Quem passa por cá

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Vejam a lista de cientistas que estão no Mentes. UPDATE 07/01/2014

Projecto ENCERRADO Projecto II/2013- vida nocturna no meu jardim.
Vejam AQUI as CONCLUSÕES
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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Bolas de pingpong, ar e amolgadelas

Quem joga ping pong está familiarizado com a chatice de ter bolas estragadas por amolgadelas.
Na realidade estas bolas não estão estragadas, apenas necessitam de "uma mãozinha" para voltar ao activo.

Então... Que se pode fazer com uma bola de ping pong amachucada?
Existem formas de voltar a deixá-la redonda, quase como nova, e se mais nada funcionar... podemos sempre utilizá-la num projecto irrequieto.

Precisamos de:
  • bola de ping pong amolgada,
  • secador de cabelo,
  • copo,
  • Tiago Apolónia, Marcos Freitas
    e João Monteiro chegaram ás
    meias-finais dos Jogos Olímpicos!
  • água quente.
Como fazer: 


    • 1º método:
  1. Liguem o secador de cabelo;
  2. Segurem a bola na palma da mão, sem a apertar;
  3. Façam incidir o ar quente do secador na bola durante alguns minutos.
    • 2º método:
  1. Aqueçam a água, cuidado com as queimaduras;
  2. Coloquem a água quente no copo;
  3. Coloquem a bola no copo e esperem durante alguns segundos, o tempo depende da temperatura da água, não aqueçam a água até fervura pois vão ter de rolar a bola de vez em quando e se a água estiver muito quente queimam-se.
O que acontece:
Em qualquer dos métodos, ao fim de alguns segundos, dependendo da "amolgadela", a bola começa devagar a recuperar a sua forma inicial.

Porquê?
Porque o ar ocupa espaço e ocupa mais espaço ainda quando é sujeito a calor.
Porquê? Porque expande.
Porque é que a bola quando arrefece não volta a amolgar? Isso é outra história, mas de uma forma simples... a bola não volta a amolgar porque o plástico de que é feita é suficientemente rígido para que ela mantenha a forma, caso contrário não seria possível fazê-la passar de um lado para o outro da mesa de ping pong com a raquete, ela colapsava.

Vejam mais sobre as propriedades do ar aqui

Outras demonstrações da expansão do ar

Porque que é que rebentam as garrafas no congelador 
Encolher uma garrafa
Diferenças de pressão- Lata sugada

Et voilá!
Antes de deitar fora a bola experimentem!

Divirtam-se!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O Ar ocupa espaço 4- mergulhadores secos

Este ensaio baseia-se no facto de duas coisas, sejam elas quais forem, não poderem ocupar o mesmo espaço. É na realidade uma demonstração muito simples e mas na realidade muito útil para demonstração de princípios relacionados com a pressão e também com o espaço físico que a matéria ocupa.

Precisamos de.
  • copo de vidro,
  • alguidar, mais alto que o copo,
  • água, suficiente para encher o alguidar,
  • plasticina, uma bolinha do tamanho de uma moeda de 10 cts,
  • papel de cor, uma tira pequenina, 2 cm de largura por 3/4 cm de altura, depende da altura do copo,
  • pau de espeto, podem usar uma faca, um pau chinês, um fósforo grande... desde que chegue ao fundo do copo.
Como Fazer:
  1. Encham o alguidar de água;
  2. Certifiquem-se de que o copo está bem seco, a presença de água pode estragar a demonstração;
  3. Façam uma bolinha com a plasticina;
  4. Utilizem o pau de espeto para a fixar no lado de dentro do copo, no fundo;
  5. Virem o copo de boca para baixo, se a plasticina não cair, está bom;
  6. Prendam a tira de papel à plasticina que colocaram no fundo do copo, da mesma maneira que colocaram lá a plasticina;
  7. O papel deve ficar a cerca de 1,5 / 2,5cm do fundo do copo, se necessário cortem o papel;
  8. Virem o copo de boca para baixo;
  9. Coloquem-no, devagar, dentro do alguidar, este passo tem de ser feito com calma e com firmeza, o copo deve entrar o mais possível na vertical.
O que acontece?
  • Consegues chegar ao fundo do alguidar sem molhar o papel?
  • Consegues fazer subir o copo com o papel sempre seco?
Com algum treino e paciência vais conseguir responder Sim às duas perguntas.

Porquê?
Porque o ar ocupa espaço.
Quando o copo entra dentro da água está cheio de ar. Se ele descer perfeitamente na vertical, o ar não escapa de dentro dele, e a única maneira que a água tem de entrar no copo é expulsando o ar de lá, logo a água não entra.

Pela imagem podemos perceber que o ar fora do copo exerce uma força vertical na superfície da água, essa mesma força tem de ser vencida por nós quando empurramos o copo cheio de ar para baixo, por isso temos a sensação de que "é difícil". Ao mesmo tempo que empurramos o copo e a água exerce pressão para cima para entrar no copo, o ar exerce força para baixo, se inclinar-mos ligeiramente o copo podemos deixar uma pequena quantidade de ar escapar e alguma água entrar, mas dependendo da profundidade, se inclinar-mos demais o copo "inunda".

