Quem passa por cá

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Vejam a lista de cientistas que estão no Mentes. UPDATE 07/01/2014

Projecto ENCERRADO Projecto II/2013- vida nocturna no meu jardim.
Vejam AQUI as CONCLUSÕES
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Brinquedos com ciência PAP DIY- Helicóptero de papel

Existem uma série de brinquedos utilizam e aplicam conceitos científicos simples, este é um deles. O helicóptero de papel é um destes brinquedos.
Este brinquedo proporciona, não só, algum tempo de brincadeira como desafia os irrequietos a re-construir e adaptar o modelo base para obter melhores resultados.

Precisamos de:
  • papel, várias espessuras;
  • lápis, ou caneta;
  • clips, médios,
  • tesoura, ou x-acto,
  • régua.
Acesso a:
  • impressora, facultativo.

Como fazer:
  1. Se tiverem acesso a uma impressora imprimam a template;
  2. Caso não tenham impressora desenhem a imagem numa folha, com a ajuda da régua, vão ter oportunidade de verificar que as medidas não têm, necessariamente, de ser as que aparecem na template;
  3. Recortem os rectângulos, os picotados são dobras, as linhas cheias são cortes de tesoura;
  4. Sigam as instruções de dobragem do PAP;
  5. Fixem o clip;
  6. Atirem a vossa construção ao ar, também podem subir ao cimo de umas escadas e deixar cair o modelo de papel;
  7. Observa o que acontece.

 O que acontece?
A construção de papel cai, girando sobre si mesma e suavemente, até ao chão.

Porquê?
Na verdade a construção que acabámos de fazer é uma simulação dos rotores de um helicóptero, por isso também pode ser denominado Rotor de papel. Quando o rotor cai, o ar empurra as lâminas para cima, forçando-as a dobrar um pouco para cima. Neste ponto, a resistência do material de que são feitas as lâminas força o restante ar a deslocar-se horizontalmente, e a empurrar o "corpo" do rotor. Observem a imagem, nela podem observar o esquema de forças.

Com duas forças a empurrar cada uma das lâminas para cima, e duas forças a empurrar o corpo do rotor horizontalmente e para lados opostos o brinquedo cai, suavemente e a girar.

O passo seguinte:

Existem inúmeras perguntas que podes fazer a partir deste ponto.
  • Lancem o rotor ao ar, observem para que lado giram as lâminas, é no sentido horário ou anti-horário? Agora dobrem as lâminas no sentido contrário, lancem novamente o brinquedo ao ar, para que lado ele gira?
  • Desenhem com a ajuda da régua rotores idênticos à template mas com relacções diferentes entre os diferentes elementos (lâminas, corpo, cauda).
    • No exemplo que utilizámos as lâminas são do mesmo tamanho da cauda, e se forem mais pequenas? e se forem maiores? Cai mais depressa? Cai mais lentamente? Gira mais devagar?
    • Façam variar a altura do corpo do brinquedo, se for mais pequeno o que acontece? e se for maior?
  • Em vez de um clip, utilizem um objecto mais pesado, podes utilizar o clip para o prender... (por exemplo podes utilizar chaves, de vários tamanhos/pesos). Ou simplesmente utiliza mais do que um clip. Com mais peso, como se comporta o brinquedo?



Estas são apenas algumas das perguntas que podem tentar responder mas o Mentes Irrequietas tem certeza de existem outras perguntas que podem ser feitas.
Utilizem um cronometro, não se esqueçam de registar tudo no  caderno de apontamentos, não variem mais do que um elemento de cada vez e divirtam-se.


Et Voilá!
Brinquedos de papel

Divirtam-se!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Corações de leite- Plástico de caseína

Hoje vamos fazer um plástico muito divertido. Este plástico pode ser utilizado para fazer muitas coisas como transformar leite em prendas variadas, decoradas com amor e pintadas por irrequietos criativos.

