Quem passa por cá

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Vejam a lista de cientistas que estão no Mentes. UPDATE 07/01/2014

Projecto ENCERRADO Projecto II/2013- vida nocturna no meu jardim.
Vejam AQUI as CONCLUSÕES
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domingo, 8 de junho de 2014

Francis Crick- Prémio Nobel da Madecina- Morreu faz hoje 10 anos

Francis Harry Compton Crick nasceu em 8 de junho de 1916, em Northampton, Inglaterra, e veio a falecer em San Diego, Califórnia nos Estados Unidos a 28 de julho de 2004.
Este cientista viu os seus estudos interrompidos pela eclosão da guerra de 1939, altura em que começou a trabalhar para a marinha britânica. Em 1947, no rescaldo da guerra, Crick deixou a marinha para estudar biologia. Em 1962 Francis Crick foi galardoado com o Prémio Nobel da fisiologia ou Medicina juntamente com os seus colegas James Watson e Maurice Wilkins, pelas suas descobertas relativamente à estrutura molecular dos ácidos nucleicos e a sua importância na transferência de informação nos seres vivos.

Et voilá!
Divirtam-se!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Mary Anning- A maior caçadora de fosseis que jamais se conheceu

Retrato de Mary Anning
A 21 de Maio de 1799 nascia em Lyme Regis, Dorset, Inglaterra, aquela que viria a ser um dos maiores vultos da Paleontologia: Mary Anning.





A infância e juventude de Mary está coberta e envolta em mistério. Tantas são as histórias que se contam que muitas delas poderão nem sequer ser verdade.

Mary Anning era oriunda de uma família pobre, filha de Richard Anning e Mary Moore, contava apenas com um irmão, Joseph, apesar do casal ter tido 10 filhos.
Conta-se, que quando ainda era criança, com cerca de 1 ano, foi atingida, ela e mais três irmãos, por um raio. Os irmãos terão sucumbido ao fatal acidente mas Mary terá visto as suas capacidades cognitivas e intelectuais melhoradas pelo incidente. Conta-se que o raio terá feito de Anning um criança brilhante e observadora.
O pai de Mary Anning, Richard Anning, foi um dos principais responsáveis pela paixão da filha. Richard era carpinteiro mas na sua oficina ensinou-a a limpar e tratar os fosseis que iam encontrando e depois vendiam na sua loja.
Mary tinha apenas 11 anos quando o pai morreu, deixando a família numa posição económica muito delicada. Anning procurou sustento mas o pouco que ganhava tinha de ser complementado por algum rendimento extra. Mary Anning lembrou-se dos ensinamentos do seu pai e de como tinha "muito bom olho para os fosseis", e foi precisamente aí, aos fosseis, que Mary foi buscar algum dinheiro para se sustentar. Os penhascos e toda a zona costeira de Lyme são ricos em belemnites e amonites e, ocasionalmente, répteis e peixes, depositadas pelas marés desde há 200 milhões de anos. esta actividade não era, no entanto, uma tarefa fácil, apesar das ondas do mar e alguns deslizamentos de terra exporem constantemente novos fosseis, as enxurradas de lama, as marés traiçoeiras, as falésias instáveis ​​e as mares implacáveis​​, faziam da actividade de Mary Anning uma actividade bastante dura e perigosa.

Ilustração
Em 1811, conta-se que com a ajuda do irmão, Joseph, Mary, ao fim de alguns dias a "escavar" encontra um esqueleto completo de um animal a que chama crocodilo. O esqueleto acabou por ser vendido e revendido acabando por ir parar ao Museu de Curiosidades Naturais de Londres. Graças ao crocodilo, que mais tarde seria renomeado Ichthyosaurus que significa peixe-lagarto, Mary Anning conseguiu chamar à atenção da comunidade cientifica.

É nesta altura que toda a família de Mary se estabelece como "caçadores de fosseis" mas continuavam muito pobres e quase sem meios de subsistência. É então que, em 1820, um dos clientes da família, o tenente-coronel Thomas James Birch, organizou um leilão de espécimes que lhes tinha comprado. O leilão foi um sucesso, rendeu 400£ que Birch doou à família de Anning, e funcionou como publicidade para o negócio.
Nos anos que se seguiram Mary Anning fez muitas descobertas, algumas de esqueletos completos de animais pré-históricos e que lhe vieram a render muito dinheiro.

