Quem passa por cá

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Vejam a lista de cientistas que estão no Mentes. UPDATE 07/01/2014

Projecto ENCERRADO Projecto II/2013- vida nocturna no meu jardim.
Vejam AQUI as CONCLUSÕES
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Pétanca com bolas de arroz

Já brincámos várias vezes com balões, já fizemos bonecos, já fizemos ciência, já fizémos luminárias e até fizemos magia, hoje vamos fazer uma bola.





Estas bolas requerem alguma perícia na sua montagem, mas os irrequietos mais novos podem ajudar na escolha das cores e no enchimento.



Precisamos de:
  • 3 balões, deixe  o seu irrequieto escolher as cores dos balões,
  • arroz, podem utilizar lentilhas, milho seco, couscous.... farinha, açucar,
  • saco de plástico pequeno, nós usámos um saco de congelação,
  • tesoura.
Como fazer:
  1. Coloquem duas ou três mãos de arroz no saco, depende do volume que quiserem da à bola;
  2. Fechem o saco de plástico com um nó, tentem que fique o mais justo possível;
  3. Cortem a ponta do primeiro balão com a tesoura, podem cortar o máximo que conseguirem, quanto mais larga for a ponta do balão mais facilmente conseguem fazer o passo seguinte;
  4. Com as mãos alarguem o balão o máximo que conseguirem;
  5. Forcem o saco de plástico a entrar no balão, este é um trabalho de paciência;
  6. Cortem o excesso de saco de plástico que fica a sair do balão;
  7. Estiquem um pouco mais o balão, para cobrir o máximo possível do saco;
  8. Repitam o procedimento para o segundo balão, posicionem o segundo balão de forma a tapar o buraco deixado pelo primeiro;
  9. Por fim repitam com o terceiro balão.

Estas bolas são fáceis de fazer e têm várias utilidades, nomeadamente podem fazer as maravilhas do verão dos irrequietos fazendo um jogo de petanca com 6 bolas idênticas e uma mais pequena!

Et voilá!
Um jogo divertido para a praia sem gastar muito dinheiro!

Divirtam-se!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Fósforo equilibrista

As Mentes irrequietas não se cansam de brincar com balões e de explorar fenómenos engraçados, desta vez um palito equilibrista, devido à electricidade estática criada pela fricção de um balão num pano.

Precisamos de:
  • 1 copo de plástico transparente,
  • 1 pano de lã,
  • 1 fósforo, podem usar um palito
  • 1 faca,
  • 1 moeda de 2euros,
  • 1 balão.
Como fazer:
  1. Com a faca cortem a pontinha vermelha do fósforo, cuidado com os dedos!;
  2. Coloquem  a moeda e pé numa superfície lisa, nós fizemos na tijoleira do chão;
  3. Equilibrem o fósforo em cima da moeda, esta é uma tarefa de paciência, provavelmente vão precisar de várias tentativas;
  4. Coloquem o copo de plástico em cima do conjunto, o mais centrado possível;
  5. Encham o balão, não encham demasiado porque com a fricção pode rebentar;
  6. Esfreguem o pano no balão durante algum tempo;
  7. Segurem o balão perto do copo, junto à zona onde a extremidade do fósforo está mais perto do copo;
  8. Desloquem lentamente o balão à volta do copo.
O que acontece?
O fósforo move-se.

Porquê?
Acontece exactamente o que aconteceu com as bolinhas de papel, lembram-se?

O palito e o balão, tal como a moeda e o copo, são constituídos por átomos. Em condições normais, de repouso, estes átomos apresentam carga neutra, ou seja nula.

Quando esfregámos o balão no pano o que aconteceu foi que transformámos o balão, que estava em estado de repouso, com carga neutra, num objecto excitado, com carga eléctrica, neste caso negativa.
 