Precisamos de:
  • Filtro ou pano de algodão velho,
  • Funil, não é essencial mas ajuda,
  • Recipiente resistente ao calor, caso usem o funil este deve conseguir ser apoiado no recipiente
  • 500ml de leite,
  • 50ml de vinagre,
  • Panela,
  • Prato fundo,
  • Faca.
Acesso a:
  • fogão, cuidado com as mãos, pede a um adulto que trate desta fase.
Como fazer:
  1. Aqueçam o meio litro de leite numa panela, não o deixem ferver;
  2. Desliguem o lume;
  3. Vertam os 50ml de vinagre para a panela, devagar para não pingar;
  4. Com cuidado mexam a solução resultante, o leite vai "talhar", ficar em forma de flocos;
  5. Filtrem a mistura heterogénea para outro recipiente, de maneira a obteres a caseína o mais pura possível (usa o funil e um filtro de papel);
  6. Deixem filtrar bem a solução, isto pode demorar muito tempo, vejam no fim deste "procedimento" como acelerar este processo;
  7. Raspem a parte sólida para um prato fundo com a ajuda de uma colher;
  8. Com as mãos lavadas empurrem este "barro" para dentro do molde, comprimam bem!
  9. Deixem secar, pode demorar muitos dias, depende da altura do molde que escolheram.
  10. No final podem pintar com tintas normais.

Opções para acelerar o processo: 
Podem colocar um pano de algodão no funil e verter a solução para o funil, em seguida agarrem as pontas do pano, com cuidado para não entornar o líquido, e espremam/torçam o pano, de forma a expulsar todo o líquido e ficar só com a parte sólida.

Nota:
Porque a ciência tem destas coisas, os imprevistos acontecem e os corações dos irrequietos cá de casa foram comidos pelos pássaros antes de secarem... repetimos o ensaio e quando estiverem secos mostramos aqui o resultado final.

O que acontece?
  • Quando adicionámos o vinagre ao leite quente verificámos a formação de flocos brancos no leite. 
  • Utilizando o filtro/pano de algodão conseguimos separar, com sucesso, a fase líquida da fase sólida do leite flocolado.
  • Esta massa sólida é altamente moldável e quando seca torna-se num material bastante rígido.
Porquê?
Porque o vinagre faz com que o leite se separe num líquido e uma massa sólida (esta massa é composta de gordura, minerais e caseína).
Porquê?
É uma simples reacção ácido/base. O ácido (ácido acético ou vinagre) reage com a caseína do leite (base) formando uma polímero que precipita.
Como é formado esse polímero? 
A caseína é uma proteína, esta proteína está toda dobrada sobre si mesma,- imaginem um novelo de lã fortemente apertado-, quando é aquecida e misturada com um ácido como o vinagre, ela desdobra-se e rearranja-se, ou seja, imaginem que as moléculas de caseína se partem e formam uma longa corrente, a esta corrente chamamos polímero. É este polímero que precipita.
E o que é um polímero? 
É uma longa corrente de moléculas em que cada elo da corrente é um molécula (ou conjunto de moléculas) a que chamamos monómeros. Estes monómeros organizam-se nessa cadeia num padrão repetitivo, como na imagem.
Assim...
Depois da filtragem, a substância branca que fica no filtro/pano está pronta a ser moldada e pintada depois de seca.

O que é a caseína?O leite é uma combinação de diversos elementos sólidos em água. Os elementos sólidos representam aproximadamente 12 a 13% do leite e a água, aproximadamente 87%. Os principais elementos sólidos do leite são lipídios (gordura), carboidratos, proteínas, sais minerais e vitaminas.
A caseína é o componente principal da proteína láctea- ou seja, é a proteína presente em maior quantidade no leite. A principal característica desta proteína é ser uma fosfoproteína, cuja hidrólise produz além de aminoácidos, o ácido fosfórico. 2,6% do leite inteiro é caseína.
As micelas de caseína e os glóbulos de gordura são responsáveis pela maior parte das características físicas (estrutura e cor) encontradas nos produtos lácteos.

