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Projecto ENCERRADO Projecto II/2013- vida nocturna no meu jardim.
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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Pau de chuva reciclado


É mais ou mesmos consensual que o "pau de chuva" foi inventado no Chile, pelas tribos locais deste país da América do Sul. Este instrumento era utilizado ara invocar os espíritos da chuva.

Os primeiros paus de chuva foram criados com cactos mortos e secos em que os espinhos eram empurrados ara dentro, o o seu interior era cheio de pedrinhas, sementes ou outro material disponível.

Quando se vira um pau de chuva de cabeça para baixo o som que ele reduz é muito parecido com o barulho que a chuva faz quando cai no solo.

Este instrumento era usado para produzir música em cerimónias e era decorado com símbolos relacionados com a chuva, as colheitas, o tempo e os espíritos que os regiam.

Instrumentos semelhantes podem ser encontrados em África.

Para fazer o nosso próprio "pau de chuva" vamos precisar de alguma imaginação.

Precisamos de:
  • 2 rolos de cartão, de papel higiénico,
  • tesoura,
  • arroz,
  • papel de alumínio,
  • 2 elásticos,
  • cartolina, dois círculos ligeiramente do tamanho da "boca" dos tubos,
  • película plástica,
  • cola,
  • 1 folha de papel de lustro, da vossa cor favorita,
  • lápis.
Como fazer:
  1. Cubram a folha de papel de lustro de cola, do lado branco
  2. Com cuidado juntem os tubos de cartão, de forma a formar um tubo mais longo, e coloquem o conjunto no centro do papel com cola, como na imagem;
  3. Enrolem os tubos no papel de forma a cobri-los e a formar um só rolo;
  4. Usa a tesoura para cortar o excesso de papel de lustro;
  5. Coloca o tubo que fizeste em cima da cartolina e com um lápis marca um circulo, a largura da boca do tubo, faz dois círculos;
  6. Recorta estes círculos;
  7. Coloca um deles em cima de uma das duas "bocas do tubo", como na imagem, cobre-o com a película transparente;
  8. Prende a película ao tubo com um elástico;
  9. Corta um bocado de papel de alumínio, cerca de duas vezes a altura do tubo
  10. Amachuca o papel de forma a ficar uma tira, não a apertes muito apenas o suficiente para o poderes moldar;
  11. Enrola o tubo como uma cobra, como se fosse uma mola;
  12. Coloca-o dentro do tubo, não apertes muito, o segredo está na delicadeza;
  13. Deita para dentro do tubo duas mãos de arroz;
  14. Fecha a segunda "boca" do tubo como fechaste a primeira;
  15. Experimenta o teu pau de chuva, se for necessário abre e coloca mais arroz, até teres o som que queres.



Et voilá!
Mais um instrumento para a banda!

Divirtam-se!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Caixas de som - música para os nossos ouvidos

Esta é mais uma forma de fazer música com materiais reciclados.
A aprendizagem da música faz parte do desenvolvimento equilibrado dos nossos irrequietos, a possibilidade de construção de instrumentos sem necessidade de recorrer a materiais dispendiosos ou mesmo novos é só por si uma mais valia. Hoje vamos construir 3 caixas de som, cada uma com um som particular

Precisamos de:
  • caixa de ovos de cartão, vazia claro,
  • tesoura, ou x-ato,
  • cola,
  • fita cola,
  • papel de alumínio,
  • marcadores,
  • materiais pequenos diversos para decorar as caixinhas de som, podem reunir pequenos pedacinhos de papel, contas de colar, pedacinhos de plástico, etc,
  • uma colher de sopa de arroz,
  • uma colher de sopa de feijão,
  • uma colher de sopa de flocos, podem utilizar grão, massinhas ou outro tipo de alimento seco
Como fazer:
  1. Com a tesoura, se usarem o x-acto deixem o adulto fazer este passo, cortem os "favos" da caixa de ovos de forma a que fiquem unidos 2 a 2, se a caixa for de meia dúzia, conseguem fazer três pares;
  2. Para cada par dobrem os favos "um sobre o ouro" de forma a criar uma caixinha;
  3. Coloquem dentro da primeira caixa o feijão, dentro da segunda os flocos e na terceira o arroz;
  4. Dobrem as caixa fechando-as;
  5. Fixem a posição de "caixa fechada" com a fita cola;
  6. Embrulhem as caixas em papel de alumínio, total ou parcialmente;
  7. Decorem as  caixas com os elementos que reuniram.
Ideia:
  1. Encham até 1/2 um copo de plástico com arroz ou pequenas massas, encham o suficiente para tapar a caixinha que fizeram;
  2. Cubram a caixinha de cola;
  3. Coloquem a caixinha dentro do copo;
  4. Tapem o copo com um segundo copo;
  5. Agitem com cuidado os dois copos em conjunto;
  6. Quando a caixinha estiver coberta de arroz/massinhas deixem-na repousar durante algum tempo, para a cola secar;
  7. Retirem a caixinha do arroz/massinhas.