Se tivermos precisão suficiente o copo vai e vem seco.

Passos seguintes:
Para ires um pouco mais longe
  • podes incorporar esta demonstração num projecto de ciências,
  • podes espantar os teus amigos e familiares com uma magia colorida. Usa duas tiras de  papel de filtro de café embebido em corante forte, 2 cores, uma para cada fita, 2 tamanhos, quando a fita tocar na água a água tinge da cor que escolheste.
  • podes também construir o teu próprio sino de Halley, em ponto pequeno, claro. Podes usar espátulas de madeira, por exemplo.

Edmond Halley
Em 1717 Edmond Halley inventou o sino de mergulho. Este aparelho baseava-se exactamente neste pressuposto, de que a água só entra se conseguir expulsar o ar que está dentro da Halley conseguiu manter 5 pessoas debaixo de água, a uma profundidade de cerca de 18m, por mais de uma hora -mais tarde conseguiu alargar este período de tempo a cerca de 4h. Apesar dos seus esforços Halley não conseguiu que o seu aparelho tivesse grande utilização prática, principalmente por ser muito pesado.
campânula, ora se esta descer vertical, sem oscilações, a água não entra. A atmosfera neste aparelho era renovada através de ar proveniente da superfície. Com este aparelho
O sino de mergulho foi o antecessor do submarino.

Para o caso de te estares a interrogar, sim, E. Halley também deu o nome ao cometa Halley, e é por isso que este astrónomo, geofísico, matemático, meteorologista e físico Inglês é mais conhecido. Halley deu o seu nome a este cometa porque foi o primeiro a estudar e traçar a a sua órbita.

Fontes:
www.sitedecuriosidades.com
http://maritimo.blogspot.pt

Et voilá!
Conseguiste mantê-lo seco?

Divirtam-se!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pressão do ar- uma palhinha muito forte


Esta demonstração é na realidade muito simples e pode ser facilmente executada por qualquer irrequieto.

Precisamos de:
  • uma batata, escolham uma mais pequena que a palma da vossa mão, é mais fácil de agarrar,
  • uma palhinha.
Como fazer:
  1. Agarrem a batata firmemente com uma das mãos;
  2. Com a outra mão segurem na palhinha, de forma a não tapar o buraco;
  3. Com toda a vossa força e firmeza espetem a palhinha na batata, o que acontece?;
  4. Com um dos dedos da mão que segura na palhinha tapem o orifício na palhinha;
  5. Se aumentarem a imagem
    conseguem ver
    as marcas da palhinha
  6. Com toda a vossa força e firmeza espetem a palhinha na batata, o que acontece?.
O que acontece?
Na primeira tentativa conseguem, na melhor das hipóteses, "marcar" a batata não passando a primeira barreira, a casca.
Na segunda tentativa a palhinha rompe a casca e entra na batata, e se o fizerem com força suficiente- peçam a um adulto espetar a palhinha- a palhinha fica mesmo presa na batata.

Porquê?
No primeiro caso o ar dentro da palhinha é empurrado para fora dela quando a palhinha tenta entrar na batata, e a palhinha, de plástico e facilmente deformável, tem mais tendência a deformar do que a vencer a barreira física da batata.
Na segunda tentativa o caso muda de figura, ao tapar o buraco da palhinha aprisionamos o ar dentro da palhinha, quando a pressionamos contra a batata o ar comprime dentro dela, ou seja a mesma quantidade de ar passa a ocupar menos espaço- a pressão aumenta. Isto permite às paredes da palhinha ficarem mais fortes e suportarem melhor a força do impacto com a batata, como a palhinha é de um material plástico consegue cortar a batata e ficar presa, como na imagem.

Transformar a demonstração numa experiência:
Será difícil obter resultados quantificáveis sem os aparelhos adequados, na verdade para obtermos resultados válidos teríamos de controlar a força que usamos para empurrar a palhinha, mas para efeitos didácticos podemos basear os nossos resultados na percepção do irrequieto.
  • Primeiro estabeleçam qual é o objectivo:
  • Sempre com a mesma força, qual é a dupla objecto/palhinha que provoca um furo mais profundo?
  • Qual é a dupla objecto/palhinha mais fácil de perfurar? Aquela que precisa menos força para se obter resultados.
  • Qual é o tamanho de palhinha que perfura mais fundo?
  • ....
  • Para responder à vossa pergunta experimentem o seguinte:
  • Substituir a batata por outros materiais- gelatina, esferovite, maça, cebola, cenoura, barro, plasticina....
  • Utilizar palhinhas de vários tamanhos- escolham 3 ou 4 palhinhas iguais e cortem-nas de forma a terem tamanhos diferentes.
Nota:
Lembrem-se: Definir bem a pergunta inicial é essencial para o resto do processo;
Variem apenas uma coisa de cada vez;
Registem os vossos resultados no caderno de experiências;
Tentem imprimir sempre a mesma força na palhinha 

Et voilá!
A palhinha super forte!

