ou pano de algodão velho,
  • Funil, não é essencial mas ajuda,
  • Recipiente resistente ao calor, caso usem o funil este deve conseguir ser apoiado no recipiente
  • 500ml de leite,
  • 50ml de vinagre,
  • Panela,
  • Prato fundo,
  • Faca.
Acesso a:
  • fogão, cuidado com as mãos, pede a um adulto que trate desta fase.
Como fazer:
  1. Aqueçam o meio litro de leite numa panela, não o deixem ferver;
  2. Desliguem o lume;
  3. Vertam os 50ml de vinagre para a panela, devagar para não pingar;
  4. Com cuidado mexam a solução resultante, o leite vai "talhar", ficar em forma de flocos;
  5. Filtrem a mistura heterogénea para outro recipiente, de maneira a obteres a caseína o mais pura possível (usa o funil e um filtro de papel);
  6. Deixem filtrar bem a solução, isto pode demorar muito tempo, vejam no fim deste "procedimento" como acelerar este processo;
  7. Raspem a parte sólida para um prato fundo com a ajuda de uma colher;
  8. Com as mãos lavadas empurrem este "barro" para dentro do molde, comprimam bem!
  9. Deixem secar, pode demorar muitos dias, depende da altura do molde que escolheram.
  10. No final podem pintar com tintas normais.

Opções para acelerar o processo: 
Podem colocar um pano de algodão no funil e verter a solução para o funil, em seguida agarrem as pontas do pano, com cuidado para não entornar o líquido, e espremam/torçam o pano, de forma a expulsar todo o líquido e ficar só com a parte sólida.

Nota:
Porque a ciência tem destas coisas, os imprevistos acontecem e os corações dos irrequietos cá de casa foram comidos pelos pássaros antes de secarem... repetimos o ensaio e quando estiverem secos mostramos aqui o resultado final.

O que acontece?
  • Quando adicionámos o vinagre ao leite quente verificámos a formação de flocos brancos no leite. 
  • Utilizando o filtro/pano de algodão conseguimos separar, com sucesso, a fase líquida da fase sólida do leite flocolado.
  • Esta massa sólida é altamente moldável e quando seca torna-se num material bastante rígido.
Porquê?
Porque o vinagre faz com que o leite se separe num líquido e uma massa sólida (esta massa é composta de gordura, minerais e caseína).
Porquê?
É uma simples reacção ácido/base. O ácido (ácido acético ou vinagre) reage com a caseína do leite (base) formando uma polímero que precipita.
Como é formado esse polímero? 
A caseína é uma proteína, esta proteína está toda dobrada sobre si mesma,- imaginem um novelo de lã fortemente apertado-, quando é aquecida e misturada com um ácido como o vinagre, ela desdobra-se e rearranja-se, ou seja, imaginem que as moléculas de caseína se partem e formam uma longa corrente, a esta corrente chamamos polímero. É este polímero que precipita.
E o que é um polímero? 
É uma longa corrente de moléculas em que cada elo da corrente é um molécula (ou conjunto de moléculas) a que chamamos monómeros. Estes monómeros organizam-se nessa cadeia num padrão repetitivo, como na imagem.
Assim...
Depois da filtragem, a substância branca que fica no filtro/pano está pronta a ser moldada e pintada depois de seca.

O que é a caseína?O leite é uma combinação de diversos elementos sólidos em água. Os elementos sólidos representam aproximadamente 12 a 13% do leite e a água, aproximadamente 87%. Os principais elementos sólidos do leite são lipídios (gordura), carboidratos, proteínas, sais minerais e vitaminas.
A caseína é o componente principal da proteína láctea- ou seja, é a proteína presente em maior quantidade no leite. A principal característica desta proteína é ser uma fosfoproteína, cuja hidrólise produz além de aminoácidos, o ácido fosfórico. 2,6% do leite inteiro é caseína.
As micelas de caseína e os glóbulos de gordura são responsáveis pela maior parte das características físicas (estrutura e cor) encontradas nos produtos lácteos.

Utilização de caseína como plástico:
Aspecto do leite depois de
adicionar o vinagre
Ora bem, a caseína é composta de moléculas que podem dobrar até que secam e endurecem, formando um plástico.
Historicamente a caseína tem vindo a ser utilizada como plástico desde há milhares de anos, tendo sido bastante popular na primeira metade do século XX. Nesta altura esta proteína era largamente utilizada como matéria prima para fabrico de botões, fivelas, contas e outras bijutarias. Hoje utilizamos derivados do petróleo para estas funções.
Apesar da caseína poder ser moldada com sucesso em condições de pressão e temperatura normais, não produz um material suficientemente estável para utilização industrial antes de ser mergulhado em formol, o que torna este plástico "pouco prático" industrialmente. Têm sido conduzidos alguns estudos científicos sobre a utilização deste plástico natural, de forma a transforma-lo numa matéria prima mais apetecível.