Vitral alusivo a Mary Anning- Lyme
Mary anning era uma autodidacta, mas muito inteligente e capaz de captar a atenção de muitos. Anning correspondia-se frequentemente com outros cientistas e recebia a sua visita. Mary Anning veio a falecer aos 47 anos de idade (1846) com cancro da mama em Lyme, cidade de onde, de resto, só saiu uma vez numa rápida visita a Londres.

Antes de morrer Mary Anning viu a sua vida, quase inteiramente dedicada aos fosseis, reconhecida pelos seus pares. Estávamos em 1857 quando a Associação Britânica para o Avanço da Ciência e da Sociedade Geológica de Londres ofereceu a Anning um pagamento anual.

Um dos exemplares de Mary Anning
Muitas das descobertas de Mary Anning e da sua família não lhe são atribuídas. Porquê? Simplesmente porque Mary Anning vendia os seus fosseis a conlecionadores privados e institutos e quando estes doam os espécimes ao museu, apenas o nome do "doador" aparece na "ficha" do exemplar, perdendo-se, dessa forma, o nome de quem fez a descoberta.
Os historiadores têm feito um grande esforço para identificar os fosseis descobertos por Mary Anning e a sua família mas torna-se quase numa missão tão difícil quanto perigosa foi a vida de Anning. Por ser difícil identificar que fosseis foram descobertos por ela, por Mary ser uma jovem mulher numa Inglaterra do início do Sec XIX dominada por homens e, finalmente,  por Mary Anning não ter qualquer instrução de especial relevo, o seu nome foi caindo no esquecimento.

Ilustração de Mary Anning- Ichthyosaurus
Mas existe um facto que nenhum historiador pode negar:

Mary Anning não era só uma colecionadora de fosseis, ela era muito conhecedora, cientificamente falando, dos exemplares que apanhava e vendia, tendo por isso ganho o respeito dos cientistas do seu tempo. As suas descobertas foram extremamente importantes na reconstrução do passado e da história do mundo.

Fontes:
http://www.nhm.ac.uk/nature-online/science-of-natural-history/biographies/mary-anning/
http://www.ucmp.berkeley.edu/history/anning.html
http://www.theguardian.com/science/2010/nov/21/royal-society-lost-women-scientists
http://www.sdsc.edu/ScienceWomen/anning.html

Et voilá!
Uma verdadeira "Indiana Jones"

Divirtam-se!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Rosalind Franklin- O génio que a história escondeu

Rosalind Franklin
Existem muitos nomes que a história engole, uns por vergonha, outros por engano e ainda outros por preconceito. O caso de Rosalind Franklin é, de facto, um caso flagrante deste fenómeno, esta inglesa londrina, doutorada em Química pela Universidade de Cambridge foi a chave para o trabalho considerado extraordinário, pela opinião pública, de Francis Crick e James Watson sobre a estrutura molecular do DNA, trabalho este que levou estes dois cientistas a serem distinguidos com o Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina em 1962.
 
BI
Rosalind Elsie Franklin, ou como ficou conhecida aos olhos do mundo- Rosalind Franklin, nasceu em Notting Hill em Londres a 25 de Julho de 1920 vindo a falecer ainda nova, com apenas 37 anos, vítima de um cancro nos ovários, a 16 de Abril de 1958.
Rosalind começou a revelar as suas apetências para a físico-química ainda muito jovem, com apenas 15 anos já sabia o que queria fazer na sua vida. Rosalind formou-se e doutorou-se em físico-química pela Universidade de Cambridge em 1945.

Percurso
Maurice Wilkins
Nos curtos 13 anos que marcaram a sua vida profissional, desde o seu doutoramento até à sua morte, Franklin ofereceu imenso à ciência sem nunca ter sido reconhecida convenientemente pelos seus pares, vendo mesmo as suas descobertas serem, segundo alguns autores, "entregues de bandeja" a colegas seus.

Nos três anos que se seguiram à sua saída de Cambridge (1947-1950), Rosalind Franklin esteve em Paris no Laboratoire Central des Services Chimiques de L'Etat, aqui aprendeu técnicas de difracção de raios- X.

Em 1951, rumou de novo a Londres como investigadora associada no laboratório de John Randall do Kings College. Esta mudança de ocupação iria mudar a história da ciência para sempre.

Kings College
Francis Crick
Rosalind Franklin, tal como as mulheres do seu tempo, foi relegada sempre para segundo plano no que à produção de conhecimento diz respeito. Foi no Kings College que esta mente brilhante e talentosa cientista conheceu Maurice Wilkins. Este neozelandês chefiava um grupo de investigação diferente daquele em que Rosalind estava integrada. Nesta altura nenhum deles tinha como objecto de estudo o DNA mas ambos mantinham e manifestavam o interesse pelo tema.