Divirtam-se! 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Crípton, krypton, o elemento químico do Super Homem

Crípton na Tabela Periódica
Na tabela periódica o crípton tem o número atómico 36 e é um gás nobre, o que significa que aparece na coluna mais à direita. Já Krypton (o nome deste gás em Inglês) é o planeta natal do Super-Homem, que foi destruído mesmo antes de Jor-El enviar o filho Kal-El para a Terra.
Curiosamente o símbolo químico do gás nobre crípton, ou criptônio- em português do Brasil-, é Kr como as duas primeiras letras do nome do planeta de Kal-El. 

Características do crípton e sua utilização:
Este elemento químico apresenta-se naturalmente na atmosfera sob a forma gasosa e em concentrações muito baixas (1 parte por milhão, 1ppm). Como a sua concentração é muito baixa é muito difícil e muito caro extrai-lo da atmosfera, fazendo como que chegue ao mercado a preços muito altos.
O Crípton é muito utilizado na iluminação
O crípton quando é sujeito à passagem de corrente eléctrica brilha na cor branca e por isso o seu uso comercial mais comum é a iluminação. Alguns dos chamados sinais neon são na realidade tubos coloridos cheios de gás neon e gás cripton que brilha quando o gás passa de gasoso ao estado de plasma, pela acção da passagem de corrente. Este gás melhora substancialmente a qualidade da luz, tornando-a mais clara e mais brilhante, melhorando a eficiência dos tubos. Outra aplicação deste gás são os flashs de alta velocidade, devido à intensidade da luz que é emitida.

Quem e quando se descobriu o crípton?
Henry Cavendish, em 1785, registou a presença de um elemento químico na atmosfera  que não era nem Oxigénio nem Nitrogénio. Mas só em 1878 Sir William Ramsay e Morris Travers identificaram e descobriram o este gás nobre, juntamente com o néon e o xénon.
Sir William Ramsay
Ramsay e Travers batizaram este elemento químico com o nome de cripton palavra que deriva do grego "kryptos" que significa "escondido".
No estado gasoso este gás é incolor, inodoro. Quando em estado sólido cria cristais cúbicos, tal como todos os gases nobres e a sua assinatura espectral vai do verde ao vermelho.

Sir William Ramsay
Nasceu em 1852, em Glasgow, na Escócia, e faleceu em 1916 em High Wycombe, United Kingdom. Foi laureado com o Prémio Nobel da química pelo seu trabalho e descoberta dos gases inertes do ar, e pela sua determinação em colocá-los na Tabela Periódica.

Crípton, Krypton, Kryptonite e o Super-Homem:

Lex Luthor e a Kryptonite
Por muito Irrequietos que tentemos ser não existe uma ligação muito profunda entre o Planeta Crípton e o elemento químico crípton. Existem alguns pontos curiosos que poderão ter servido de ponto de partida para a criação do mito do homem extraterrestre que voa sob os céus de Metrópolis, e a quem chamam Super-Homem.

Então vejamos:
  • O elemento químico crípton é um gás nobre, a kryptonite (pedra fatal para o Super Homem) é apresentada no estado sólido;
  • A kryptonite é verde, crípton é branco no estado sólido;
  • O crípton encontra-se na atmosfera em concentrações tão baixas que não é, de todo, tóxico. A kryptonite aparece sempre sob a forma de pedra gigante.
O Héroi do Planeta Krypton
Mas existem alguns pontos de contacto entre a realidade e a ficção:
  • Crípton é cristalino no estado sólido, a Kryptonite também;
  • Crípton dá o nome ao planeta do Super-Homem, Krypton;
  • A Kryptonite é letal ao Super-Homem, o gás crípton quando em elevadas concentrações (muito elevadas) é asfixiante para os seres vivos;
  • O nome crípton vem do grego kryptos que significa escondido, que é como o planeta Krypton se encontra para os humanos, a mesma lógica se aplica à Kryptonite, é mantida escondida para protecção do Super-Homem.
Estou certa de que se procurarmos melhor encontraremos mais semelhanças e diferenças entre cripton, o Planeta Krypton e a Kryptonite.

Et voilá!
Esse herói que mora no imaginário de todos nós, afinal, saiu da tabela periódica.

Divirtam-se! 

Fontes:
http://www.ptable.com/
http://nautilus.fis.uc.pt
http://www.webelements.com
http://www.wisegeek.com

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O Jornal que parte réguas, um clássico da física


Um clássico da física em sala de aula! Com apenas duas ou três folhas de jornal e uma régua podemos observar a força da pressão atmosférica.

Precisamos de:
  • mesa,
  • régua fina, no mínimo com 30cm,
  • folhas de jornal, 3 ou 4.
Como fazer:
  1. Abram as folhas de jornal na mesa;
  2. Coloquem-nas umas em cima das outras, direitinhas, e encostadas ao bordo da mesa;
  3. Coloquem a régua entre as folhas e a mesa, ao centro das folhas, deixem cerca de 1/3 de fora;
  4. Apliquem uma pancada seca na régua, comecem com pouca força e vão aumentando a força de pancada para pancada. Eventualmente a régua irá partir, evitem esta situação ou terão de comprar nova régua, e eventualmente apanhar uma "reguada".
O que acontece?
A força aplicada na régua não é suficiente para levantar as folhas. Eventualmente poderão ter partido a régua.