Então vejamos, no passo seguinte aproximámos um balão electrizado de um copo/palito/moeda em estado neutro, sem carga eléctrica.
Em primeiro lugar há que esclarecer que, 


O copo está lá para:
  1. nos obrigar a manter sempre a mesma distância do balão ao fósforo, e evitar que se toquem;
  2. nos mostrar o caminho quando deslocamos o balão em circulo;
  3. não deixar outros factores, como as correntes de ar, influenciarem o movimento do fósforo.
A moeda está lá para: 
  1. segurar o fósforo;
  2. servir de "pivot" para ele girar.

Então, no fundo, apenas temos de nos preocupar com a carga do palito, esta carga, antes de se aproximar o balão, é neutra, e como não há contacto com o balão vai continuar neutra, mesmo depois de se mover.
Então como se pode explicar a atracção do fósforo pelo balão?
A atracção entre um material carregado e outro neutro pode ser explicada utilizando-se a ideia da formação de dipolos eléctricos, fenómeno comummente citado como "separação de cargas" (na fig) Esta separação acontece quando o objecto neutro é submetido à acção de outras cargas eléctricas, neste caso as cargas eléctricas do balão, por isso o fósforo gira no sentido de rotação do balão, atraído pela sua carga eléctrica negativa.

Porque é que o fósforo gira e não é todo atraído para o balão?
Por varias razões:
É muito pesado, a fricção não é suficiente para criar uma força que o faça saltar;
Como aproximam o balão da ponta do fósforo esta zona do fósforo vai sentir-se mais fortemente atraída pela carga negativa do balão; 

A moeda serve de pivot, ou seja de ponto de rotação, imaginem que apenas um pontinho do fósforo  está apoiado num pontinho da moeda, e que por isso não há atrito e o fósforo está livre para girar, claro que não é bem assim, a zona de contacto é mais do que a ideal, e por isso existe atrito.

NOTA: A electrização só se dá entre materiais isolantes, os materiais condutores não tem a capacidade de reter cargas eléctricas, pois elas escoam pelo material.


Transformem esta demonstração numa experiência:

  • Variem o tempo de fricção;
  • Variem o o material utilizado para electrizar o balão (podem experimentar panos de seda, algodão, lã...);
  • Variem a quantidade de ar no balão;
  • Utilizem um palito, é mais leve;
  • Retirem o copo da equação, conseguem fazer girar o fósforo? É mais fácil? É mais difícil?;
  • Quando aproximam o balão do copo, faça-no numa zona longe da extremidade do fósforo... o que acontece? porquê?;
  • Utilizem outras moedas, como influência o resultado final?
Vejam de que forma estas mudanças alteram o resultado final... 
Não se esqueçam da primeira regra: Não fazer variar mais do que uma variável de cada vez.

Et voilá!
Quem consegue fazer rodar o fósforo mais tempo?

Divirtam-se! 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Máscara de Carnaval

O Carnaval está a chegar e hoje o Mentes irrequietas tem uma proposta para a máscara.
Tudo o que necessitam é um balão, algumas tintas e papel de jornal antigo.

Precisamos de:
  • jornal,
  • cola branca,
  • 1 balão,
  • 1 agulha, ou qualquer outro objecto para furar o balão,
  • tesoura,
  • tigela,
  • lixa fina, facultativo,
  • marcador.
Como fazer:
  1. Encham o balão, mais ou menos até ter o tamanho da cabeça do irrequieto que vai usar a máscara;
  2. Com o marcador desenhem os contornos da máscara no balão, a linha de fora e os orifícios;
  3. Na tigela diluam a cola em água fria numa proporção de 2:1;
  4. Cortem o jornal aos pedaços;
  5. Impregnem os pedaços de papel na cola, um de cada vez, e cubram o desenho do balão com ele;
  6. Quando o desenho estiver todo coberto repitam o procedimento, cerca de oito vezes;
  7. Deixem secar por 24 horas;
  8. Rebentem o balão com a agulha, verifiquem que o papel está mesmo seco, se não estiver deixem secar mais umas horas;

  9. Utilizando a tesoura recortem a máscara pelos contornos, que agora deverão estar colados ao interior da máscara;
  10. Com a lixa fina alisem os contornos da máscara;
  11. Pintem-na de branco, é melhor dar duas de mão;
  12. Deixem secar entre mãos,
  13. Agora o vosso irrequieto pode pintá-la a gosto;
  14. Deixem secar;
  15. Abram dois orifícios, um de cada lado;
  16. Coloquem o elástico;
  17. Vistam-se a rigor e ...