Num dado momento, em que Wilkins se encontrava ausente, Randall, o chefe do laboratório, atribui a Franklin o projecto do DNA, ora esta decisão surpreendeu Wilkins que quando regressou confundiu o papel da cientista no projecto, tratando-a como uma mera assistente quando na realidade era seu par. Este episódio causou desde logo mal estar e criou um clima de tensão e competição, clima este que nunca viria a ser desanuviado até à data de morte da cientista, em 1958.
James Watson
É importante situar historicamente este episódio. Quando Rosalind Franklin chega ao Kings College o clima que as mulheres viviam era de suspeita e exclusão, exemplo disso é que apenas os homens estavam autorizados nas salas de jantar e nos pubs da Universidade.

O momento chave
Apesar de todas as contrariedades e do clima que se vivia entre Franklin e Wilkins, a primeira persistiu no seu projecto.
Este projecto consistia em utilizar técnicas de difracção de Raio-X em fibras de DNA. Estes estudos levaram a uma descoberta fantástica, a de que havia duas formas de DNA, uma forma seca "A" e uma forma molhada "B". As suas fotografias de raios- X de DNA foram reconhecidas como "as fotografias de raios- X mais belas alguma vez tiradas a qualquer substância". Uma das fotografias tiradas à forma "B" ficou conhecida como fotografia "51.
Modelo de dupla hélice
de Watson e Crick
Algures entre 1951 e 1953 Franklin é traída pelo seu par e colega Wilkins. Sabe-se que o neozelandês mostrou a Watson a fotografia 51 da colega, quando viu a fotografia a solução para o problema da estrutura molecular de DNA tornou-se evidente para este homem da ciência e, sem perder tempo, de imediato submeteu um artigo à revista Nature. Todo o trabalho de Rosalind Franklin foi assim engolido pelo impacto fenomenal da "descoberta" de Watson.

A polémica
A discussão sobre o papel da cientista londrina na descoberta da estrutura molecular do DNA ainda continua nos dias de hoje, a única coisa que sabemos de certeza é que ela teve um papel chave neste processo.

Em 2002 Brenda Maddox escreve sobre a reacção de Watson ao ver a fotografia 51, no seu livro intitulado "Rosalind Franklin: The Dark Lady of DNA.": "O meu queixo caiu e o meu coração começou a correr".
Fotografia 51
Aquando da publicação do artigo na revista Nature, Watson e Crick incluíram uma chamada em rodapé ao trabalho de Franklin e Wilkins, referindo que tinham sido inspirados pelo trabalho não publicado destes cientistas, quando na realidade utilizaram a fotografia de Rosalind como base para as suas conclusões sem nunca terem consultado a cientista sobre a sua utilização.

Mais tarde o trabalho de Wilkins e Franklin foi publicado na mesma revista, graças ao acordo a que Randall e o director do laboratório de Cambridge chegaram, no entanto, estes artigos foram vistos como mero suporte ao trabalho de Watson e Crick

Em 1953 Rosalind Franklin deixou o laboratório de Randall e foi trabalhar para o Birkbeck College, onde se dedicou ao estudo da estrutura do RNA e do vírus do tabaco. Nos 5 anos seguintes publicou 17 artigos sobre vírus e, juntamente com a sua equipa lançou as fundações da virologia.

Escultura de Charles Jencks em Cambridge

Rosalind Franklin veio a morrer em 1958, 5 anos depois da publicação do artigo de Watson e 5 anos antes da atribuição do Prémio Nobel a Francis Crick, James Watson e Maurice Wilkins, sem saber que a sua fotografia tinha desempenhado um papel absolutamente indispensável na descoberta pela qual, na opinião de alguns, os seus carrascos, foram distinguidos com o Prémio mais apetecível da ciência- O Prémio Nobel.

Fontes:
http://www.nobelprize.org
http://www.famousscientists.org/
http://www.biography.com
http://www1.folha.uol.com.br
http://www.sciencemuseum.org.uk

Et voilá!
A história esconde histórias, e a ciência não é diferente

Divirtam-se!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

VerCiência2013 distingue "Isto é Matemática"

Rogério Ferreira Martins é docente na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, doutorado em Matemática desde 2005 e conta com vários artigos publicados.

