Quem passa por cá

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Vejam a lista de cientistas que estão no Mentes. UPDATE 07/01/2014

Projecto ENCERRADO Projecto II/2013- vida nocturna no meu jardim.
Vejam AQUI as CONCLUSÕES
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Brinquedos com ciência PAP DIY- Helicóptero de papel

Existem uma série de brinquedos utilizam e aplicam conceitos científicos simples, este é um deles. O helicóptero de papel é um destes brinquedos.
Este brinquedo proporciona, não só, algum tempo de brincadeira como desafia os irrequietos a re-construir e adaptar o modelo base para obter melhores resultados.

Precisamos de:
  • papel, várias espessuras;
  • lápis, ou caneta;
  • clips, médios,
  • tesoura, ou x-acto,
  • régua.
Acesso a:
  • impressora, facultativo.

Como fazer:
  1. Se tiverem acesso a uma impressora imprimam a template;
  2. Caso não tenham impressora desenhem a imagem numa folha, com a ajuda da régua, vão ter oportunidade de verificar que as medidas não têm, necessariamente, de ser as que aparecem na template;
  3. Recortem os rectângulos, os picotados são dobras, as linhas cheias são cortes de tesoura;
  4. Sigam as instruções de dobragem do PAP;
  5. Fixem o clip;
  6. Atirem a vossa construção ao ar, também podem subir ao cimo de umas escadas e deixar cair o modelo de papel;
  7. Observa o que acontece.

 O que acontece?
A construção de papel cai, girando sobre si mesma e suavemente, até ao chão.

Porquê?
Na verdade a construção que acabámos de fazer é uma simulação dos rotores de um helicóptero, por isso também pode ser denominado Rotor de papel. Quando o rotor cai, o ar empurra as lâminas para cima, forçando-as a dobrar um pouco para cima. Neste ponto, a resistência do material de que são feitas as lâminas força o restante ar a deslocar-se horizontalmente, e a empurrar o "corpo" do rotor. Observem a imagem, nela podem observar o esquema de forças.

Com duas forças a empurrar cada uma das lâminas para cima, e duas forças a empurrar o corpo do rotor horizontalmente e para lados opostos o brinquedo cai, suavemente e a girar.

O passo seguinte:

Existem inúmeras perguntas que podes fazer a partir deste ponto.
  • Lancem o rotor ao ar, observem para que lado giram as lâminas, é no sentido horário ou anti-horário? Agora dobrem as lâminas no sentido contrário, lancem novamente o brinquedo ao ar, para que lado ele gira?
  • Desenhem com a ajuda da régua rotores idênticos à template mas com relacções diferentes entre os diferentes elementos (lâminas, corpo, cauda).
    • No exemplo que utilizámos as lâminas são do mesmo tamanho da cauda, e se forem mais pequenas? e se forem maiores? Cai mais depressa? Cai mais lentamente? Gira mais devagar?
    • Façam variar a altura do corpo do brinquedo, se for mais pequeno o que acontece? e se for maior?
  • Em vez de um clip, utilizem um objecto mais pesado, podes utilizar o clip para o prender... (por exemplo podes utilizar chaves, de vários tamanhos/pesos). Ou simplesmente utiliza mais do que um clip. Com mais peso, como se comporta o brinquedo?



Estas são apenas algumas das perguntas que podem tentar responder mas o Mentes Irrequietas tem certeza de existem outras perguntas que podem ser feitas.
Utilizem um cronometro, não se esqueçam de registar tudo no  caderno de apontamentos, não variem mais do que um elemento de cada vez e divirtam-se.


Et Voilá!
Brinquedos de papel

Divirtam-se!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Porque empenam as portas- Estrelas de palitos

Os irrequietos continuam a colaborar com o Mentes e a enviar perguntas que estão sem resposta. Tentamos sempre responder de uma forma prática e com apoio visual, talvez por isso demoremos mais a responder a todas as perguntas irrequietas.

O João tem 7 anos, é de Bragança e quer saber porque é que as portas ficam perras, ou por outras palavras, porque é que as portas empenam.

Este é um truque relativamente simples de executar, e que irá responder à pergunta do João.
Basta ter acesso a alguns palitos e um pouco de água, não é de todo um truque original, mas produz sem dúvida um efeito curioso que ajuda a explicar alguns fenómenos que ocorrem no nosso dia a dia e esse é, sem qualquer dúvida, o objectivo do Mentes Irrequietas®.