Et voilá!
Divirtam-se!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Luminária de cera

Hoje os super-irrequietos trazem uma ideia fantástica, luminárias de cera, ideias para oferecer ou para decorar uma mesa no próximo dia 14 de Fevereiro, dia dos namorados.

A ideia chega-nos daqui, e parece bastante simples, ainda que trabalhosa.

Precisamos de:
Como fazer:
  1. Derretam a cera na panela;
  2. Encham o balão com água morna, a temperatura da água vai ajudar a que o balão não rebente;
  3. Tentem que a cera mantenha a temperatura durante todo o processo;
  4. Mergulhem o balão na cera, devagar e apenas até ao nível da água;
  5. Mantenham o balão na cera por uns segundos;
  6. Retirem o balão, aguardem uns segundos;
  7. Repitam o procedimento duas ou três vezes;
  8. Pousem o balão no papel de alumínio, o fundo vai ficar plano, formando a base da luminária;
  9. Repitam os últimos passos (4 a 8) três ou quatro vezes, até que a cera tenha a espessura desejada, uma boa espessura ronda os 10mm;
  10. Coloquem o balão novamente na folha e deixem arrefecer;
  11. Quando a cera estiver completamente fria, segurem o balão dentro de um lavatório ou banheira, e rebentem-no;
  12. Aqueçam uma folha de papel de alumínio no fogão e pousem a luminária de "cabeça para baixo" em cima dela, para que o rebordo da luminária fique liso e homogéneo;
  13. Coloquem uma vela pequena lá dentro e deixem o romance entrar.

NOTA: Não mergulhem o balão acima do nível da água porque ele provavelmente irá rebentar.
Quando apagarem as velas, deixem a luminária arrefecer e limpem-na com um pano húmido, não esfreguem




Podem ir um pouco mais longe:
  • Podem pintá-la,
  • Podem decora-la com formas, geométricas ou não, abertas na cera com a ajuda de instrumentos quentes,
  • Podem usar corantes na cera para fazer luminárias de várias cores,
  • ...
Et voilá!
Fica lindo! Bom dia dos namorados!

Divirtam-se!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Instrumentos musicais- reuilização de materiais

Som!
As crianças adoram "fazer música", certo que em muitos casos é mais barulho que melodia, mas também é certo que é uma componente importante do desenvolvimento dos nossos irrequietos.
Neste Natal os irrequietos cá de casa receberam um objecto bastante curioso, construído quase completamente com materiais reutilizados, não fosse o arroz e os elásticos.

Precisamos de:
  • uma lata vazia, pode ser de feijão, de cogumelos, de salsichas...,
  • balões, de preferência rebentados,
  • elásticos,
  • arroz cru,
  • cola,
  • restos de papeis coloridos ou revistas velhas,
  • fita cola larga,
  • alicate.
Como fazer:
  1. Lavem a lata e sequem-na muito bem;
  2. Retirem os restos de cola da lata;
  3. Com um alicate, dobrem as pontas cortantes da lata para dentro, é um procedimento bastante simples que evita acidentes;
  4. Forrem a lata com os papeis coloridos, fixem os papeis com a cola, colem a gosto, sobreponham os papeis, colem juntos ou afastados... deixe esta tarefa nas mãos dos irrequietos, eles conseguem efeitos visuais fantásticos;
  5. Deixem secar bem, pode demorar algum tempo, depende da quantidade de cola/papel utilizada;
  6. Coloquem uma mão de arroz dentro da lata, podem usar massinhas, feijão, ou outro semente/cereal/leguminosa seco;
  7. Estiquem o balão com as mãos;
  8. Envolvam a boca da lata para que fique vedada;
  9. Usem a fita cola e os elásticos para ajudar a fixar o balão;
  10. Repitam o procedimento 2 ou 3 vezes, com diferentes balões, até a boca da lata estar bem fechada.
Atenção:
Podem optar por forrar com papel e pintar com tinta acrílica por cima, aproveitando não a cor do papel mas a textura da colagem.
Diferentes sementes/cereais/leguminosas secas dão diferentes sons, tentem fazer várias latinhas

Et voilá!
O primeiro instrumento da orquestra está pronto.