Nota

Reparem que dependendo do que está dentro da caixa o som que o instrumento produz é diferente.
O som produzido também é muito dierente se utilizarem caixas de ovos plásticas.

Et voilá!
Estamos prontos para fazer música. Conseguem marcar o ritmo?

Divirtam-se!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Propagação do som na água- Resposta ao leitor

A Matilde, de Estremoz, tem 10 anos e colocou-nos uma questão muito interessante:
 
"Olá,
Queria saber porque é que quando tomo banho de imersão e ponho a cabeça debaixo de água parece que oiço barulhos que cá fora não oiço, como o barulho do meu coração.
obrigada,
beijinhos"  

Olá Matilde, obrigada pela tua pergunta. Primeiro temos de saber o que é o som, aquilo que "se ouve".

O som não é mais que um conjunto de vibrações (que originam ondas sonoras) que se propagam até aos nossos ouvidos utilizando um meio, dependendo do meio a velocidade de propagação varia, mas já lá vamos, primeiro vamos ver o que é isto de vibrações, ondas e propagação.

Imagina que estás junto de um lago, de águas paradas, e atiras uma pedra para dentro de água, esta pedra vai desenhar um conjunto de círculos feitos de pequenas ondinhas, todos "dentro uns dos outros", que viajam para longe do centro, conforme a imagem. A tua pedrinha caiu no centro destes círculos. Nesta analogia o local onde caiu a pedrinha é a origem do som, por exemplo duas pedras a bater uma na outra, as ondinhas são as ondas sonoras, o afastarem-se do local onde a pedrinha caiu é aquilo a que chamamos propagação, e a água é o meio de propagação.



Como já vimos o som viaja a velocidades diferentes conforme o meio de propagação, quanto mais denso for o material mais depressa o som se propaga.

Dito de outra forma,
Quando se fala em materiais mais ou menos densos estamos a falar da proximidade das suas moléculas. O ar apresenta-se no estado gasoso, logo as suas moléculas estão mais dispersas, há mais espaço entre as moléculas; a água, no estado liquido, é mais densa que o ar, há menos espaço entre as moléculas; a madeira, por exemplo, é por sua vez mais densa que os dois primeiros e as suas moléculas encontram-se fortemente ligadas.

Se quiseres saber mais sobre densidade lê aqui outros artigos sobre o assunto.

A velocidade de propagação do som nestes três meios é a seguinte:
  • Ar- 340m/s
  • Água- 1500m/s
  • Madeira- 4200m/s
O ar é o meio mais comum de propagação do som mas também é o mais lento. Quando comparamos a velocidade do som no ar e na água podemos dizer que o som viaja quase 4,5 vezes mais rápido dentro de água, é por esta razão que os sons parecem mais altos debaixo de água.

O simples bater na banheira com a mão produz um som estrondoso quando se tem a cabeça debaixo de água.

Repara também que, quando te afastas do objecto onde o som tem origem, o som parece desvanecer, fica mais baixo, quando te aproximas o som parece aumentar, fica mais alto. Este fenómeno deve-se ao facto de que as ondas perdem "força" à medida que se propagam. Por isso os sons parecem mais altos dentro da banheira, à mesma distância da origem do som. Como o som viaja mais depressa dentro de água, as ondas chegam mais fortes ao nosso ouvido.

Podes ver mais sobre a propagação do som e as vibrações no artigo "Um telefone de lata muito divertido "

E é assim que funciona Matilde! Se tiveres mais questões envia-nos um email, o Mentes Irrequietas fará de tudo para responder.

Fontes:
Experiências simples, ISBN- 972-730-101-0
Experiências simples de física com materiais disponíveis, ISBN 972-25-1050-9

Et voilá!
Assim podes ouvir o bater do coração quando estás debaixo de água!