Utilização de caseína como plástico:
Aspecto do leite depois de
adicionar o vinagre
Ora bem, a caseína é composta de moléculas que podem dobrar até que secam e endurecem, formando um plástico.
Historicamente a caseína tem vindo a ser utilizada como plástico desde há milhares de anos, tendo sido bastante popular na primeira metade do século XX. Nesta altura esta proteína era largamente utilizada como matéria prima para fabrico de botões, fivelas, contas e outras bijutarias. Hoje utilizamos derivados do petróleo para estas funções.
Apesar da caseína poder ser moldada com sucesso em condições de pressão e temperatura normais, não produz um material suficientemente estável para utilização industrial antes de ser mergulhado em formol, o que torna este plástico "pouco prático" industrialmente. Têm sido conduzidos alguns estudos científicos sobre a utilização deste plástico natural, de forma a transforma-lo numa matéria prima mais apetecível.

Podem, e devem, ir um pouco mais longe:
Esta é uma demonstração,podem facilmente transformá-la num projecto para uma feira de ciências ou numa experiência, heis algumas sugestões:
  • Repitam o procedimento fazendo variar a relacçao leite:vinagre, ou seja, será que 500ml de leite para 50ml de vinagre é a relacção ideal para a precipitação da totalidade da caseína presente no leite que estão a utilizar? Utiliza uma balança para pesar a quantidade final de caseína extraída.
  • Utilizem outras marcas de leite;
  • Utilizem leite magro, gordo e meio gordo, existe alguma relacção entre a gordura do leite e a quantidade de caseína?
  • Leite de vaca, de ovelha, de cabra... como varia a quantidade de caseína no leite de espécie para espécie?
  • O leite de soja comporta-se da mesma forma? Porquê? 
  • A temperatura influencia a quantidade de caseína extraída do leite?
  • ....
As possibilidades de explorar este procedimento como experiência e até transformá-lo num projecto são imensas.
A variável depende de como constroem a hipótese e a pergunta! Por isso é muito importante que isso esteja muito claro antes de começarem.

ATENÇÃO:
Anotem tudo no vosso caderno de registos (pesos, volumes, temperaturas, etc).
Variem só uma variável de cada vez! (variáveis possíveis: marca do leite, teor de gordura, origem do leite, temperatura de aquecimento, relacção leite:vinagre... etc)

Fontes:
http://www.sciencebuddies.org
http://www.plastiquarian.com
http://www.enq.ufsc.br/disci/eqa5216/material_didatico/componentes_do_leite.htm
http://www.shipibonation.org/como-fazer-plastico-e-criar-pequenos-brinquedos.html
http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia8/AG01/arvore/AG01_128_21720039243.html
The language of Biotechnology a dictionary of terms- ISBN 0-8412-2982-1

Et voilá!
Não deixem as vossas esculturas ao ar livre a secar... os pássaros comeram os primeiros corações que fizemos! 

Divirtam-se!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Projecto II/2013 - Vida Nocturna no meu jardim - Resultados, Pistas para conclusões

Projecto II/2013 - Vida Nocturna no meu jardim

Resultados, Pistas para conclusões

Os jardins são cheios de vida que muitas vezes nos passa ao lado, porque não estamos 24 sobre 24 a olhar para ele, porque olhamos em vez de ver, ou simplesmente porque muito se passa longe dos nossos olhos.
O objectivo deste ensaio era montar uma armadilha para animais nocturnos, com o decorrer do ensaio passámos a chamar-lhe armadilha/abrigo isto porque os animais na realidade não eram capturados mas sim se abrigavam debaixo da nossa casca de laranja.

O nosso plano era montar uma armadilha/abrigo com cascas de laranja, foi o que fizémos, colocando 4 cascas de laranja em 4 locais distintos do jardim, na expectativa de encontrar animais diferentes, Na realidade o que conseguimos foi observar os mesmos animais mas em número diferente (ou seja houve zonas em que eram muito poucos e outras em que havia mais).