Divirtam-se!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Bolas de Natal em cordel

Mais uma ideia ara decorar a árvore de Natal. Vamos ver como podemos fazer efeitos fantásticos em bolas que podemos depois pendurar na nossa arvore.

Precisamos de:
  • balões, escolham um tamanho não muito grande tenham presente que o balão vai ficar 1/2 cheio;
  • cordel, pode ser daquele branco de atar as caixas dos bolos, ou do mais escuro;
  • tesoura,
  • régua,
  • cola,
  • pincel,
  • brilhantes, glitter,
  • tigela,
  • colher de sopa,
  • tintas para tecido,
  • esponja pequena,
  • papel jornal,
  • copo plástico,
Como fazer:
  1. Estendam a folha de jornal no local onde vão trabalhar;
  2. Cortem um pedaço de cordel com 10cm;
  3. Soprem o balão até que a circunferência sejam os 10 cm, simplesmente enrolem o cordel à volta do balão, até as pontas se tocarem, isso são 10 cm de circunferência;
  4. Se fizerem várias bolas, estes 10cm não precisam de ser muito exactos, é uma questão estética.
  5. Na tigela, misturem 3 colheres de sopa de cola com 1 colher de sopa de água;
  6. Com a tesoura cortem um pedaço de fio com cerca de 2m;
  7. Se querem pintar o fio de outra cor, agora é a altura, coloquem um pouco de tinta da cor escolhida num pedaço de esponja, envolvam o fio com a esponja e façam correr a esponja ao longo do fio, de forma a colorir todo fio;
  8. Deixem secar durante 3 ou 4 horas;
  9. Mergulhem o fio na cola branca, de forma a que fique todo coberto;
  10. Agarrem no balão com uma mão, e com a outra enrolem o fio a toda a volta, não tenham receio de encher as mãos de cola, vai acontecer mas sai com água;
  11. Enrolem todo o fio, até quase não se ver o balão;
  12. Quando terminarem pressionem bem a ponta final do fio contra o balão;
  13. Coloquem o balão em cima do copo de plástico;
  14. Deixem secar 24h;
  15. No dia seguinte rebentem o balão e puxem-no para fora, se necessário cortem-no aos pedaços mais pequenos, com cuidado;
  16. Passem novamente uma camada de cola;
  17. Espalhem alguns brilhantes na bola;
  18. Pendurem na árvore de Natal!
Se não tiverem glitter ou brilhantes, podem reaproveitar as fitas de Natal estragadas. Usando uma tesoura afiada cortem as "franjas" das fitas em bocadinhos pequeninos, depois espalhem-nas como glitter. Não é exactamente a mesma coisa mas engana bem.

Et Voilá!
Mais uma ideia para um Natal personalizado

Divirtam-se!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O velho truque da agulha no balão

Já vimos aqui várias demonstrações que davam espectáculos de magia incríveis. O truque do balão é velhinho, mas também é verdade que por vezes o mais simples é o mais interessante.
Antes de mais, quando é que um balão rebenta? Quando o ar que está dentro dele sai de repente, caso contrário não rebenta, esvazia. Dizemos que rebenta porque faz "bum".

Precisamos de:
  • balão,
  • alfinetes de costura,
  • fita cola forte,
Como fazer:
  1. Encham o balão, não muito, até cerca de metade da sua capacidade;
  2. Colem pedaços de fita cola 2 3 4 ou 5, dependendo do número de alfinetes que têm e do tamanho do balão;
  3. Certifiquem-se que a fita aderiu bem ao balão, não pode ficar com bolhas de ar;
  4. Com cuidado, mas sem receios, espetem um alfinete no centro da fita cola que colaram no balão;
  5. Repitam o procedimento para todos os pedaços que colocaram.