Precisamos de:
  • 5 palitos de madeira, também funciona com fósforos,
  • água,
  • corante, facultativo
  • 1 palhinha,
  • 1 prato. 
Como fazer:
Corámos a água de verde
  1. Dobrem os palitos ao meio, não os partam, os palitos devem apenas ser dobrados;
  2. Coloquem os palitos com as pontas dobradas unidas no centro no prato, como na foto (3);
  3. Encham um copo com água;
  4. Adicionem 2 ou 3 gotas de corante à água;
  5. Coloquem a palhinha dentro do copo;
  6. Tapem a palhinha com o dedo indicador e puxem-na para cima, se taparem a palhinha convenientemente a água deverá ficar dentro da palhinha;
  7. Coloquem a palhinha por cima da zona dos palitos dobrados;
  8. Retirem o dedo, isto fará com que a água caia sobre o prato;
  9. Observem.
NOTA: Podem ser precisas várias tentativas até conseguirem alinhar os palitos convenientemente para obterem uma estrela minimamente simétrica, não desistam, a persistência é meio caminho andado para o sucesso.
Porta exterior de madeira

O que acontece?
Os palitos "movem-se" até que as pontas toquem umas nas outras, formando-se uma estrela.

Porquê?
Porque a madeira absorve a água e expande.

Na natureza a madeira e a água coabitam sem qualquer problema. A madeira diz-se um material higroscópico, dito de uma forma bastante simples, a madeira naturalmente "dá e tira" água do meio em que está, de forma a obter um equilíbrio perfeito com o meio. A madeira chega mesmo a absorver quantidades enormes de água, atingindo níveis de humidade enormes e transformando-se assim num óptimo local para o desenvolvimento de fungos decompositores.

Muitas casas têm problemas
com humidade que levam ao
apodrecimento da madeira
A quantidade de humidade da madeira (MC), ou seja a quantidade de água que um determinado pedaço de madeira tem é quantificável de forma percentual, por exemplo, dizer que o nível de humidade de uma madeira é de 200% significa que ela tem o dobro do seu peso em água, ou seja, se pesar 1kg tem 2kg de água, o que lhe confere um peso final de 3kg.
Uma madeira com 19% MC é considerada uma madeira seca, o valor de equilíbrio entre a água e a madeira é cerca de 28%MC, neste valor as células da madeira têm dentro delas o máximo de água que podem carregar sem prejudicar a sua forma e o seu metabolismo.

Mas como nos pode ajudar isto no dia a dia? todos nós já vimos portas que empenam, principalmente no Inverno. 

Ora, porque é que isto acontece?

Soalho com humidade
Porque as portas absorvem humidade do exterior, principalmente no Inverno, e o nível de humidade, que deveria estar nos cerca de 28%MC, aumenta provocando a expansão da porta.

Regra geral as portas de exterior são sujeitas a tratamentos especiais de protecção contra a absorção de água, mas estes tratamentos, com o passar dos anos, perdem a sua eficácia e se não forem reforçados de tempos a tempos as portas acabam por empenar.
Lixar a porta é uma boa solução! Eventualmente resolve o problema naquele Inverno, quando chegar a Primavera a porta seca e o seu nível de humidade volta aos 28%, ou
Os fungos conseguem impressionar
com a sua beleza, mas
não os queremos dentro de portas
menos, e a porta ficará com folga, originando, entre outras coisas, a entrada de insectos indesejáveis e de correntes de ar.
Se a tua porta está empenada no Inverno o melhor será aproveitar o Verão e tratá-la convenientemente para evitar problemas no Inverno.

Este fenómeno também é visível quando construímos uma jangada, em que a madeira, depois de estar dentro de água incha ligeiramente.

A resposta ao João
João, as portas "emperram" ou empenam, porque absorvem a água do meio que as rodeia, Bragança tem, sem dúvida, um Inverno rigoroso e um Verão também ele extremo, o que faz com que a madeira atinja valores de humidade extremos, ou seja, como níveis de MC muito baixos e muito altos, por outras palavras os níveis de humidade na madeira têm grandes amplitudes, se ela não for tratada, claro.

Fontes:
http://www.globalwood.org/tech/tech_moisture.htm

Et voilá!
O que os palitos ensinam!