Podem, e devem, ir um pouco mais longe:
Esta é uma demonstração,podem facilmente transformá-la num projecto para uma feira de ciências ou numa experiência, heis algumas sugestões:
  • Repitam o procedimento fazendo variar a relacçao leite:vinagre, ou seja, será que 500ml de leite para 50ml de vinagre é a relacção ideal para a precipitação da totalidade da caseína presente no leite que estão a utilizar? Utiliza uma balança para pesar a quantidade final de caseína extraída.
  • Utilizem outras marcas de leite;
  • Utilizem leite magro, gordo e meio gordo, existe alguma relacção entre a gordura do leite e a quantidade de caseína?
  • Leite de vaca, de ovelha, de cabra... como varia a quantidade de caseína no leite de espécie para espécie?
  • O leite de soja comporta-se da mesma forma? Porquê? 
  • A temperatura influencia a quantidade de caseína extraída do leite?
  • ....
As possibilidades de explorar este procedimento como experiência e até transformá-lo num projecto são imensas.
A variável depende de como constroem a hipótese e a pergunta! Por isso é muito importante que isso esteja muito claro antes de começarem.

ATENÇÃO:
Anotem tudo no vosso caderno de registos (pesos, volumes, temperaturas, etc).
Variem só uma variável de cada vez! (variáveis possíveis: marca do leite, teor de gordura, origem do leite, temperatura de aquecimento, relacção leite:vinagre... etc)

Fontes:
http://www.sciencebuddies.org
http://www.plastiquarian.com
http://www.enq.ufsc.br/disci/eqa5216/material_didatico/componentes_do_leite.htm
http://www.shipibonation.org/como-fazer-plastico-e-criar-pequenos-brinquedos.html
http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia8/AG01/arvore/AG01_128_21720039243.html
The language of Biotechnology a dictionary of terms- ISBN 0-8412-2982-1

Et voilá!
Não deixem as vossas esculturas ao ar livre a secar... os pássaros comeram os primeiros corações que fizemos! 

Divirtam-se!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Dia do Biólogo

Hoje é Dia do Biólogo! Parabéns a todos os Biólogos por esse mundo fora.

Et voilá!
Divirtam-se!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Projecto II/2013 - Vida Nocturna no meu jardim - Resultados, Pistas para conclusões

Projecto II/2013 - Vida Nocturna no meu jardim

Resultados, Pistas para conclusões

Os jardins são cheios de vida que muitas vezes nos passa ao lado, porque não estamos 24 sobre 24 a olhar para ele, porque olhamos em vez de ver, ou simplesmente porque muito se passa longe dos nossos olhos.
O objectivo deste ensaio era montar uma armadilha para animais nocturnos, com o decorrer do ensaio passámos a chamar-lhe armadilha/abrigo isto porque os animais na realidade não eram capturados mas sim se abrigavam debaixo da nossa casca de laranja.

O nosso plano era montar uma armadilha/abrigo com cascas de laranja, foi o que fizémos, colocando 4 cascas de laranja em 4 locais distintos do jardim, na expectativa de encontrar animais diferentes, Na realidade o que conseguimos foi observar os mesmos animais mas em número diferente (ou seja houve zonas em que eram muito poucos e outras em que havia mais).



Antes de passarmos às conclusões é importante dizer que, depois de um pouco de pesquisa, concluímos que as espécies que foram registadas como "parecidos" com bichos da conta eram na realidade bichos da conta, mas de um espécie diferente daqueles que vemos mais amiúde.

Pela visualização das tabelas pode-se dizer que:


  • De manhã, pelas 9h
      • Os abrigos/armadilhas estavam povoados por bichos da conta e bichos semelhantes, bichos que, mesmo sem conhecer exactamente os seus hábitos, podemos dizer que não se incomodam particularmente com a luz do Sol. 
      • Em p4 existiam 3 animais mais pequenos que não conseguimos identificar.
      • Não se conseguiram observar lesmas mas pudemos constatar, através dos seus rastos, que elas lá estiveram durante a noite.
      • Registámos um total de 16 animais de 2 tipos.