O que acontece?
O balão não rebenta!

Porquê?
Um balão rebenta quando o ar é forçado, de repente, a sair de dentro do invólucro de borracha. Neste caso ele não rebenta porque antes de o furarmos utilizámos um "selante"- a fita cola. Este "selante" vai criar uma zona de maior resistência na borracha e impedir que o balão rebente.
Podem inclusive tirar os alfinetes, se a borracha não tiver tido tempo de "vencer" o "selante" o balão vai lentamente esvaziar.
Tentem observar a borracha a ceder ao rasgão. Observem o balão de perto, junto do local onde espetaram o alfinete, quando a pressão do ar, dentro do balão, vencer o adesivo do "selante" começa a observar-se um pequeno rasgão por baixo da fita cola, quanto mais cheio estiver o balão, maior é a pressão, mais rápido a pressão vence o adesivo e o rasgão aparece, o passo seguinte é Bum!

Notas:
  • Colem a fita cola em intervalos regulares e espaçada;
  • Utilizem balões de cor clara, é mais fácil observar os rasgões;
  • Utilizem fita cola forte, resulta melhor.

Variações:
Podem tentar perceber melhor esta coisa de alfinetes em balões:
  1. Utilizem vários balões, todos iguais, encham-nos de tamanhos diferentes, utilizem um cronometro e vejam quanto tempo a pressão demora a vencer o rasgão. Qual é o volume de ar que aguenta mais tempo?
  2. Em vez de 1 espetem 3 ou 4 alfinetes, de balão para balão variem o espaçamento da fita cola, este espaçamento tem alguma influência no tempo que o balão demora a perder o ar? E perde o ar ou rebenta?

Et voilá!
It's magic

Divirtam-se!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Moeda giratória dentro de um balão

Hoje vamos falar sobre forças.sim daquelas de física, não é um tema fácil, para a maioria dos irrequietos, a física continua a ser um bicho de sete cabeças, uma amálgama de fórmulas que nem sempre fazem muita lógica. Na verdade a física é o estudo do que se passa à nossa volta, as formulas são um "mal necessário" para compreender as leis da natureza.


A demonstração que vos trago hoje utiliza apenas um balão e uma moeda de cts, e resulta de uma brincadeira de fim de semana, sem qualquer propósito científico, mas que acabou por ser a demonstração perfeita do que são as forças centripeta e centriguga.


Precisamos de:
  • uma moeda pequena;
  • um balão;
Como fazer:
  1. Coloquem a moeda dentro do balão, se for pequena é mais fácil, mas podem colocar uma maior se quiserem;
  2. Encham o balão, normalmente;
  3. Façam um nó, para o ar não escapar;
  4. Mexam o balão, de baixo para cima, de pernas para o ar, girem o balão na mão, até a moeda adquirir um movimento constante.
O que acontece?
No início a moeda anda para cima e para baixo, bate nas paredes com um movimento descoordenado, passados alguns segundos a moeda inicia um movimento circular constante, enquanto a nossa mão fizer aquele ténue movimento circular, a moeda gira.

Porquê?
Num movimento circular, o valor da força centrípeta é igual ao da força centrifuga mas de sinal contrário.A força centrípeta puxa o objecto para o centro de rotação e a força centrifuga empurra esse mesmo objecto para longe deste centro.
O equilíbrio destas duas forças conjuntamente com uma terceira, a força tangencial, que faz a moeda mexer, está na origem do movimento circular que a moeda faz dentro do balão.


Num carrossel, as barras sobre as quais são colocadas os veículos exercem uma força centrípeta, enquanto que a pessoa que vai nos veículos sente uma força centrífuga para o exterior.(1)
Quando se descreve uma curva com um carro, devido ao atrito da estrada, esta exerce uma força centrípeta sobre as rodas do automóvel para que este não saia da curva.(1)


Outra demonstração que pode ser feita com o mesmo balão é a demonstração da Primeira Lei do Movimento de Newton, como já falámos aqui.