Antes de passarmos às conclusões é importante dizer que, depois de um pouco de pesquisa, concluímos que as espécies que foram registadas como "parecidos" com bichos da conta eram na realidade bichos da conta, mas de um espécie diferente daqueles que vemos mais amiúde.

Pela visualização das tabelas pode-se dizer que:


  • De manhã, pelas 9h
      • Os abrigos/armadilhas estavam povoados por bichos da conta e bichos semelhantes, bichos que, mesmo sem conhecer exactamente os seus hábitos, podemos dizer que não se incomodam particularmente com a luz do Sol. 
      • Em p4 existiam 3 animais mais pequenos que não conseguimos identificar.
      • Não se conseguiram observar lesmas mas pudemos constatar, através dos seus rastos, que elas lá estiveram durante a noite.
      • Registámos um total de 16 animais de 2 tipos.

  • Ao anoitecer, pelas 20h45min,
      • Existiam lesmas nos abrigos,
      • p2 foi o único abrigo onde não foi possível observar lesmas,
      • Existiam aranhas em p1,
      • Registámos um total de 14 animais de 3 tipos.

Porque é que:
  1. ...não se observaram lesmas de manhã? porque o Sol já ia alto, no Verão nasce muito cedo, provavelmente se tivéssemos observado os abrigos às 6.30am haveria lesmas nos abrigos.
  2. ...não se observaram as mesmas espécies em todos os abrigos? Porque nem todas as zonas do jardim têm os mesmos habitantes. Umas são mais secas, outras mais expostas, umas têm relva, outras flores....
  3. ...foi possível observar as lesmas nos abrigos às 20.45pm? Porque o Sol já tinha ou estava prestes a por-se e é nesta altura que as lesmas saem para comer, quando a temperatura baixa e a humidade aumenta.
  4. ... usámos uma casca de laranja? Porque tem uma forma côncava ideal para fazer uma casinha para os animais. Tem uma casca grossa que permite algum isolamento do exterior e a sua parte interior pode constituir alimento para os animais que aí encontrámos.
NOTA: Um dado importante, no dia das leituras o nascer do Sol registou-se pelas 6,30am o por do Sol pelas 20.40pm

Voltando atrás às perguntas iniciais:
  1. Consigo capturar animais nocturnos no meu jardim? Sim consigo.
  2. Que animais nocturnos existem no meu jardim? Sim, pelo menos lesmas e bichos da conta.
Um pouco de informação:

Lesmas
As lesmas são maioritariamente constituídas por água, por isso não suportam o Sol e têm de se alimentar à noite. Se forem expostas ao sol ou a condições ambientais muito secas perdem a água para o exterior (desidratação), se forem colocadas, por exemplo, em cima de qualquer material que absorva a água, estes animais desidratam.
Estes animais são classificados como moluscos e considerados prejudiciais às culturas. Existem muitas espécies de lesmas, algumas delas aquáticas.
Ao contrário do que muitas crianças pensam, uma lesma não é um caracol sem casca. :)

Bicho da conta:
Segundo a bibliografia consultada existem mais de 3600 espécies de bichos da conta.
Geralmente alimentam-se de noite e são considerados pragas para os agricultores.
Os bichos da conta são da família de animais a que geralmente chamamos crustáceos.

Et voilá!
Um mundo diferente povoado por criaturas nocturnas.

Divirtam-se!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Projecto II/2013 - vida noturna no meu jardim- Observação da tarde


Esta informação é parte integrante do Projecto II/2013 - vida noturna no meu jardim
 

PROJECTO EM CURSO
ÚLTIMO UPDATE 31/07/2013- 22h GMT

RESULTADOS PISTAS E CONCLUSÕES- 01/08 A 08/08

O ensaio encontra-se encerrado e nos próximos dias iremos realizar a análise dos resultados


Observação ao anoitecer (cerca das 21h)

Observação ao anoitecer (cerca das 21h)
Observação ao anoitecer (cerca das 21h)

Observação ao anoitecer (cerca das 21h)

Et voilá!
Durante esta semana fazemos o balanço deste segundo ensaio!