Divirtam-se!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Instrumentos musicais- reuilização de materiais

Som!
As crianças adoram "fazer música", certo que em muitos casos é mais barulho que melodia, mas também é certo que é uma componente importante do desenvolvimento dos nossos irrequietos.
Neste Natal os irrequietos cá de casa receberam um objecto bastante curioso, construído quase completamente com materiais reutilizados, não fosse o arroz e os elásticos.

Precisamos de:
  • uma lata vazia, pode ser de feijão, de cogumelos, de salsichas...,
  • balões, de preferência rebentados,
  • elásticos,
  • arroz cru,
  • cola,
  • restos de papeis coloridos ou revistas velhas,
  • fita cola larga,
  • alicate.
Como fazer:
  1. Lavem a lata e sequem-na muito bem;
  2. Retirem os restos de cola da lata;
  3. Com um alicate, dobrem as pontas cortantes da lata para dentro, é um procedimento bastante simples que evita acidentes;
  4. Forrem a lata com os papeis coloridos, fixem os papeis com a cola, colem a gosto, sobreponham os papeis, colem juntos ou afastados... deixe esta tarefa nas mãos dos irrequietos, eles conseguem efeitos visuais fantásticos;
  5. Deixem secar bem, pode demorar algum tempo, depende da quantidade de cola/papel utilizada;
  6. Coloquem uma mão de arroz dentro da lata, podem usar massinhas, feijão, ou outro semente/cereal/leguminosa seco;
  7. Estiquem o balão com as mãos;
  8. Envolvam a boca da lata para que fique vedada;
  9. Usem a fita cola e os elásticos para ajudar a fixar o balão;
  10. Repitam o procedimento 2 ou 3 vezes, com diferentes balões, até a boca da lata estar bem fechada.
Atenção:
Podem optar por forrar com papel e pintar com tinta acrílica por cima, aproveitando não a cor do papel mas a textura da colagem.
Diferentes sementes/cereais/leguminosas secas dão diferentes sons, tentem fazer várias latinhas

Et voilá!
O primeiro instrumento da orquestra está pronto.

Divirtam-se!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Testar o tempo de reacção

Quando cai uma lamina, quando se derrama um líquido, quando o carro da frente trava repentinamente ou quando somos atacados, reagimos, uns mais rápido do que outros evitamos o contacto com líquidos quentes, evitamos um choque em cadeia, evitamos ser cortados por uma lâmina. Em qualquer destas situações o corpo sente-se em perigo e reage. A esta reacção chamamos reflexos, estes reflexos são respostas automáticas e involuntárias.

Pessoas diferentes têm reacções diferentes perante o perigo, e por isso o reflexo é diferente. Há pessoas que vendo uma lâmina a cair têm o reflexo de a agarrar, cortando-se; outras simplesmente afastam-se, impedindo o contacto com a lâmina; numa situação de choque em cadeia, algumas pessoas têm o reflexo de travar, outras de se desviar para um dos lados. Outros exemplos poderiam ser dados e concerteza já se lembraram de mais alguns.

Hoje trago-vos uma brincadeira, simples e divertida. Vamos testar os nossos reflexos, quando era mais nova fiz isto com ovos... o resultado foi uma grande omelete no chão da cozinha, hoje vamos usar uma régua.


O que precisamos:
  • Uma régua,
  • Uma tira de cartão, com cerca de 3cm de largura e 20 de comprido,
  • Cola,
  • Tesoura,
  • Papel de lustro de várias cores, pode usar papel branco e pintar com marcadores.
Como fazer
  1. Cortem quadrados de papel de lustro da largura da tira de cartão, podem não ser exactamente quadrados, mas todos do mesmo tamanho;
  2. Se usarem papel branco, pintem os quadrados com as canetas;
  3. Colem os quadrados num dos lados da tira de cartão;
  4. Repitam o processo para o outro lado do cartão, mantenham a ordem das cores;
  5. Deixem secar;
  6. Agarre a tira pela parte de cima;
  7. Peça ao seu irrequieto para colocar os dedos em posição de agarrar a tira em queda, instrua-o para a agarrar o mais depressa possível;
  8. Largue a tira;
  9. Onde a agarrou? Repitam o procedimento pelo menos 3 vezes, para resultados consistentes.
Quanto mais perto da ponta inferior se agarrar a fita mais rápido são os reflexos. A prática permite melhorar o resultado mas quando se atinge determinada cor já não se consegue melhorar.
Este teste, jogo, ou como lhe queiram chamar é único para este estimulo, tira de cartão a cair entre os nossos dedos, não é por ser muito rápido neste teste que vou escapar melhor a uma faca em queda ou a um líquido quente, provavelmente no caso da faca até é mais fácil vir a agarra-la do que a escapar dela.