Como fazer:
  1. Girem o balão até a moeda iniciar um movimento circular constante;
  2. Parem o movimento e rapidamente pousem o balão no chão.
O que acontece?
Tal como no caso do ovo, o balão vai continuar a girar.

Porquê?
Porque a moeda no seu interior vai continuar em movimento por mais alguns segundos, e como a Primeira Lei de Newton diz, se algo está em movimento ou parado, vai manter-se em movimento ou parado a menos que algo perturbe o sistema.

Referências:  
(1)força centrípeta. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2011. Disponível em http://www.infopedia.pt/$forca-centripeta; 

Et Voilá!
Apenas com uma simples moeda e um balão, uma demonstração e horas de brincadeira!

Divirtam-se! 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O ar ocupa espaço 2

NOTA: Por qualquer razão alheia ao Mentes Irrequietas não se consegue inserir imagens, voltarei a tentar mais tarde.

Já brincámos aqui várias vezes com o ar. Alterámos temperaturas, consumimos o oxigénio, esvaziámos balões, fizemos chuveiros e vimos que ele ocupa espaço. Hoje vamos ver uma outra forma de provar que o ar ocupa espaço.

Numa primeira observação este desafio parece muito fácil, mas como outras coisas em ciência, nada como experimentar. O desafio é encher um balão dentro de uma garrafa de plástico, daquelas garrafas PET normais, as de 2L funcionam melhor visualmente, mas as de 100ml funcionam igualmente bem. Mas será que assim tão fácil? Vamos ver.



Precisamos de:
  • 1 garrafa PET de 2L ou 1L e meio,
  • Balões de látex,
  • 1 rolha,
  • água,
  • prego,
  • martelo.
Como fazer:
  1. Coloquem o balão dentro da garrafa, com cuidado e de forma a que a boca do balão fique do lado de fora;
  2. Encham o balão, não conseguem? força! Tentem outra vez!;
  3. Retirem o balão;
  4. Encham a garrafa PET de água até a borda;
  5. Fechem-na com a rolha;
  6. Façam um buraco pequeno na garrafa com o prego e o martelo, esta fase deve ser feita pelo adulto, façam o buraco perto da base;
  7. Removam o prego, destapem a garrafa, o que acontece? a água sai pelo buraco;
  8. Deixem sair a água e reservem apenas alguma água dentro da garrafa;
  9. Coloquem o balão na garrafa novamente;
  10. Tentem encher o balão, o que acontece?, conseguem encher e a água continua a sair;
  11. Quando pararem de soprar, tapem o furo da garrafa;
  12. Agora retirem o dedo, o que acontece?
Porquê?
No primeiro caso quando tentam encher o balão não vão muito longe porque a garrafa já está cheia de ar. Não há espaço para o balão para expandir dentro da garrafa. No entanto, quando furam a garrafa, o ar pode escapar pelo furo e "dar espaço" para o balão encher (reparem que estamos a injectar ar no sistema, ainda que dentro de um balão), enquanto o balão enche "empurra" o ar e a água que estão dentro da garrafa para o exterior pelo furo.
Quando tapamos novamente o furo com o polegar o balão fica cheio, mesmo sem estar fechado, fantástico não é?
Se retiramos o polegar do furo o balão volta à posição original, colapsa. O ar escapa pela parte superior da garrafa e o balão esvazia.
 

Façam agora uma brincadeira um pouco diferente, mas vão para o quintal por favor!
Retirem o polegar do furo, encham o balão de ar, tapem o buraco. Com um funil encham o balão de água, não se esqueçam de levantar um pouco o funil para permitir ao ar que está dentro do balão sair e deixar entrar a água. Certifiquem-se que não vão molhar nada, retirem o polegar, uma fonte!

NOTA:
Neste procedimento é natural que os vossos dedos fiquem cansados, depois de fazer o buraco com o prego podem fazer "uma tampa". Cortem o gargalo de uma segunda garrafa, só o gargalo, e colem-no sobre o furo do prego, usem super cola. Agora em vez de usarem o polegar usem a rolha. Enrosquem e desenrosquem conforme querem deixar ou impedir o ar de entrar ou sair.