Divirtam-se!

Até já

Projecto II/2013 - vida noturna no meu jardim- Observação da manhã

Esta informação é parte integrante do Projecto II/2013 - vida noturna no meu jardim
 

PROJECTO EM CURSO

PRÓXIMO UPDATE  PREVISIVELMENTE 31/07/2013 ATÉ ÀS 21H GMT


Observação de manhã (cerca das 9h)

Observação de manhã (cerca das 9h)

Observação de manhã (cerca das 9h)

Observação de manhã (cerca das 9h)




Et voilá!
Logo ao anoitecer espreitamos outra vez!

Divirtam-se!

Até já

terça-feira, 30 de julho de 2013

Projecto II/2013 - vida noturna no meu jardim- Esquema e Montagem

Esta informação é parte integrante do Projecto II/2013 - vida noturna no meu jardim
 

PROJECTO EM CURSO

PRÓXIMO UPDATE  31/07/2013 11.30H GMT




Esquema de montagem

Nota: Depois de separar a polpa e a casca... comam a polpa para não desperdiçar

Tabela de registo:



Posicionar as cascas:





Et voilá!
Amanhã de manhã vamos dar uma espreitadela!

Divirtam-se!

Até já

Projecto II/2013 - vida noturna no meu jardim

Esta informação é parte integrante do Projecto II/2013 - vida noturna no meu jardim
 

PROJECTO EM CURSO

PRÓXIMO UPDATE  30/07/2013 20-21H GMT


NOTAS:
  • Pede a um adulto que te ajude, as facas são perigosas.
  • Inicia a experiência ao fim da tarde.
TEMPO ESTIMADO: 24horas

Constatação:
Há animais nocturnos.

Perguntas:
Consigo capturar animais nocturnos no meu jardim?
Que animais nocturnos existem no meu jardim?

Plano:
Montar uma armadilha para os animais nocturnos.

Bases:
Há animais que procuram comida quando a temperatura desce, a humidade aumenta e a falta de luz proporciona uma camuflagem óptima para os predadores. Quando é que temos um cocktail perfeito destas três variáveis? à noite!
Existem alguns animais que não são visíveis de dia, precisamente por causa das condições de temperatura e humidade, mas que à noite invadem a superfície para se alimentar, é o caso da lesma.

Experiência:
  • Precisamos de:
  • Laranjas (2)
  • Faca (1)
  • Tábua de corte (1)
  • Papel e caneta (1)
  • Acesso a:
  • Jardim
  • Como fazer:
  • Cortem as laranjas ao meio.
  • Com os dedos, com jeitinho, retirem a polpa da laranja deixando só a parte branca na casca.
  • Coloquem as cascas no jardim, sobre a terra, com a parte côncava virada para baixo, escolham 4 zonas distintas do jardim uma para cada casca.*
  • Registem a hora. 
*Podem colocar 2 pedrinhas por baixo da casca para a elevar do solo e os animais terem espaço para entrar

Et voilá!
Vamos esperar pela noitinha para começar!

Divirtam-se!

Até já

terça-feira, 16 de julho de 2013

Projecto I/2013 - fungos, fruta, luz e temperatura - Resultados, Pistas para conclusões

 Esta informação é parte integrante do Projecto I/2013 - fungos, fruta, luz e temperatura

Projecto I/2013 - fungos, fruta, luz e temperatura

Resultados, Pistas para conclusões

Isto sabemos (por consulta):
cogumelo
Os seres vivos dividem-se actualmente em 5 reinos: O reino animal, o vegetal, o protista, o monera (ou das bactérias) e os fungos. Os bolores estão classificados como fungos, outros fungos que possas conhecer são por exemplo os cogumelos.