Divirtam-se!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Microgravidade- video- Chris Hadfield

Já falámos tantas vezes aqui sobre a tensão superficial da água que talvez os irrequietos possam pensar que não há muito mais a dizer. A realidade é que esta coisa da ciência tem uma coisa fantástica, se nos debruçarmos o suficiente sobre os assuntos há sempre mais qualquer coisa a dizer, há sempre mais um paragrafo para ler, há sempre algo novo para aprender.

A NASA ( National Aeronautics and Space Administration – Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) disponibiliza, desde 1995 um serviço denominado, em português, Imagem Astronómica do Dia. O que trazemos até vocês hoje é um video retirado da versão espanhola desse serviço norte americano. A versão em castelhano está disponível em Observatorio: Una imagen diaria del Universo.

Então vejamos o vídeo filmado pelo astronauta Chris Hadfield comandante da Expedição 35. Este comandante estava estacionado na Estação Espacial Internacional do inicio deste ano e quis mostrar ao grande público o que acontece quando se escorre uma toalha molhada no espaço, em microgravidade.

O que é a microgravidade?
Segundo o site Micrograviade.com a microgravidade diz respeito a um ambiente de gravidade 0, ou seja ausência de gravidade.

E o que é a gravidade?
A gravidade é a força que atrai dois corpos um para o outro.
Graças à existência da gravidade as maçãs caiem das árvores- como conta a história de Newton, ainda que seja de consenso geral que esta história é... apenas uma história. É também graças à gravidade que mantemos os pés assentes na Terra- ainda que muitos andem com a cabeça na Lua- e que os planetas giram em orno do Sol. quanto maior a massa do corpo maior é esta força.

Na realidade a microgravidade e engraçada e curiosa de ser observada. quem não gosta de ver os astronautas a flutuar fora da nave? Quem não gosta de ver os objectos a flutuar pela nave à espera de serem agarrados por um astronauta, também ele a flutuar? Aliás, quem não gostaria de experimentar a "gravidade 0"? E se vos dissessem que diariamente há muitas pessoas que experimentam a sensação da microgravidade? É verdade, pular num trampolim ou andar numa montanha russa propicia às pessoas experiências de microgravidade, ainda que por um muito curto período de tempo, a gravidade 0 ocorre durante "queda livre" que estas actividades proporcionam.

O video
Chris Hadfield comandante da Expedição 35 demonstra, neste vídeo, o que acontece quando escorremos uma toalha em microgravidade.
Intuitivamente seria de esperar que a água se soltasse da toalha e se espalhasse pela cabine da aeronave, não fosse esta a imagem que estamos habituados a ver quando vemos os astronautas na televisão. Mas o que acontece é realmente espantoso e curioso. Algumas gotas "voam" da toalha, é verdade, mas a maioria da água presente na toalha forma um cilindro à volta da toalha, como se não quisesse "ir embora", como se dissesse "este é o meu lugar, deixa-me ficar". Quando a água toca as mãos do astronauta, ela adere a elas e forma também uma "capa" à volta dos seus dedos, como se fossem luvas gelatinosas.

Este fenómeno é bem conhecido e já o experimentámos, testámos e demonstrámos várias vezes, este fenómeno chama-se tensão superficial ou tensão superficial de aderência.
A água tem uma capa, como se fosse uma pele, de moléculas de água que se mantém ligadas por pontes de hidrogénio (podes ler mais sobre estas pontes aqui), quando Hadfield forçou a água a sair da toalha as suas moléculas aderiram não só umas às outras por pontes de hidrogénio, como também ao objecto mais próximo- importante também referir que esta adesão só é possível desta forma porque estamos em ambiente de gravidade 0, nestas condições a água "flutua", na Terra ela cairia ao chão.



Chris Hadfield
Chris Austin Hadfield nasceu em Sarnia, Canadá, a 29 de Agosto de 1959. Hadfield foi o primeiro canadiano a fazer uma "caminhada espacial" e a comandar uma expedição na Estação Espacial Internacional.
Hadfield está reformado desde 3 de Julho de 2013, a última vez que "aterrou" vindo do espaço foi a 4 de Maio de 2013 a bordo da nave Soyuz TMA-07M.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Chris_Hadfield
http://www.microgravity.com/introduction.html
http://observatorio.info/ 
http://hypescience.com
http://www.space.com

Et voilá!
Assim não precisavamos de esfregona!
Divirtam-se!

terça-feira, 4 de junho de 2013

Folhas do meu jardim- Decalques

Agora que chegou o calor, pelo menos no hemisfério norte, podemos brincar e passar mais tempo lá fora, na
natureza, aprendendo sobre o que nos rodeia brincando. É isso que vamos fazer hoje, brincar com folhas e padrões.