Et Voilá!
Podem soprar e soprar, sem deixar o ar sair não conseguem.
Divirtam-se!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Balões à prova de fogo

Os balões são uma fonte de divertimento quase inesgotável, quer estejam cheios ou por encher há sempre uma brincadeira que pode ser feita.
Hoje partilho convosco mais uma demonstração com balões. É muito simples mas requer a presença do adulto, do princípio ao fim do ensaio.


Precisamos de:
  • 2 balões,
  • 1 vela,
  • água,fria,
  • funil,
  • fósforos, ou isqueiro.
Como fazer:
  1. Com a ajuda do funil coloquem um pouco de água num dos balões;
  2. Encham os dois balões, de forma a que fiquem do mesmo tamanho;
  3. Coloquem a vela dentro do lava-loiça, ou na varanda, rua.... num local que se possa molhar sem grande problema;
  4. Acendam a vela, o adulto deve fazer isto;
  5. Encostem o balão vazio à vela, O que acontece?;
  6. Encostem o balão com a água à vela, O que acontece?
O primeiro balão rebentou quase de imediato, o segundo balão, o que contêm água, demorou mais tempo a rebentar (dependendo da quantidade de água que lá puseram dentro pode nem sequer ter rebentado).
Porquê?
Tanto o primeiro balão como o segundo (com água) aquecem. 
No caso do primeiro balão a chama aquece de tal forma a borracha do balão que esta perde as propriedades que lhe permitem resistir à pressão do ar que está lá dentro, e consequentemente rebenta.
No segundo caso tudo se altera por causa da presença da água. Na realidade quando o balão é colocado na chama o que aquece não é o balão, mas sim o sistema água/balão. A chama aquece a borracha que, em contacto com a água transfere o calor para este líquido, permitindo desta forma à borracha do balão arrefecer.

A água absorve muito bem o calor, é necessária uma quantidade enorme de calor para para alterar a temperatura da água. Aquecer 1ºC 1gr de água  implica 10 vezes mais calor do que para aquecer 1gr de ferro. Reparem no tempo que demora a aquecer água numa chaleira e comparem com o tempo que demora a aquecer a própria chaleira (não toquem na chaleira!)
Por outro lado, o processo de arrefecimento da água liberta uma quantidade enorme de calor, isto contribui para o facto de que as áreas próximas oceanos,- ou outras massas de água,- não fiquem tão frias no Inverno como as áreas mais para o interior.

Isto é uma demonstração, transformem este ensaio numa experiência fazendo variar a quantidade de água no balão, ou a relação água/ar, será que o tempo que o balão demora a rebentar é influenciado por estes factores?
Registem os vossos resultados num caderno, tentem seguidamente fazer um gráfico que traduza os resultados, existe uma relação directa?

Deixo-vos este video,


Et voilá!
A transferência de calor nas pontas dos nossos dedos

Divirtam-se!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Dobrar a água sem lhe tocar

Hoje trago-vos mais uma electrização por atrito, mais uma vez com balões. Na verdade o princípio científico que está por detrás deste ensaio/demonstração é exactamente o mesmo que vimos aqui, quando fizemos as bolinhas de papel saltar, mas acho que este efeito visual é mais engraçado e menos visto.


Precisamos de:
  • um balão,
  • uma torneira, com água :),
  • um pano de lã, ou com pelo,
    Como fazer:
    1. Encha o balão;
    2. Abra a torneira, basta um fiozinho de água desde que seja regular;
    3. Aproxime o balão do fio de água, sem lhe tocar. O que acontece?;
    4. Electrize o balão com o pano por fricção;
    5. Aproxime o balão do fio de água, sem lhe tocar. O que acontece?;
    O que acontece?
    No primeiro caso, nada!
    Da segunda vez a água "dobra" é atraída para o balão!
    Porquê?
    A explicação para este fenómeno é exactamente igual às das bolinhas de papel, pelo que aconselho a sua  leitura.

    Deixo-vos um vídeo, não é do mentes irrequietas mas ilustra os resultados:

    Et Voilá!
    Mais uma dos balões!