Os fungos podem ser tão úteis ao Homem como prejudiciais. Eles podem fazer parte da alimentação, como os cogumelos, podem ser úteis na produção de fármacos, como a penicilina, ou pelo contrário, podem ser bastante prejudiciais à saúde, como o bolor.

Fungo
A maioria dos fungos habitualmente cresce a temperaturas compreendidas entre 20 e 30°C e, contrariamente ao que se pensa, o crescimento de algumas espécies é acelerado pela luz, sendo esta essencial para a reprodução destes organismos. No entanto, atenção! A luz directa actua como fungicida, devido aos raios ultravioletas. Estando as condições reunidas para o crescimento destes organismos os fungos precisam de cerca de, regra geral, 7 a 15 dias de incubação.

Quando montámos a nossa experiência tivemos alguns cuidados:
  • Ferver metade dos frascos. Esta fervura eliminou parte dos microorganismos existentes nos frascos. No entanto esta fervura não funcionou como uma verdadeira esterilização do frasco. Porquê? Porque não temos disponivel em casa o equipamento necessário para efectuar esse processo com sucesso. Basta observar o tempo que o frasco ficou fora da água enquanto colocávamos a fruta dentro dele. No entanto podemos seguramente afirmar que os frascos fervidos tinham substancialmente menos agentes contaminantes que os não fervidos.
  • Escolher frascos iguais para ferver e para não ferver. Este é um pormenor puramente de logística que facilita a observação dos frascos.
  • Cortar a fruta em gomos, o que de certa forma faz com que os resultados do ensaio não sejam verdadeiramente correspondentes à realidade, já que a pele da fruta é uma barreira natural à instalação de bactérias e fungos na fruta. Expor a polpa da fruta também proporciona um outro fenómeno, a oxidação. Este fenómeno também favorece o desenvolvimento de microorganismos.
  • Deixámos uma nota: "Nunca abras os frascos". De uma forma simples, não é agradável sentir o cheiro destes organismos depois de tanto tempo fechados no frasco.
Imagem de microscopia de varredura eletrônica (cores adicionadas) de micélio fúngico com as hifas (verde), esporângio (laranja) e esporos (azul), Penicillium sp. (aumento de 1560 x).

Colocando as imagens umas ao lado das outras pode ser mais simples de entender o que aconteceu:

Frasco fervido, à luz, à temp. ambiente- Aos 8 dias a maçã começou a mostrar sinais de maceração. Nunca chegou a mostrar sinais visíveis de bolor, no entanto às 3 semanas estava completamente macerada (oxidada)
Frasco não fervido, à luz, à temp. ambiente- A maçã começou a mostrar ténues sinais de oxidação logo após 24h. 6 dias após o inicio da observação a maçã neste frasco já mostrava sinais forte oxidação junto ao caroço. Em 3 semanas não foi possível observar a olho nu nenhum fungo/bolor.
Frasco fervido, sem luz, à temp. ambiente- Entre os 8 e os 12 dias de observação houve uma mudança radical no estado da maçã. Nestes 4 dias a fruta oxidou e apareceram bolores junto à linha de casca e junto ao caroço. Aos 15 dias estas manchas de oxidação estavam substancialmente maiores e na última observação a fruta estava completamente coberta e com pelo menos 6 pontos de bolor.
Frasco não fervido, sem luz, à temp. ambiente- Esta foi a maçã que oxidou mais depressa e mais extensivamente. Às 24h já era bem visível o princípio da degradação. Ao fim de 6 dias foi possível observar os primeiros pontos de bolor, junto ao caroço. Os pontos de bolor foram aumentando em número e tamanho e no final das 3 semanas a maçã estava coberta por manchas de bolor e muito oxidada (mais bolores que a maçã em B)
Frasco fervido, sem luz, no frigorífico- Ao fim de 3 semanas a maçã neste frasco apresenta um aspecto desidratado mas sem manchas de oxidação nem bolores
Frasco não fervido, sem luz, no frigorífico- Aos 15 dias mostra sinais de oxidação, entre os 15 dias e as 3 semanas a maçã oxidou completamente e apareceram bolores em 3 pontos distintos,

Conclusões:
A Oxidação parece anteceder a chegada dos fungos/bolores, na realidade, pela informação consultada a oxidação ou a presença de "hematomas e perfurações" na maçã oferecem um caminho mais rápido para que o mofo e os fungos se instalem nas frutas.