Precisamos de:
  • rolo da massa,
  • papel branco,
  • canetas de feltro,
  • tesoura,
  • cola,
  • cartolina (A5),
  • x-acto,
  • régua,
  • folhas de árvores.
Como fazer:
        • Decalque
  1. Dobrem a folha de papel branco ao meio, nós usámos um A4, não usem papel muito grosso, o resultado final não será tão bom;
  2. Recolham 3 ou 4 folhas de uma árvore, quanto mais grossas e texturadas forem melhor resulta, escolham folhas que caibam dentro do papel dobrado;
  3. Coloquem a folha de papel sobre uma superfície lisa e rija, nós escolhemos o chão quente da varanda, o calor ajuda mais à frente;
  4. Coloquem as folhas dentro do papel dobrado e na posição que escolherem;
  5. Fechem a folha cuidadosamente, para as folhas não se moverem do sítio;
  6. Rolem o rolo da massa pela folha de papel branco fechado aí umas 7 vezes, pressionando o rolo com força contra o papel;
  7. Abram a folha de papel cuidadosamente, ATENÇÃO: depois de abrir a folha já não a podem fechar outra vez e repetir a passagem do rolo, se o fizerem o decalque da folha vai aparecer tremido e duplicado, na verdade aparecerá apenas um borrão;
  8. Se escolheram uma superfície quente, como nós, o papel seca quase instantaneamente, caso contrário coloquem-no ao sol a secar.
  9. Descartem a metade do papel que não tem decalque. 
        • Completar  decalque- Esta fase é facultativa.
  1. Com os marcadores acentuem as nervuras das folhas e os contornos.  
        • Finalizar
  1. Com a ajuda da régua e de um marcador meçam e marquem um quadrado na cartolina, do mesmo tamanho daquele que o vosso decalque ocupa;
  2. Com o x-acto cortem o quadrado;
  3. Apliquem cola na cartolina e ajustem a folha com o decalque, não se preocupem se a folha branca ficar de fora, podem sempre cortá-la depois, certifiquem-se que o decalque fica centrado e dentro da janela;
  4. Com os marcadores decorem a restante cartolina, uma pista sobre o que é o quadro é sempre de equacionar.
O que acontece?
Todas as plantas, tal como todos os seres vivos, são constituídas por células que contém no seu interior uma grande percentagem de água, esta água é libertada quando partimos a folha ou a "maceramos".
É esta água que fica no papel quando a pressionamos contra a folha com o rolo da massa.
 
Mas quando seca fica lá a marca...
Sim quando a água evapora fica o decalque da folha no papel, porquê? Porque as folhas tem pigmentos nas suas células, estes pigmentos, que são essenciais na fotossíntese,  podem ser de várias cores e consoante a cor que apresentam têm nomes diferentes, neste caso as folhas eram verdes, e por isso o pigmento predominante era a clorofila. Esta clorofila é responsável pelo decalque verde.


Passos seguintes:
  • Faz um álbum de decalques das folhas que encontras;
  • Utiliza folhas de outras cores, há umas mais verdes que outras, há folhas amarelas, e se quiseres esperar pelo outono terás 1001 cores para experimentar;
  • Usa flores, a melhor maneira é retiras as pétalas, mas podes utilizar flores inteiras;
  • ....
NOTA: Existem flores que, independentemente da cor, originam decalques sempre da mesma cor, a dália é uma dessas flores, o decalque é sempre amarelo.

Et Voilá!
Tragam o jardim para dentro de quatro paredes!

Divirtam-se!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Bailarinas de papel

Esta demonstração é muito simples embora precise de supervisão dos pais. Cuidado com a água quente!

Precisamos de:
  • triângulos, quadrados e espirais de papel fino, como papel vegetal,
  • prato de sopa, pode ser uma taça de vidro ou plástico,
  • água, suficiente para encher a taça a cerca de ¾,
  • pano fino, suficientemente grande para cobrir a abertura da taça,

Como fazer:
  • Colocar a água a  a ferver, deve ser um adulto a fazer isto, cuidado para não te queimares;
  • Cortar o papel nas formas triangulares, quadradas e espirais, o tamanho não é importante nesta fase, desde e caibam na taça sem se tocarem;
  • Quando a água estiver a ferver coloquem a água na taça até ¾;
  • Cubram a taça com o pano;
  • Coloquem os triângulos por cima o pano, de forma a que não estejam em contacto uns com os outros;
  • Observem e registem.