Tentem alterar a ordem das cores na tira de cartão e repetir o teste. O que acontece? agarram no mesmo sitio? na mesma cor? mais acima? mais abaixo?


Mas como se processam estas reacções:
Os estímulos chegam ao órgão receptor, neste caso o olho, e são enviados à medula, através dos neurónios sensitivos. Na medula, neurónios associativos recebem a informação e emitem uma ordem de acção através dos neurónios motores. Os neurónios motores ou eferentes levam a mensagem ao ao órgão que realizará uma resposta ao estímulo inicial. Este caminho que é seguido pelo impulso nervoso e que permite a execução de um acto reflexo é chamado arco reflexo.


Existem inúmeras substâncias que afectam os nossos reflexos, a começar por todos os medicamentos que têm na bula "não conduzir máquinas". Uma das substâncias que afecta o cérebro é sem dúvida o álcool, apesar de todas as considerações que se poderiam tecer sobre este assunto, vamos apenas trabalhar uma delas.


Qual é o efeito do álcool no cérebro?
Antes de mais é necessário compreender como é que o álcool, etanol, chega ao cérebro.
Quando ingerimos o etanol, ele é rapidamente absorvido no trato gastrointestinal, sendo uma quantidade substancial já absorvida ao nível do estômago. Ao cabo de 1h atinge a concentração sanguínea máxima, depois é oxidado no fígado por enzimas chamadas desidrogenases alcoólicas, transformando-se em aldeído acético, que através do sangue, circula até o sistema nervoso que inclui o cérebro, espinal medula e nervos periféricos.


O etanol possui acção depressora sobre as células nervosas, diminuindo os impulsos nervosos. Pode causar efeitos mínimos quando a concentração sanguínea é mínima, em torno de 46 mg / 100 ml de sangue, pode levar ao coma com concentrações em torno de 300 mg / 100 ml e até mesmo à morte quando atinge concentrações em torno de 500 mg / 100 ml.


O álcool pode alterar os reflexos neurológicos e portanto levar à acidentes, caso a pessoa dirija após beber?
O álcool tem acção depressora sobre o cérebro e pode causar sonolência, desatenção, desconcentração e eventualmente desmaios. Num estudo realizado nos EU em motoristas urbanos, envolvidos ou não em acidentes de trânsito, concluiu-se que:
– com dosagens sanguíneas de 80 mg / 100 ml há aumento de 4 vezes na probabilidade de ocorrerem acidentes;
– com dosagens de 150 mg / 100 ml há aumento de 25 vezes na probabilidade de ocorrerem acidentes.
Em Portugal, por exemplo, é ilegal conduzir com uma concentração sanguínea de etanol superior à 0,5g/L


Fontes: http://www.afh.bio.br/nervoso/nervoso5.asp; http://www.chabad.org.br; http://www.alcoologia.net


Et Voilá!
Se conduzir não beba!


Divirtam-se!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Construção de uma caixa de tacto

Como já vimos aqui o tacto é um dos 5 sentidos, para saber mais sobre este tema consultem a página "Um teste simples para enganar o sentidos".
O desafio de hoje tem como objectivo desenvolver a sensibilidade táctil de uma forma divertida através da construção de uma caixa tactil, uma caixa fechada, com um buraco para colocar a mão, dentro da caixa colocaremos vários objectos com várias texturas, e particularidades tácteis.