Porquê?
A palavra chave desta demonstração é pressão.
O ar está por todo o lado e exerce força sobre tudo aquilo que "toca", essa força é a pressão atmosférica. A pressão atmosférica é, grosso modo, o peso que o ar exerce na superfície da Terra.
Existe uma camada de ar entre o jornal e a mesa, pode ser pouco mas ele está lá e existe, claro, o ar por cima do jornal.
Quando batemos na régua o jornal levanta ligeiramente e a pressão do ar por baixo do jornal "puxa" o ar para debaixo da folha de papel, exercendo uma força de cima para baixo. Esta força, se não fosse a camada de ar que está por cima do jornal, empurraria a folha para fora da mesa.
Quando o ar que é movido pela acção da régua que tenta empurrar o jornal para cima o ar que está por cima do jornal empurra o jornal para baixo, impedindo a régua de levantar. Agora reparem: a régua está 2/3 debaixo do jornal, é um instrumento de pouca espessura e está apoiado na mesa... Isto significa que se imprimirmos força suficiente na pancada seca que aplicamos na régua, esta irá partir.

Pressão que actua sobre o corpo humano

O ar que nos envolve exerce pressão sobre nós, tal como exerce pressão em tudo aquilo que existe. Esta pressão, ao nível do mar, é sensivelmente de 1kg por cada cm2, ou seja 1kgf/cm2 também chamada 1 atm (atmosfera) à medida que vamos subindo em altitude esta pressão vai diminuindo.

Podemos chegar a um valor aproximado, ainda que rudemente calculado, do valor da pressão que o ar exerce o nosso corpo. Na pesquisa que fizemos o valor aproximado da área exterior do corpo humano é de1m2, e já sabemos que a pressão ao nível do mar é sensivelmente 1kgf/cm2,

Então:

1kgf/cm2= 10 000 kgf/m2, o que é, nem mais nem menos, do que 10 Toneladas.

Então 10 toneladas é o peso que o ar exerce sobre um corpo de área exterior 1m2, de uma forma permanente. Porque não morremos esmagados? Porque a máquina maravilhosa que é o nosso corpo equilibra esta pressão que o ar exerce de fora para dentro, com uma pressão idêntica de dentro para fora, só assim é possível não sermos esmagados.

NOTA: Estes valor foram arredondados grosseiramente, para facilitar a visualização e cálculo.

O passo seguinte:
  1. Há jornais de vários tamanhos, repitam o ensaio utilizando folhas de jornal de vários tamanhos;
  2. Experimentem só com uma folha;
  3. Variem a secção de régua que deixam por debaixo do jornal (1/3; 2/3... 1/2, por exemplo);
  4. ... 
NOTA: 
  • Anotem todas as vossas observações e resultados no vosso caderno de experiências;
  • Variem apenas uma variável de cada vez;
  • Não partam do princípio que irão obter um resultado com determinado ensaio, esse é o primeiro bloqueador para o desenvolvimento do conhecimento
Fontes:
http://www.searadaciencia.ufc.br
http://quartzodeplasma.wordpress.com

Et voilá!
Incrível não é? O ar pesa! e pesa bem. 

Divirtam-se!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ar frio ar quente, movimentação do ar


Esta é uma experiência simples que se pode fazer quase em qualquer casa. apenas é necessário assegurar a presença de um adulto e uma porta numa sala aquecida.

Precisamos de:
  • uma porta,
  • uma sala aquecida, cuja porta dê acesso a uma zona mais fria,
  • uma vela,
  • uma boa dose de paciência.
Como fazer:
  1. Acendam a vela, deve ser o adulto a fazer isto;
  2. Segurem a vela na vertical;
  3. Aguardem alguns segundos, até a vela estar a queimar bem;
  4. Abram a porta, apenas um "bocadinho";
  5. Coloquem a vela o mais alto que conseguirem, junto à abertura da porta;
  6. Aguardem uns segundos;
  7. Observem e registem de que forma se mexe a chama;
  8. Coloquem a vela o mais baixo possível;
  9. Aguardem uns segundos;
  10. Observem e registem de que forma se mexe a chama.
O que acontece?
Quando seguram a vela "o mais em cima possível" a chama move-se "para fora" da sala aquecida, mas quando a seguram "o mais baixo possível" ela move-se no sentido contrário, "para dentro".

Porquê?



Já tivemos oportunidade de falar sobre o ar quente e o ar frio várias vezes. De uma forma grosseira, o ar quente é mas leve que o ar frio e quando uma sala é aquecida o ar quente que vai sendo aquecido sobe, obrigando o ar frio a descer.

É assim que funcionam os aquecimentos ao nível do solo, o aquecimento aquece o ar em redor, este sobe para a camada superior de ar da sala forçando o ar frio a descer, que por sua vez em contacto com o aquecimento é aquecido e sobe.... e assim sucessivamente até que todo o ar esteja aquecido. (Eventualmente o ar quente arrefece e volta a descer para ser aquecido).