O que acontece?
Os triângulos de papel enrolam-se, primeiro para cima, depois para baixo num movimento repetitivo.

Porquê?
A água que colocaram na taça está a ferver, isto significa que ela está a 100º, ou seja no ponto de ebulição, que é o ponto em que a água passa do estado líquido para o estado gasoso.
Quando colocamos o pano fino sobre a taça o vapor vai ser “enclausurado” entre o pano e a água, mas os tecidos têm micro orifícios pelos quais o vapor consegue escapar e chegar ao papel. O papel, por sua vez, também tem micro orifícios que absorvem a água em forma de vapor, quando o centro do papel absorve este vapor expande, incha e, num movimento lento, enrola o centro para cima. Agora são as pontas do papel que estão mais próximas do pano e são as pontas que vão absorver o vapor, inchar e encaracolar para cima, ao mesmo tempo o centro do papel, agora longe da fonte de vapor, seca, encolhe e volta à posição essencial. Este fenómeno repete-se até que a água já não liberte vapor suficiente para expandir o papel Quando é que isso acontece? Depende do papel e do pano que estejamos a utilizar.

Sobre o papel:
O papel é constituído por uma rede de celulose.....
Por esta razão existem inúmeros espaços que podem ser preenchidos pelo vapor de água, quando a água se aloja nesses espaços ocupa espaços que antes estavam vazios obrigando a estrutura a inchar, expandir.

Vejam o video:


O passo seguinte:
  • Quanto tempo conseguem manter o papel a dançar?
  • Arranjem vários tipos de tecidos, podem ser guardanapos, panos de cozinha, lenços de pescoço, fraldas de pano, qual é o tecido que faz os triângulos dançar melhor?
  • Cortem os vários triângulos, quadrados e e espirais em vários tipos de papel, papel vegetal, papel de cozinha, papel de 80g, 100gr, papel higiénico... Qual o papel que mais dança?
  • Se tiverem acesso a um termómetro de cozinha podem colocar os papeis a dançar e medir a partir de que temperatura eles param.
  • Qual a forma mais eficiente? porquê?

Não se esqueçam de registar tudo no  caderno de apontamentos, não variem mais do que um elemento de cada vez e divirtam-se.

Et Voilá!
Danças de Salão num pano de algodão!

Divirtam-se!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Nucleação num copo de cerveja

A nucleação ocorre quando impurezas ou agentes estranhos perturbam o equilíbrio de uma solução. Veja-se o que aconteceu quando colocámos os Mentos dentro da garrafa de coca-cola. A coca-cola "explodiu" em repuxo, porquê? Porque o Mentos, com as suas micro fissuras, perturbou o equilíbrio do dióxido de carbono dissolvido na cola, fazendo com que este se libertasse rapidamente.

Hoje vamos observar o processo de nucleação num copo de cerveja. Esta bebida também tem dióxido de carbono dissolvido, e como a cola, este começa a libertar-se imediatamente quando se retira a cápsula.
Vamos utilizar sal grosso para observar a nucleação da cerveja.

Precisamos de:
  • copo transparente,
  • cerveja,
  • sal grosso,
  • álcool,
  • pano limpo, que não deixe pêlos,
Como fazer:
  1. Limpem muito bem o copo com o álcool;
  2. Sequem com o pano;
  3. Vertam a cerveja para o copo;
  4. Deitem alguns grãos de sal na cerveja.
O que acontece?
Forma-se uma espécie de fogo de artifício de bolhas.

Porquê?
À primeira vista e para os mais distraídos o que acontece no copo de cerveja poderia passar por uma reacção química, poderia eventualmente pensar-se que seria o sal a dissolver-se na cerveja. Na realidade trata-se de uma reacção física.
Se pudéssemos observar os grãos de sal à escala microscópica verificariamos que a sua superfície é abundante em irregularidades (buracos, sulcos, rugas), estas irregularidades constituem pontos de nucleação que favorecem a formação de bolhas de dióxido de carbono e consequente formação do "fogo de artifício".
É em tudo idêntico ao que se passa com a Coca-cola quando adicionamos o Mentos.