Apesar de não termos conseguido controlar convenientemente as condições ambientais de cada frasco conseguimos perceber e observar que estas influenciam a deterioração da maçã:
Apesar do frio retardar a degradação da maçã não evita o seu apodrecimento após um longo período, (as nossa maçã ao fim de 15 dias apresentou sinais de oxidação, abrindo assim o caminho para a instalação de fungos).
 
A temperatura e a luz. Apesar de estarem expostos à luz, os frascos A e A1 não chegaram a mostrar sinais de presença de bolor, pelo menos até às três semanas, mostrando apenas uma forte oxidação. Já os frascos B e B1, colocados no escuro favoreceram a instalação de bolores ao fim de 15 (B) e 6 dias (B1). Fica por apurar no entanto se este facto se deve à ausência de luz, ou à temperatura mais elevada (ainda pouco mais)  no "local sem luz" que escolhemos para colocar os frascos.
Seria necessário realizar um novo ensaio em que se conseguisse controlar verdadeiramente a temperatura no local "com luz" e no local "escuro" para que pudéssemos responder à pergunta: "A luz acelera o apodrecimento da maçã?".

Constatámos que, estando as condições reunidas para o crescimento destes organismos (humidade, luz e temperatura) os bolores que se desenvolveram na maçã precisaram de cerca de  6 (frasco B1) e 8/12 dias (frasco B) para serem visíveis a olho nu (a esse período chama-se incubação).

Recuperando o primeiro dia do ensaio:

Perguntas:

  • A luz influencia a formação de bolores na fruta? Não conseguimos com sucesso responder a esta questão, seria necessário controlar o binómio luz/temperatura.
  • A temperatura influencia a formação de bolores na fruta? Sim. A maçã em C1 só apresentou bolores visíveis entre as 2 e as 3 semanas, já as maçãs do frasco B (aquele em que a temperatura ambiente era mais elevada) apresentaram bolores aos 6 e 15 dias. Fica por explicar porque razão os frascos A e A1 não apresentaram bolores ao fim de 3 semanas (já que a temperatura em A era o meio termo de C e B). Poderá estar relacionado com a quantidade de água nos frascos (humidade).
Hipótese:
  • Talvez a fruta dure mais tempo se estiver num local sem luz e/ou frio. Não conseguimos avaliar a 100% a veracidade da nossa hipótese, seria necessário planear um novo ensaio de forma a controlar de forma efectiva a temperatura.
Problemas registados:
Identificar possiveis problemas num ensaio é essencial para que se possam corrigir no próximo e proceder a uma análise de dados eficiente:
  • Entre as duas últimas observações decorreu mais tempo que o desejado;
  • Os frascos deveriam ter sido secos, e só depois ter sido lá colocada a fruta com uma quantidade de água igual em todos os frascos;
  • Para efeitos de registo fotográfico dever-se-ia ter utilizado sempre a mesma máquina, ângulo e luz;
  • Deveríamos ter controlado e monitorizado a temperatura.
Fontes:
http://www.ebah.com.br
http://www.enq.ufsc.br/labs/probio/disc_eng_bioq/trabalhos_pos2003/const_microorg/fungos.htm 
http://www.ehow.com.br/causa-apodrecimento-maca-lista_66880/ 
Kitchen Science - Chris Maynard, DK Limited, 2001, ISBN 0-7513-6253-0 

Et voilá!
Este foi o primeiro de muitos projectos

Divirtam-se!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Encerramento- Projecto I/2013 - fungos, fruta, luz e temperatura- Observação 3 semanas

 Esta informação é parte integrante do Projecto I/2013 - fungos, fruta, luz e temperatura

PROJECTO EM CURSO
ÚLTIMO UPDATE 28/06/2013 (Dados de 27 às 22h GMT

COMPILAÇÃO DE RESULTADOS- 28/06 A 1/07

O ensaio encontra-se encerrado e nos próximos dias iremos realizar a leitura dos dados obtidos. 