Ora, no caso do nosso ensaio a sala onde estamos está aquecida (seja por aquecimento ou outro factor) a sala esta mais quente que o exterior. No passo seguinte abrimos a porta, (apenas uma "nesga"), o que vai acontecer é que o ar quente vai escapar da sala, é vulgar nestas ocasiões ouvir alguém dizer: "Fecha a porta que o calor foge". Na verdade o ar quente não "foge", apenas se desloca, devido a diferenças de pressão e temperatura, para a zona mais fria. O mesmo acontece com o ar frio, que também se desloca da mesma forma, ainda que em sentido contrário, de fora para dentro da sala.

A este movimento de ar quente/frio chamamos de corrente de ar, esta corrente de ar irá manter-se até que a temperatura dentro da sala seja a mesma do que no seu exterior, a menos, claro, que se feche e isole a porta.

Então o que indica o movimento da chama?
A direcção da chama indica o sentido em que o ar circula naquele ponto. Quanto mais em cima estiver mais o ar quente circula e a chama move-se para fora da sala quente. Quanto mais em baixo estiver a vela mais perto da zona de deslocação de ar frio está e a chama move-se para dentro da sala quente.

Uma casa mal isolada é por isso uma casa pouco eficiente em termos energéticos, normalmente gasta-se muita energia para manter a casa quente e o calor "perde-se" por falta de isolamento.

NOTA: 
  • Arranjem algum tipo de suporte para a vela de modo a evitar que a cera derretida vos possa queimar as mãos, não é uma grande queimadura mas é desconfortável. 
  • Quanto maior for a diferença de temperatura entre as duas salas melhor funciona.
  • Em alguns filmes de Hollywood este fenómeno é explorado. Muitas vezes o herói percebe que tem uma saída, para além da morte inevitável num gruta húmida e escura, porque a chama da sua tocha abana ao passar numa fenda na parede.

O passo seguinte:
  • Conseguem encontrar uma zona na abertura da porta onde a chama permaneça imóvel? Se acham que é possível, em que zona da porta estará localizado esse ponto? Porquê?
  • Não é possível? Porquê?
  • Verifica a tua teoria pela experimentação- com muita paciência.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O que é um furacão? Como se forma?


O Mentes Irrequietas recebeu dois emails de dois jovens irrequietos que queriam saber mais sobre os furacões. Joana, Miguel, aqui fica a explicação irrequieta:

"Mais de seis milhões de clientes sem energia segunda-feira, o furacão Sandy derrubou árvores, linhas de energia e alagou estações de metro. A tempestade levou a falhas de energia em pelo menos 17 estados dos EUA, incluindo mais de um milhão de clientes na Pensilvânia e em Nova Jersey, e cerca de 660.000 em Nova York. Cerca de quarto milhões de clientes perderam a energia em Manhattan depois de uma explosão estação na East 14th Street, esta explosão deixou quase toda a ilha a sul da 34th Street às escuras. Os funcionários da Con Edison chamaram falhas de energia "à maior interrupção de energia da nossa história provocada por uma tempestade."
in NYTimes website 

É assim que o NY Times faz um primeiro balanço geral da passagem do Furacão Sandy em território norte americano. Há ainda a acrescentar os mortos, só no Haiti já foram contabilizadas 52 vitimas mortais e 200.000 pessoas perderam o tecto (The Gardian online), na costa Leste dos EUA foram contabilizados 13 mortos, também o Canadá registou 1 vítima mortal.

Mas afinal o que é um furacão? Como se forma?

Os furacões são, de uma forma muito simplista, um cocktail muito bem misturado de ventos fracos constantes com águas quentes e calmas. Nesta altura do ano o Atlântico Norte junta estas variáveis da forma ideal para a ocorrência destes fenómenos, e por isso o local ideal para a formação de furacões.

Como se formam os furacões?

Um furacão aparece quando a água do mar é aquecida, em principio pelo Sol, causando o aquecimento da massa de ar imediatamente por cima da água. Este aquecimento provoca evaporação e consequente aumento da humidade. À medida que se vai subindo nas camadas de ar acima do nível da água a temperatura vai descendo, esta variação de temperatura provoca variações de pressão o que leva à formação do furacão.

A força do furacão depende da quantidade de calor libertado pela água. Este calor impulsiona a formação de uma tempestade que dependendo do calor libertado origina a formação de um furacão.

Aquecimento global e furacões

Ernani Nascimento, professor de Meteorologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, diz que atribuir a culpa pelo aumento do número e da força dos furacões ao aquecimento global é, ainda, muito prematuro. Segundo o professor ainda não existem dados ciêntificos suficientes para tirar esta conclusão, para além de que relatórios climáticos indicam que não é seguro afirmar que os furacões tenham aumentado de intensidade ou de frequência nos últimos 40 anos (altura em que se iniciaram os registos via satélite)- Dados IPCC ( Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas). No entanto, no Atlântico Norte, onde Sandy se originou, "aumentou o número de furacões, em particular os de maior envergadura".

Para Serge Planton, encarregado do grupo de pesquisas climáticas do serviço meteorológico francês Meteo France, "a complexidade do fenómeno - um furacão depende da temperatura da superfície do mar, mas também da estrutura dos ventos em todo o volume da atmosfera - não responde de forma linear, simples, ao aquecimento global".