Deixo-vos o video:


 

NOTA: É importante limpar o copo antes da experiência pois todas as partículas de sujidade que estejam agarradas a ele serão óptimos pontos de nucleação.

Et voilá!
Bolhinhas de cerveja!

Divirtam-se!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Relógios- Clepsidra, o relógio de água

"Medir" o tempo é uma das necessidades mais antigas da humanidade, e muito antes da invenção dos relógios de corda o homem media o tempo. Já vimos como se mede o tempo com uma vela, hoje vamos construir uma clepsidra e medir o tempo com água.

Precisamos de:
  • 2 copos de papel ou plástico,
  • isqueiro, deve ser o adulto a manuseá-lo,
  • pequeno fio metálico, pode ser cobre por exemplo, se for necessário descarnar o fio utilizem o equipamento adequado.
  • água,
  • tijolos, podem utilizar livros ou outro objecto que sirva para "elevar" os copos,
  • marcador,
  • relógio,
  • jarro.
Como fazer:
  1. Escolham um local no exterior abrigado dos elementos naturais, é importante também que esteja um dia ameno;
  2. Com o marcador façam uma pequena marca a 0,5cm da base do copo, um ponto;
  3. Com o isqueiro aqueçam a extremidade do fio metálico;
  4. Rapidamente, para o calor não se perder, encostem o arame à marca que fizeram no copo, este procedimento irá abrir um orifício no copo;
  5. Empilhem os tijolos, ou o que escolheram para elevar o copos, os tijolos devem fazer um "degrau" 2 ou 3 cm mais alto que o copo;
  6. Coloquem o copo que não está furado encostado ao "degrau" e o que furaram em cima do degrau;
  7. Rodem o copo furado de forma a que o furo fique orientado para o segundo copo;
  8. Encham o jarro de água;
  9. Vertam a água para o copo furado, tapem o furo com os dedos, a quantidade de água não é importante nesta fase, mas convém encher;
  10. Retirem o dedo do furo;
  11. Contem 1 minuto no relógio;
  12. Passados os 60seg utilizem o marcador para marcar o nível da água no segundo copo;
  13. Repitam os dois últimos passos até a água escoar toda do primeiro copo.
O que acontece?
A água não escoa sempre à mesma velocidade pelo orifício que fizemos, e por isso as marcas que fizemos no copo não são equidistantes.
Porquê?
Relógio de água,
Indianápolis, USA
Porque quando o copo está cheio a pressão da água junto ao orifício é maior e a água escoa mais rapidamente, quando o nível da água está próximo do orifício a pressão e menor e a água escoa mais lentamente.

Esta clepsidra caseira pode não ter grande precisão mas as clepsidras da antiguidade também não. Estes instrumentos de medir o tempo estavam sujeitos às intempéries naturais e aos factores humanos.
Se estivesse muito frio a água gelava e o relógio parava, se estivesse muito calor a água evaporava e tinha de ser reposta, se o relógio não fosse limpo criava sujidades que obstruíam o orifício e atrasavam o relógio.

Faz os teus próprios testes, transforma esta demonstração numa verdadeira experiência:
  1. Fura vários copos a diferentes distâncias do fundo, 1cm, 2cm, 3cm.... as marcas ao fim de um minuto são à mesma altura? Porquê?
  2. Quanto tempo consegues marcar na tua clepsidra?
  3. Encontra um recipiente suficientemente grande para marcar 30min, 1h... faz vários relógios, fotografa-os e classifica-os;
  4. Repete a experiência com água quente e água gelada, demoram o mesmo tempo a escoar? Utiliza água à temperatura ambiente como controlo. Se a temperatura ambiente for o teu "zero" a água quente/gelada demoram menos ou mais tempo? Porquê?
  5. Faz uma solução saturada de sal, demora mais ou menos tempo que a água sem sal a escoar?  tenta com uma solução saturada com açúcar. O que acontece? Porquê?
Não te esqueças de:
  • anotar tudo no teu livro de experiências;
  • utilizar sempre um controlo como termo de comparação;
  • variar uma só variável de cada vez.
Et voilá!
Medir o tempo com água

Divirtam-se!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Outono precoce- como se comportam as plantas na falta de luz?