A observação diz respeito ao dia 27/06, 3 semanas dias após o início do ensaio fotografámos e observámos os frascos:



Observações:
com excepção da maçã em A1 e C que estão iguais todas as maçãs apresentam grande evolução no apodrecimento.
A maçã em C1 é aquela que é mais notória, passa de um estado sem fungos visíveis, e apenas com algumas manchas, para um estado  com 3 zonas de fungos visíveis e bastante desenvolvidos.
Em B e B1 as maçãs apresentam-se totalmente cobertas de fungos.
A maça do frasco A não apresenta fungos visíveis mas está totalmente macerada.



Os resultados na tabela dizem respeito à comparação do estado das maçãs às 3 semanas com o observado aos 15 dias.

O ensaio encontra-se encerrado e nos próximos dias iremos realizar a leitura dos dados obtidos. 


Et voilá!
Até já

Divirtam-se!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Projecto I/2013 - fungos, fruta, luz e temperatura- Observação 15 dias

 Esta informação é parte integrante do Projecto I/2013 - fungos, fruta, luz e temperatura

PROJECTO EM CURSO
ÚLTIMO UPDATE 21/06/2013 (Dados de 20 às 22h GMT)
PRÓXIMO UPDATE  PREVISIVELMENTE A 24/06/2013 À NOITE

A observação diz respeito ao dia 20/06, 15 dias após o início do ensaio fotografámos e observámos os frascos:

Por razões de ordem técnica não foi possível fotografas as maçãs aos 15 dias. 

Observações:
A maçã do frasco A está mais escura, em comparação com a última observação A1 não apresenta alterações.
As maçãs dos frascos C não apresenta alteração, já em C1 a maçã está mais escura mas de forma homogénea.As maçãs em B e B1 deixaram de ter 2 e 5 manchas respectivamente para passarem a ter apenas uma cada uma, ainda que o aspecto das duas sejam diferentes.



Os resultados na tabela dizem respeito à comparação do estado das maçãs aos 15 dias com o observado aos 12 dias.

Et voilá!
Até já

Divirtam-se!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Projecto I/2013 - fungos, fruta, luz e temperatura- Observação 12 dias

 Esta informação é parte integrante do Projecto I/2013 - fungos, fruta, luz e temperatura

PROJECTO EM CURSO
ÚLTIMO UPDATE 18/06/2013 (Dados de 17 às 22h GMT)
PRÓXIMO UPDATE  PREVISIVELMENTE A 19/06/2013 À NOITE

A observação diz respeito ao dia 17/06, 12 dias após o início do ensaio fotografámos e observámos os frascos:


Observações:
A maçã do frasco A está completamente "macerada" em toda a sua superfície.
As maçãs dos frascos C e C1 continuam a parecer mais secas, em relação ao último registo.
A maçã em A1está homogeneamente mais escura mas sem evolução "nos pontos pretos".
A maçã em B está definitivamente mais escura e apresenta sinais de apodrecimento em várias zonas (não só junto ao caroço como aos 6 dias), esta maçã apresenta dois pontos de bolor: junto à casca e a meio, junto ao caroço.
A maçã em B1 continua com 5 zonas distintas de bolor, mas com um aspecto muito mais "macerado" e os 5 pontos de bolor são maiores, em área..
As maçãs B e B1 parecem inchadas.


Os resultados na tabela dizem respeito à comparação do estado das maçãs aos 12 dias com o observado aos 8 dias.

Et voilá!
Até já

Divirtam-se!

Dê uma olhadela

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