Segundo o professor da UFSM o risco de ocorrer um furação na América do Sul é quase nulo, pois não estão reunidas as condições de temperatura nem de ventos necessárias para despoletar o processo.

Furacões, Tufões, Ciclones, Tempestades Ciclónicas, e Ciclones Tropicais

Segundo o instituto de meteorologia Português todos estes fenómenos são a mesma coisa e são designados, consoante a área geográfica de ocorrência, por:
  • Furacão (hurricane) no Oceano Atlântico Norte - Golfo do México, Caraíbas e na região Leste dos Estados Unidos;
  • Tufão no Oceano Pacífico Norte, na região Oeste dos Estados Unidos, Japão e China. Nas Filipinas são apelidados por baguios;
  • Ciclone tropical severo na região sudoeste do Oceano Pacífico, Austrália, Nova Zelândia, Indonésia, etc.; 
  • Tempestade ciclónica severa na região norte do Oceano Índico, Índia, Bangladesh, Paquistão, etc.;   
  • Ciclone tropical na região sudoeste do Oceano Índico, Madagáscar, Moçambique, Quénia, etc.
Fontes:
http://www.correio24horas.com.br
http://www.meteo.pt
http://learning.blogs.nytimes.com
http://www.nytimes.com/

Et voilá!

Divirtam-se!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Desafiando a força de gravidade- Truques de mágico


Este é mais um truque que pode fazer um sucesso numa festa de anos.
Não precisam de muita coisa apenas algum treino, as primeiras vezes que tentarem este truque faça-no num lava-loiça, numa banheira ou num local que possam molhar.

Precisamos de:
  • 1 copo de vidro, qualquer tamanho,
  • 1 pedaço de cartão vulgar, não precisa de ser muito grosso, pode ser cartolina,
  • água,
  • 1 disfarce de mágico,
  • 1 cadeira.
Como fazer:
  1. Peçam a um irrequieto que esteja a assistir ao truque para se sentar na cadeira;
  2. Encham o copo com água até "à beirinha";
  3. Digam umas palavras mágicas, só para impressionar;
  4. Informem a audiência que vão virar o copo ao contrário e não irá cair gota de água em cima do "voluntário";
  5. Coloquem o cartão por cima do copo;
  6. Num único movimento virem o copo ao contrário, mantendo  cartão imóvel e o conjunto por cima da cabeça do irrequieto voluntário;
  7. Mantenham o suspense um pouco mais, dizendo mais umas palavras impercéptiveis;
  8. Retirem a mão que segura o cartão;
  9. Terminem com um "tarammmmm".
O que acontece?
O irrequieto voluntário vai continuar seco. A água continua no copo.

Porquê?
O copo está cheio até cima, na verdade não é necessário para que o truque funcione mas dá mais suspense se o copo estiver bem cheio.
Já vimos em várias demonstrações irrequietas em que o ar ocupa espaço, este truque não é mais que o aproveitamento deste facto.

Quando colocamos a água no copo ele está cheio de ar, para que a água entre, o ar tem de sair.
Quando o copo está com água temos então: um copo cheio, parte com água e o restante com ar.

Numa segunda fase colocamos o cartão por cima, nada de importante nesta fase acontece, pois o cartão não veda o copo.

A verdadeira "magia" acontece quando viramos o copo. Depois de se virar o copo o cartão é "empurrado para cima" pelo ar que tenta entrar no copo e substituir a água. Já aqui vimos este fenómeno quando construímos um chuveiro com uma garrafa PET. Mas como o cartão está "aderente" ao copo por causa da água, esta não cai e o ar não consegue entrar.

Atenção: quando virarem o copo e se encontrarem no ponto 7 não pressionem o cartão, apenas criem a ilusão que o estão a segurar, se carregarem nele a "aderência" perde-se e o ar consegue entrar expulsando a água do copo e "splash!" lá se vai o voluntário.

Vejam aqui o filme:



Et voilá!
Não te esqueças da capa preta e a varinha!

Divirtam-se!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Porque que é que rebentam as garrafas no congelador

O fenómeno, apesar de simples de explicar e experimentar de forma controlada, é muito chato, principalmente quando pensamos que vamos beber qualquer coisa fresca e nos esquecemos dela o congelador.
O facto é que a garrafa não rebenta, de forma corrente e generalista dizemos "rebentou" mas na realidade o que acontece a maioria das vezes é que a carica, ou a abertura fácil, abrem/cedem/rebentam. Este facto é fácil de explicar se tivermos em conta que a parte mais "frágil" do conjunto todo é a carica, que é fabricada para saltar sem grande esforço.

Vejamos um teste relativamente simples de fazer.