  • Ao anoitecer, pelas 20h45min,
      • Existiam lesmas nos abrigos,
      • p2 foi o único abrigo onde não foi possível observar lesmas,
      • Existiam aranhas em p1,
      • Registámos um total de 14 animais de 3 tipos.

Porque é que:
  1. ...não se observaram lesmas de manhã? porque o Sol já ia alto, no Verão nasce muito cedo, provavelmente se tivéssemos observado os abrigos às 6.30am haveria lesmas nos abrigos.
  2. ...não se observaram as mesmas espécies em todos os abrigos? Porque nem todas as zonas do jardim têm os mesmos habitantes. Umas são mais secas, outras mais expostas, umas têm relva, outras flores....
  3. ...foi possível observar as lesmas nos abrigos às 20.45pm? Porque o Sol já tinha ou estava prestes a por-se e é nesta altura que as lesmas saem para comer, quando a temperatura baixa e a humidade aumenta.
  4. ... usámos uma casca de laranja? Porque tem uma forma côncava ideal para fazer uma casinha para os animais. Tem uma casca grossa que permite algum isolamento do exterior e a sua parte interior pode constituir alimento para os animais que aí encontrámos.
NOTA: Um dado importante, no dia das leituras o nascer do Sol registou-se pelas 6,30am o por do Sol pelas 20.40pm

Voltando atrás às perguntas iniciais:
  1. Consigo capturar animais nocturnos no meu jardim? Sim consigo.
  2. Que animais nocturnos existem no meu jardim? Sim, pelo menos lesmas e bichos da conta.
Um pouco de informação:

Lesmas
As lesmas são maioritariamente constituídas por água, por isso não suportam o Sol e têm de se alimentar à noite. Se forem expostas ao sol ou a condições ambientais muito secas perdem a água para o exterior (desidratação), se forem colocadas, por exemplo, em cima de qualquer material que absorva a água, estes animais desidratam.
Estes animais são classificados como moluscos e considerados prejudiciais às culturas. Existem muitas espécies de lesmas, algumas delas aquáticas.
Ao contrário do que muitas crianças pensam, uma lesma não é um caracol sem casca. :)

Bicho da conta:
Segundo a bibliografia consultada existem mais de 3600 espécies de bichos da conta.
Geralmente alimentam-se de noite e são considerados pragas para os agricultores.
Os bichos da conta são da família de animais a que geralmente chamamos crustáceos.

Et voilá!
Um mundo diferente povoado por criaturas nocturnas.

Divirtam-se!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Projecto II/2013 - vida noturna no meu jardim- Observação da tarde


Esta informação é parte integrante do Projecto II/2013 - vida noturna no meu jardim
 

PROJECTO EM CURSO
ÚLTIMO UPDATE 31/07/2013- 22h GMT

RESULTADOS PISTAS E CONCLUSÕES- 01/08 A 08/08

O ensaio encontra-se encerrado e nos próximos dias iremos realizar a análise dos resultados


Observação ao anoitecer (cerca das 21h)

Observação ao anoitecer (cerca das 21h)
Observação ao anoitecer (cerca das 21h)

Observação ao anoitecer (cerca das 21h)

Et voilá!
Durante esta semana fazemos o balanço deste segundo ensaio!

Divirtam-se!

Até já

Projecto II/2013 - vida noturna no meu jardim- Observação da manhã

Esta informação é parte integrante do Projecto II/2013 - vida noturna no meu jardim
 

PROJECTO EM CURSO

PRÓXIMO UPDATE  PREVISIVELMENTE 31/07/2013 ATÉ ÀS 21H GMT


Observação de manhã (cerca das 9h)

Observação de manhã (cerca das 9h)

Observação de manhã (cerca das 9h)

Observação de manhã (cerca das 9h)




Et voilá!
Logo ao anoitecer espreitamos outra vez!

Divirtam-se!

Até já

terça-feira, 30 de julho de 2013

Projecto II/2013 - vida noturna no meu jardim- Esquema e Montagem

Esta informação é parte integrante do Projecto II/2013 - vida noturna no meu jardim
 

PROJECTO EM CURSO

PRÓXIMO UPDATE  31/07/2013 11.30H GMT




Esquema de montagem

Nota: Depois de separar a polpa e a casca... comam a polpa para não desperdiçar

Tabela de registo:



Posicionar as cascas:





Et voilá!
Amanhã de manhã vamos dar uma espreitadela!

Divirtam-se!

Até já

Dê uma olhadela

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