Rogério Martins é o anfitrião do programa da SIC "Isto é Matemática" transmitido aos Sábados pelo canal de Notícias desta cadeia televisiva, e foi premiado esta segunda-feira pela Mostra Internacional da Ciência na TV VerCiência2013 que decorre no Rio de Janeiro até dia 3 de Novembro.

O prémio, "Homenagem Especial VerCiência 2013" é entregue a Rogério Martins "pela excelência dos programas produzidos, apresentando tópicos da matemática de forma atraente e divertida".

"Isto é Matemática" é promovido pela Sociedade Portuguesa de Matemática, com produção da Sigma 3, e apoio do COMPETE, da Agência Ciência Viva e do QREN/FEDER.

Pode ler-se no site oficial deste evento:


"O objetivo do Projeto VerCiência é promover e incentivar a disseminação da cultura científica pela televisão, pela internet e outros meios e tecnologias audiovisuais, sempre em busca da excelência, da clareza e da eficácia da comunicação.
Os programas selecionados para as mostras anuais (desde 1994) são exemplos de como a ciência e a tecnologia podem ser apresentadas ao grande público de forma clara, atraente e também como entretenimento cultural de qualidade."


Passar a mensagem de que a matemática está em todo o lado e em tudo o que nos rodeia é o objectivo principal destes cerca de 10 minutos de programa, em que a matemática é explicada numa conversa familiar, quase como se estivéssemos com o professor Rogério Martins na nossa sala de estar. São 10 minutos que nos levam “a encontrar matemática em tudo o que nos rodeia, de uma forma clara e divertida”.

Num país onde os alunos reconhecem a importância da disciplina-muitos afirmando até que gostam dela- mas em que admitem não dedicar o tempo suficiente à aprendizagem da mesma, iniciativas deste género são sempre muito bem recebidas e ajudam a desconstruir a ideia enraizada de que a Matemática é "um bicho de sete cabeças".
Recorde-se que nos exames nacionais de 2013 do 2º e 3º ciclo do ensino obrigatório as médias obtidas a matemática desceram 3 pontos percentuais no primeiro caso e 10 pontos percentuais no segundo caso. Esta queda fez com que a disciplina descesse, novamente, para médias negativas (49% e 44% respetivamente).

Nas palavras de Rogério Martins esta distinção: “é uma prova de que vale a pena arriscar em televisão numa área aparentemente tão árida e mal-amada como é a matemática, e ainda por cima apresentá-la de uma forma inovadora”.

O Mentes Irrequietas deixa aqui os parabéns a toda a equipa envolvida na produção deste programa e propõe a todos os Irrequietos que disponham de 10 minutos por semana para "dar uma espiadela" ao programa.

fontes
http://www.boainformacao.com.br/
http://www.publico.pt
http://www.noticiasaominuto.com/
http://www.dm.fct.unl.pt/pessoas/docentes/rogerio-ferreira-martins
https://sites.google.com/site/rogerimartins/
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/medias-a-descer-nas-provas-mais-concorridas-do-secundario-1602482

Et voilá!
Parabéns Rogério Martins, Parabéns Sociedade Portuguesa de Matemática, Parabéns SIC

Divirtam-se!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Microgravidade- video- Chris Hadfield

Já falámos tantas vezes aqui sobre a tensão superficial da água que talvez os irrequietos possam pensar que não há muito mais a dizer. A realidade é que esta coisa da ciência tem uma coisa fantástica, se nos debruçarmos o suficiente sobre os assuntos há sempre mais qualquer coisa a dizer, há sempre mais um paragrafo para ler, há sempre algo novo para aprender.

A NASA ( National Aeronautics and Space Administration – Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) disponibiliza, desde 1995 um serviço denominado, em português, Imagem Astronómica do Dia. O que trazemos até vocês hoje é um video retirado da versão espanhola desse serviço norte americano. A versão em castelhano está disponível em Observatorio: Una imagen diaria del Universo.

Então vejamos o vídeo filmado pelo astronauta Chris Hadfield comandante da Expedição 35. Este comandante estava estacionado na Estação Espacial Internacional do inicio deste ano e quis mostrar ao grande público o que acontece quando se escorre uma toalha molhada no espaço, em microgravidade.

O que é a microgravidade?
Segundo o site Micrograviade.com a microgravidade diz respeito a um ambiente de gravidade 0, ou seja ausência de gravidade.