Precisamos de:
  • água quente,
  • garrafa vazia, é mais simples se for de 33cl,
  • 1 bacia pequena,
  • 1 congelador,
  • 1 moeda, depende da largura do gargalo da vossa garrafa, tentem encontrar a melhor relação entre o tamanho da moeda e o gargalo, a moeda deve ser do tamanho do gargalo.
Como fazer:
  1. Coloque a garrafa vazia o congelador;
  2. Aguardem 1h, pelo menos;
  3. Retirem a garrafa do congelador;
  4. Molhem o gargalo "ao de leve";
  5. Encostem a moeda ao gargalo, ela deverá ficar presa;
  6. Coloquem novamente a garrafa no congelador por mais 60min;
  7. Enquanto esperam, fervam alguma água, suficiente para colocar na bacia e cobrir pelo menos 1/2 da garrafa;
  8. Encham a bacia com esta água quente;
  9. Retirem a garrafa do congelador;
  10. Agarrem a garrafa pelo gargalo e coloquem-a dentro da bacia com água.
O que acontece?
A moeda "salta" passados alguns segundos/minutos, depende do tamanho da garrafa e da moeda.
Pode acontecer também a moeda "cantar", isto é, em vez de saltar entra num movimento repetitivo de levantar e pousar no gargalo permitindo a saída do ar frio sem no entanto abandonar a sua posição.

Porquê?
Como já vimos aqui o ar expande quando é aquecido e retrai quando é arrefecido.

O que acontece é que quando colocamos a garrafa no congelado, todo o ar que está lá dentro, retrai, as moléculas de ar ficam mais juntas, a mesma massa ocupa menos espaço.

Quando introduzimos a carica (moeda) no sistema também esta "entra em equilíbrio" com a garrafa e sela o ar que está dentro dela, o gelo quando molhado "cola" a moeda ao gargalo.

Quando retiramos este conjunto do congelar e o colocamos na água quente há uma variação repentina de temperatura, o ar aquece abruptamente, as moléculas expandem, ocupam mais espaço, têm de se escapar por algum lado, e o lado mais fraco do sistema é  orifício tapado pela moeda.

É por isto que a moeda salta.
Quando as garrafas estão cheias o que acontece é que quando congelam aumentam de volume, porque a água aumenta de volume com a congelação, e a rolha/carica salta por ser a parte mais fraca.

Et voilá!
Não se esqueçam de garrafas no congelador.

Divirtam-se!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Propagação do som na água- Resposta ao leitor

A Matilde, de Estremoz, tem 10 anos e colocou-nos uma questão muito interessante:
 
"Olá,
Queria saber porque é que quando tomo banho de imersão e ponho a cabeça debaixo de água parece que oiço barulhos que cá fora não oiço, como o barulho do meu coração.
obrigada,
beijinhos"  

Olá Matilde, obrigada pela tua pergunta. Primeiro temos de saber o que é o som, aquilo que "se ouve".

O som não é mais que um conjunto de vibrações (que originam ondas sonoras) que se propagam até aos nossos ouvidos utilizando um meio, dependendo do meio a velocidade de propagação varia, mas já lá vamos, primeiro vamos ver o que é isto de vibrações, ondas e propagação.

Imagina que estás junto de um lago, de águas paradas, e atiras uma pedra para dentro de água, esta pedra vai desenhar um conjunto de círculos feitos de pequenas ondinhas, todos "dentro uns dos outros", que viajam para longe do centro, conforme a imagem. A tua pedrinha caiu no centro destes círculos. Nesta analogia o local onde caiu a pedrinha é a origem do som, por exemplo duas pedras a bater uma na outra, as ondinhas são as ondas sonoras, o afastarem-se do local onde a pedrinha caiu é aquilo a que chamamos propagação, e a água é o meio de propagação.



Como já vimos o som viaja a velocidades diferentes conforme o meio de propagação, quanto mais denso for o material mais depressa o som se propaga.

Dito de outra forma,
Quando se fala em materiais mais ou menos densos estamos a falar da proximidade das suas moléculas. O ar apresenta-se no estado gasoso, logo as suas moléculas estão mais dispersas, há mais espaço entre as moléculas; a água, no estado liquido, é mais densa que o ar, há menos espaço entre as moléculas; a madeira, por exemplo, é por sua vez mais densa que os dois primeiros e as suas moléculas encontram-se fortemente ligadas.

Se quiseres saber mais sobre densidade lê aqui outros artigos sobre o assunto.

A velocidade de propagação do som nestes três meios é a seguinte:
  • Ar- 340m/s
  • Água- 1500m/s
  • Madeira- 4200m/s
O ar é o meio mais comum de propagação do som mas também é o mais lento. Quando comparamos a velocidade do som no ar e na água podemos dizer que o som viaja quase 4,5 vezes mais rápido dentro de água, é por esta razão que os sons parecem mais altos debaixo de água.

O simples bater na banheira com a mão produz um som estrondoso quando se tem a cabeça debaixo de água.

Repara também que, quando te afastas do objecto onde o som tem origem, o som parece desvanecer, fica mais baixo, quando te aproximas o som parece aumentar, fica mais alto. Este fenómeno deve-se ao facto de que as ondas perdem "força" à medida que se propagam. Por isso os sons parecem mais altos dentro da banheira, à mesma distância da origem do som. Como o som viaja mais depressa dentro de água, as ondas chegam mais fortes ao nosso ouvido.

Podes ver mais sobre a propagação do som e as vibrações no artigo "Um telefone de lata muito divertido "

E é assim que funciona Matilde! Se tiveres mais questões envia-nos um email, o Mentes Irrequietas fará de tudo para responder.