As plantas precisam luz, água e dióxido de carbono para viver. De uma forma simplificada, e sem entrar em grandes pormenores podemos dizer que as folhas são fábricas naturais de alimentos, as plantas retiram do solo, através das raízes, todos os nutrientes e água(H2O) que necessitam para viver, e do ar o dióxido de carbono (CO2). Depois, com a ajuda da luz solar as plantas transformam este dióxido de carbono e a água em Oxigénio (O2) e glicose, num processo químico que denominamos fotossíntese. Sem plantas elas não existiria O2 nem reciclagem de CO2, e a vida não seria possível tal como a conhecemos.

Já tivemos oportunidade de explorar a fotossíntese no Mentes Irrequietas, quando respondemos ao Marco, podem ler tudo aqui.

A proposta de hoje é: "seremos capazes de induzir a planta num outono precoce? Será possível que a folha comece a secar em pleno verão?"

Precisamos de:
  • papel de alumínio, daquele de cozinha,
  • 1 árvore.
Como fazer:
  1. Observem a árvore e escolham uma folha sã, bem verdinha e firmemente presa à árvore;
  2. Cortem um pedaço de folha de alumínio, sensivelmente 3 vezes maior que a vossa folha;
  3. Com cuidado, para não ferir o pecíolo da folha, embrulhem a folha no papel de alumínio;
  4. Esqueçam a folha durante algum tempo, nós deixámos a folha embrulhada durante 1 mês, a natureza faz coisas incríveis mas demora o seu tempo;
  5. Com cuidado desembrulhem a folha.

O que aconteceu?
A folha ficou murcha, a nossa ficou seca em algumas zonas.


Porquê?
Porque sem luz a folha deixou de poder fazer a fotossíntese. reparem que as outras folhas do mesmo galho continuam verdes e viçosas (é sempre importante ter um controlo).

Et voilá!
outono sempre que quisermos! Deixem a folha no galho e vejam se ela recupera, a nossa caiu e secou.

Divirtam-se!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Energia eólica, moinho de papel


Uma eólica é um dispositivo destinado a utilizar a energia do vento.

Esta energia chama-se energia eólica, estima-se que cerca de 2% da energia solar recebida pela Terra é convertida em energia cinética pelos ventos o que corresponde a uma quantidade de energia próxima de 30milhões de tWh por ano, destes 2% apenas 10% nos estão acessíveis, mas mesmo assim é uma quantidade considerável.*

A política energética de Portugal teve, nos últimos anos, um forte investimento nas chamadas "energias renováveis". É frequente viajar pelo país e encontrar parques eólicos, ou seja, conjuntos de torres eólicas, com as suas pás gigantescas que mudaram drasticamente a paisagem do nosso país.
Uma das vantagem da utilização das energias renováveis é óbvia, e o próprio nome indica, são renováveis, não se esgotam, e ara além disso são energias limpas, não poluem. O vento vai sempre lá estar, vai sempre soprar e cabe-nos a nós encontrar formas de aproveitá-lo da melhor forma, evitando assim o esgotamento dos recursos naturais e garantido uma maior sustentabilidade energética do país. Portugal não tem petróleo, mas tem costa, praia, vento e sol.

Hoje trago-vos um moinho de papel, também chamado vira vento, cata vento... moinho


Precisamos de:
  • pionés,
  • lápis, ou um pau,
  • papel vermelho,
  • papel amarelo,
  • tesoura,
  • cola.
Como fazer:
  1. Cortem as duas folhas de papel em quadrado,  com a folha na vertical juntem a esquina da folha à lateral oposta, de fora a formar um triângulo, recortem o excesso;
  2. Colem os dois quadrados um ao outro, o amarelo e o vermelho;
  3. Vinquem as diagonais do quadrado no papel;
  4. Com a tesoura cortem a folha nas marcações das diagonais, o golpe deve ocupar 2/3 da diagonal, como na imagem;
  5. Escolham a cor da folha que querem que fique "para dentro", a face desta cor tem de ficar para cima;
  6. Juntem as "meias pontas" do quadrado ao centro, como na imagem, se quiserem utilizem um pouco de cola para fixar as pontas;
  7. Com o pionés furem  a estrutura no centro;
  8. Pressionem o pionés contra a face do lápis, a cerca de 2 cm do cimo

Et voilá!
O nosso moinho de papel ficou um pouco grande, mas funciona!
Divirtam-se!

*in Larousse enciclopedia moderna ISBN 9789724243849

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