E o que é a gravidade?
A gravidade é a força que atrai dois corpos um para o outro.
Graças à existência da gravidade as maçãs caiem das árvores- como conta a história de Newton, ainda que seja de consenso geral que esta história é... apenas uma história. É também graças à gravidade que mantemos os pés assentes na Terra- ainda que muitos andem com a cabeça na Lua- e que os planetas giram em orno do Sol. quanto maior a massa do corpo maior é esta força.

Na realidade a microgravidade e engraçada e curiosa de ser observada. quem não gosta de ver os astronautas a flutuar fora da nave? Quem não gosta de ver os objectos a flutuar pela nave à espera de serem agarrados por um astronauta, também ele a flutuar? Aliás, quem não gostaria de experimentar a "gravidade 0"? E se vos dissessem que diariamente há muitas pessoas que experimentam a sensação da microgravidade? É verdade, pular num trampolim ou andar numa montanha russa propicia às pessoas experiências de microgravidade, ainda que por um muito curto período de tempo, a gravidade 0 ocorre durante "queda livre" que estas actividades proporcionam.

O video
Chris Hadfield comandante da Expedição 35 demonstra, neste vídeo, o que acontece quando escorremos uma toalha em microgravidade.
Intuitivamente seria de esperar que a água se soltasse da toalha e se espalhasse pela cabine da aeronave, não fosse esta a imagem que estamos habituados a ver quando vemos os astronautas na televisão. Mas o que acontece é realmente espantoso e curioso. Algumas gotas "voam" da toalha, é verdade, mas a maioria da água presente na toalha forma um cilindro à volta da toalha, como se não quisesse "ir embora", como se dissesse "este é o meu lugar, deixa-me ficar". Quando a água toca as mãos do astronauta, ela adere a elas e forma também uma "capa" à volta dos seus dedos, como se fossem luvas gelatinosas.

Este fenómeno é bem conhecido e já o experimentámos, testámos e demonstrámos várias vezes, este fenómeno chama-se tensão superficial ou tensão superficial de aderência.
A água tem uma capa, como se fosse uma pele, de moléculas de água que se mantém ligadas por pontes de hidrogénio (podes ler mais sobre estas pontes aqui), quando Hadfield forçou a água a sair da toalha as suas moléculas aderiram não só umas às outras por pontes de hidrogénio, como também ao objecto mais próximo- importante também referir que esta adesão só é possível desta forma porque estamos em ambiente de gravidade 0, nestas condições a água "flutua", na Terra ela cairia ao chão.



Chris Hadfield
Chris Austin Hadfield nasceu em Sarnia, Canadá, a 29 de Agosto de 1959. Hadfield foi o primeiro canadiano a fazer uma "caminhada espacial" e a comandar uma expedição na Estação Espacial Internacional.
Hadfield está reformado desde 3 de Julho de 2013, a última vez que "aterrou" vindo do espaço foi a 4 de Maio de 2013 a bordo da nave Soyuz TMA-07M.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Chris_Hadfield
http://www.microgravity.com/introduction.html
http://observatorio.info/ 
http://hypescience.com
http://www.space.com

Et voilá!
Assim não precisavamos de esfregona!
Divirtam-se!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Leis, Teorias e Teoremas, Quem sabe a diferença?

Uma lei não é superior a uma teoria.

Uma teoria não é uma lei à espera de ser promovida.


No dicionário:
Teorema- s. m. preposição que precisa de ser demonstrada para se tornar evidente.
Teoria- s. f. conhecimento sistematizado.
Lei- s. f. norma.
Hipótese- s. f. teoria provável mas não demonstrada 

Em ciência:

Teorema

A palavra vem do grego e tem um significado muito específico, teorema significa “olhar para” ou “contemplar”, curiosamente esta palavra tem a mesma origem da palavra teatro.
Teorema de Pitágoras
Euclides, considerado por muitos o pai da geometria, na sua obra Elementos, refere o termo teorema como o conhecimento matemático expresso por provas explícitas e formais. Já a definição dada pelos dicionários remetem para uma preposição que precisa de ser demonstrada para se tornar evidente. Matematicamente falando, um teorema é um processo que possa ser provado através de cálculos e que possa ser expresso por uma fórmula universal.

Um exemplo bem conhecido de Teorema é o Teorema de Pitágoras,

Neste Teorema enunciado e demonstrado por Pitágoras num triângulo rectângulo a hipotenusa ao quadrado é igual à soma dos quadrados dos catetos: c2+c2=h2. Isto é verdade mas só depois de ser demonstrado, até lá não se consegue tirar este tipo de conclusões.