Fontes:
Experiências simples, ISBN- 972-730-101-0
Experiências simples de física com materiais disponíveis, ISBN 972-25-1050-9

Et voilá!
Assim podes ouvir o bater do coração quando estás debaixo de água!

Divirtam-se!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Diferenças de pressão- Lata sugada

Esta demonstração requer um adulto por perto, e mesmo assim requer muito cuidado.


Precisamos de:
  • lata de metálica sumo/cerveja,
  • água,
  • gelo,
  • fogão,
  • tigela, onde caiba a lata,
  • 1 pinça comprida, pode ser daquelas de churrasco/lareira.
Como fazer:
  1. Coloquem 3 dedos de água na lata;
  2. Encham a tigela de água, não é preciso muita;
  3. Juntem os cubos de gelo;
  4. Segurem a lata com a pinça, segurem não apertem;
  5. Acendam o fogão;
  6. Mantenham a lata a aquecer até a água ferver;
  7. Deixem ferver durante 30-60 seg, deve ferver durante o máximo de tempo possível sem ficar sem água;
  8. Rapidamente retirem a lata do lume e invertam-na e mergulhem-na na tigela de água.
O que acontece?
As paredes da lata "abatem", deixando a lata "amarrotada".

Porquê?

Em primeiro lugar é necessário explicar que utilizamos uma lata de sumo nesta demonstração porque as paredes destes recipientes são muito finas e, consequentemente, facilmente cedem a diferenças de pressão.

Já o fizemos também com garrafas PET e balões, ainda que com métodos diferentes.
Quando fazemos ferver a água o vapor produzido é expelido pelo único orifício da lata, sendo um orifício pequeno só por si contribui para o facto do ar que sai da lata não ser rapidamente reposto, tal como acontece quando deixamos uma panela com água ao lume para fazer esparguete.

Quando a água aquece, a água transforma-se em vapor e expande, ao expandir é expulso da lata e com este movimento de massas de ar faz com que o ar frio que inicialmente estava dentro da lata seja expulso.

Em termos práticos passamos a ter menos moléculas a ocupar mais espaço.
Nestas condições quando se vira a lata sobre água fria selando a pequena abertura, a pressão do vapor desce rapidamente e a lata colapsa.

Em termos práticos podemos dizer que existiam poucas moléculas a ocupar muito espaço, quando a pressão baixa dentro da lata, continuamos a ter o mesmo número de moléculas mas estas vão ser obrigadas a ocupar menos espaço do que anteriormente, isto porque arrefecem (contraem). Quando o vapor contrai, a força do ar no exterior empurra as redes finas de alumínio para dentro e a lata colapsa.

Et voilá!
Cuidado com o lume!

Divirtam-se!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Um brinquedo simples- Principio de Bernoulli- 2

Utilizando um secador, uma bola de papel e um tubo de papel é possível demonstrar o principio de Bernoulli, como já aqui vimos, o que vos propomos hoje é uma demonstração diferente do mesmo princípio através da construção de um pequeno brinquedo, que na realidade não tem nada de especial e pode ser utilizado por qualquer pessoa dos 0 aos 100.

Em traços gerais o Teorema de Bernoulli fala-nos sobre o comportamento das massas de fluido quando se movimentam, relaciona a pressão, a velocidade e a elevação destes fluidos.

Uma aplicação bastante conhecida deste teorema é o efeito de "arrasto" quando dois carros seguem à mesma velocidade, um colado ao outro, nesta situação, o segundo carro está a gastar menos energia para ir à mesma velocidade do primeiro. É exactamente o mesmo que se passa quando numa prova de ciclismo vemos os atletas "coladinhos" nas rodas uns dos outros, o que vai atrás despende menos energia e vai à mesma velocidade que o primeiro.


Precisamos de:
  • uma bola de ping pong,
  • uma garrafa PET, aproveitem para reciclar/reutilizar mas se preferirem podem utilizar um funil,
  • tesoura.
Como fazer:
  1. Com a tesoura cortem o cimo da garrafa, a parte arredondada que está junto do gargalo;
  2. Guardem a parte de baixo da garrafa, pode ser vir para outras actividades;
  3. Coloquem a bola de ping pong lá dentro;
  4. Encham o pulmões de ar;
  5. Soprem pelo gargalo, quantas vezes quiserem.
NOTA: Depois de cortada a garrafa podem decora-la ao vosso gosto, fazendo do vosso novo brinquedo um exemplar único e super irrequieto.

O que acontece?
A bola rola junto do gargalo mas não sai do "copo" de plástico.

Porquê? 
Porque o ar que introduzimos no "copo" percorre o seu caminho encostado às paredes da bola, como mostra a figura, fazendo com que ela gire ao invés de subir.

Claro que se aplicarmos a pressão suficiente por baixo da bola de ping pong a bola vai acabar por sair do "copo", mas nenhum par de pulmões o  consegue fazer, por muito que queira.

A imagem mostra um brinquedo antigo que nos baseámos "para construir" o nosso e que se baseia neste fenómeno, Quem se lembra?



Deixo-vos com o video:



Et voilá!
Por muito que soprem ela não vai sair

Divirtam-se!

Dê uma olhadela

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