    Divirtam-se!

    quarta-feira, 3 de agosto de 2011

    O balão que atrai bolinhas de papel- electrização por atrito

    Hoje trago-vos um clássico, porque muitas vezes olhamos para o básico com alguma indiferença, mas ninguém aprende a ler sem saber o aeiou.
    Hoje a demonstração é sobre electricidade estática usando o exemplo do balão


    Precisamos de:
    • 1 balão,
    • 1 pano de lã, ou o cabelo do irrequieto,
    • 1 furador,
    • Papel, prefiram o já usado, para evitar desperdícios.
    Como fazer:
    1. Encham o balão;
    2. Dobrem a folha longitudinalmente, várias vezes, até terem uma tira;
    3. Com o furador façam vários furos ao longo da tira de papel;
    4. Abram o furador e juntem as bolinhas;
    5. Esfreguem (friccionem), o balão no pano, ou no cabelo;
    6. Aproximem o balão das bolinhas.
    O que aconteceu?
    As bolinhas "colam-se" ao balão, algumas parecem mesmo voar de encontro a ele.

    Porque?

    Tanto o papel como o balão, são matéria, e toda a matéria é constituída por átomos. Os átomos por sua vez têm um núcleo positivo, e electrões carregados negativamente, estes últimos giram à volta do núcleo.
    Como já vimos aqui várias vezes, tudo o que existe tende para o equilíbrio, e os electrões não são excepção, por isso tudo o que nos rodeia é normalmente de carga neutra. A madeira, água, paredes, mesas, pessoas, quase tudo, o mesmo é dizer que o somatório das suas cargas eléctricas é nulo. 


    Para que possa haver repulsão ou atracção entre dois ou mais materiais é preciso que  somatório das suas cargas seja diferente de zero, ou seja é necessário a soma das suas cargas não seja nula. Por outras palavras é necessário que haja cargas negativas ou positivas em excesso nos materiais em questão.

    O que se fez quando se esfregou o balão foi transformar um objecto que estava no seu estado de repouso, neutro, num objecto excitado, carregado electricamente (neste caso com excesso de carga negativa).

    Esta electrização só é possível com dois materiais de características eléctricas diferentes. Um deve ser electronegativo (ter mais facilidade para receber cargas negativas, balão), e outro  electropositivos (ter mais facilidade para doar cargas negativas, cabelo), quando dois materiais deste tipo são friccionados as cargas negativas migram de um material para o outro, quando são afastados um deles estará carregado positivamente e o outro negativamente. Se utilizarem o cabelo verificarão que ele "vai colado ao balão".

    Mas então porque é que o papel é atraído para o balão? O papel não estava no estado neutro?
    Sim, o papel não sofreu qualquer processo de electrização.
    A atracção entre um material carregado e outro neutro pode ser explicada utilizando-se a ideia da formação de dipolos eléctricos, fenómeno comummente citado como "separação de cargas" (na fig) Esta separação acontece quando o objecto neutro é submetido à acção de outras cargas eléctricas, neste caso as cargas eléctricas do balão, por isso as bolinhas de papel "saltam" para o balão, atraídas pela sua carga eléctrica negativa.

    NOTA: A electrização só se dá entre materiais isolantes, os materiais condutores não tem a capacidade de reter cargas eléctricas, pois elas escoam pelo material.


    Se quiserem ir mais longe podem transformar a demonstração numa experiência, façam variar coisas como o tempo de fricção ou o material utilizado (podem experimentar panos de seda, algodão, lã...) ou porque não simplesmente variar a cor do balão ou a quantidade de ar, vejam de que forma estas mudanças alteram o resultado final... o número de bolinhas que é atraído para o balão. Façam uma tabela para registar os resultados. Não se esqueçam da primeira regra: Não fazer variar mais do que uma variável de cada vez.

    Fontes: cienciamao.usp.br; eurekahandsonmindsonscience.blogspot.com


    Et Voilá!
    Quem diria que tanto podia ser dito num exemplo tão simples?


    Divirtam-se!

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