Precisamos de:
  • 1 caixa de sapatos, também podem utilizar uma caixa de cereais daquelas mais largas,
  • Rolhas, lixa grossa, grão seco, algodão, lã...
  • Papel de lustro preto,
  • Papel prateado,
  • Cola,
  • 1 tira de cartão.
Como fazer:
  1. Abram um buraco na caixa, suficientemente grande para colocar uma mão lá dentro;
  2. Forrem a caixa com o papel de lustro preto;
  3. Cortem figuras no papel prateado e colem-nas no fundo preto, para dar um aspecto "mágico", luas, estrelas, sóis...;
  4. Cortem a tira de cartão de forma a que caiba dentro da caixa de sapatos;
  5. Cole, em zonas separadas, os materiais, as rolhas, o grão, o agodão, a lã, etc, se o seu irrequieto não vir este procedimento será mais divertido para ele/a adivinhar "o que é";
  6. Coloque a tira dentro da caixa e deixe a criança sentir.
NOTA: Podem fazer várias tiras de cartão com vários materiais,reutilizando sempre a mesma caixa podem ter divertimento para muito tempo


Et voilá!
Uma caixinha mistério
Divirtam-se!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Um teste simples para enganar o sentidos

Os sentidos transmitem ao cérebro uma série de sensações importantes, sem eles não nos aperceberíamos de muita coisa que se passa à nossa volta.

Os 5 sentidos funcionam em conjunto, é como se o cérebro fizesse um cocktail daquilo que lhe chega pelos olhos (visão), nariz (olfacto), pelos ouvidos (audição), pela boca (paladar) e pela pele (tacto). Estes 5 sentidos estão constantemente a funcionar e a enviar mensagens para o cérebro. Por exemplo quando entramos na cozinha e alguém está a fazer o jantar, aproxima-mo-nos da frigideira e os nossos sentidos enviam mensagens para o cérebro: o cheiro (olfacto), o barulho de algo a fritar (audição), o que vemos na frigideira (visão), a temperatura que sentimos mais alta quando estamos perto (tacto), e, por fim, o gosto (paladar). O nosso cérebro recebe estes estímulos e traduz a informação numa imagem conhecida... neste caso um bife.
Já enganámos o cérebro aqui, hoje vamos engana-lo outra vez, para isso vamos manipular o sentido do tacto.

Precisamos de:
  • 3 bacias, suficientemente grandes para caberem lá as mãos, a bacia da água morna deve ser maior, as duas mãos devem caber lá dentro sem se tocarem;
  • água à temperatura ambiente,
  • água quente,
  • gelo,
  • uma venda para os olhos.
Como fazer:
  1. Vende o seu irrequietos, ele não deve ver os passos seguintes;
  2. Coloque as bacias em cima de uma mesa, de preferência com uma toalha por baixo, para evitar "encharcar" a sala;
  3. Encha uma bacia com água quente, outra com água à temperatura ambiente e outra com água fria com gelo;
  4. Coloque uma mão da criança dentro da água morna e a outra na água gelada;
  5. Deixe ficar cerca de 1 min;
  6. Tire as mãos das duas bacias e coloque-as ao mesmo tempo na água à temperatura ambiente, não deixe que as mãos da criança se toquem enquanto estão na água à temperatura ambiente.
  7. Pergunte à criança se a água está mais quente ou mais fria.
Que lhe respondeu?
Provavelmente respondeu que " Esta mão está na água fria e esta está na água quente".
Porquê? 
Quando colocamos as mãos na água à temperatura ambiente, a mão que estava na água fria sente a água mais quente, enquanto que a que estava na água quente sente a água mais fria, apesar de ambas as mãos estarem na mesma água.
Isto acontece porque os sentidos são relativos. Eles não medem a temperatura absoluta ou um brilho absoluto da luz, fazem suas medidas em relação às coisas ao seu redor. No caso desta demonstração, os sensores de temperatura das mãos mediram a temperatura da água em relação à temperatura da mão. Se a água é mais quente que a mão, a criança vai sentir quente, se é mais fria que a mão, a criança sente o frio. O facto da criança estar privada do sentido da visão (está vendada) vai confundir ainda mais o cérebro, levando-o a pensar que as duas mãos estão em duas bacias diferentes.


A SABER: A pele é o maior órgão sensorial do corpo. A pele é sensível a muitos tipos diferentes de "estímulos", tais como toque, pressão e a temperatura. Dentro da pele, existem diferentes tipos de "receptores", que são activados por estímulos diferentes. Quando um receptor é activado, ele desencadeia uma série de impulsos nervosos. Para uma pessoa "sentir" o estímulo, os impulsos nervosos devem fazer o seu caminho até ao cérebro.
Imagens a internet.

Et Voilá!
Enganámos o cérebro outra vez!


Divirtam-se!

Dê uma olhadela

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