Podem ser exemplo de outros teoremas: 
Tudo é feito de unidades básicas
  • Teorema dos 180º- A soma das amplitudes dos ângulos internos de um triângulo é igual a 180º."
  • Teorema de Tales -Feixes de rectas paralelas cortadas por rectas transversais formam segmentos proporcionais.
Teoria

Uma teoria é muito mais abrangente que uma Lei. A lei explica o fenómeno em todos os seus aspectos, tendo inclusivamente de definir condições para que a sua aplicação seja possível, já a teoria nunca abrange todos os fenómenos associados à realidade, antes pelo contrário, ela estabelece relações entre aspectos que não são directamente observáveis.


São exemplos de Teorias:
A teoria do Big Bang nasce
do esforço da comunidade científica
em tentar explicar
a origem do universo
  • Teoria do caos- com a sua famosa frase "O bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova Iorque.""
  • Teoria do BigBang- é o resultado do esforço da  ciência moderna em tentar compreender a origem do Universo e da suposta explosão que lhe deu origem.
  • Teoria evolucionista- que de uma forma simples diz que os mais bem adaptados ao seu ambiente sobrevivem, passando essas características para os seus descendentes, fazendo com que depois de muitas gerações passadas os indivíduos mostrem características (visíveis e invisíveis ao olho humano) diferentes dos seus ascendentes.
  • Teoria atómica de Dalton- Dalton baseou a sua teoria atómica nos seguintes princípios: toda a matéria é formada por átomos que são partículas indivisíveis e indestrutíveis, todos os átomos do mesmo elemento são iguais entre si e os compostos formam-se por combinações de átomos de diferentes elementos.
Dalton
Lei

A definição de Lei em ciência é um pouco menos redutora mas mais complexa. Uma lei científica é uma regra geral que explica um conjunto de observações. Este conjunto de observações pode ser explicada verbal ou matematicamente.
Uma lei cientifica implica, sempre, uma causa e um efeito e deve sempre ser aplicada em condições especificas.
Quando falamos em Leis cientificas falamos nalguma coisa que, até ao momento, é verdadeira, ou seja, não há nenhuma observação ou experiência humana que a contradiga, ou seja manifesta-se sempre da mesma forma em inúmeros estudos independentes, com grande precisão e sem excepções.

Vejamos um exemplo, a Primeira Lei de Newton:

"Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha recta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças aplicadas sobre ele.", de uma forma mais simples: "se algo está em movimento ou parado, vai manter-se em movimento ou parado a menos que algo perturbe o sistema".

A colocação de hipóteses bem
formuladas gera conhecimento
Olhando para esta afirmação de uma forma mundana podemos dizer que é um facto, as "coisas" só alteram a direcção do movimento e/ou a velocidade do mesmo se houver interferências exteriores nesse movimento. Nada do que faz parte do conhecimento humano até hoje nos leva a supor que não seja assim.

Podem ser exemplos de outras Leis:
  • Lei de Lavoisier- Nada se perde nada se cria, tudo se transforma
Hipótese 

A teoria evolucionista de Darwin é,
nos dias de hoje,
a mais consensual
Uma hipótese em ciência é exactamente isso, uma hipótese. É de todos os termos vistos até agora aquele que mais se aproxima do conceito mundano.Uma hipótese é algo que admitimos como verdadeiro durante um curto período de tempo, o suficiente para testar a sua veracidade. Se esta se revelar falsa teremos de abordar o problema de outra forma (formular novas hipóteses) se esta se revelar verdadeira poderemos elaborar uma resposta para o nosso problema.
A formulação de hipóteses é uma das fases mais importantes do método cientifico uma hipóteses mal formulada leva, de certeza, a uma conclusão errada ou mesmo à incapacidade de elaboração de conclusões.
A hipótese nasce como uma resposta provável a um problema e, geralmente quando está correcta, gera novos problemas que requerem novas hipóteses, alimentando desta forma o pensamento cientifico e gerando conhecimento. 

fontes:
http://www.alunosonline.com.br
http://science.kennesaw.edu
http://evidence-based-science.blogspot.pt
http://www.educ.fc.ul.pt
http://chemistry.about.com
http://penta.ufrgs.br
http://hypescience.com/

Et voilá!

Divirtam-se!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A Navalha de Ockham

Guilherme de Ockham
Existe um Princípio muito interessante que vale a pena conhecer e explicar aos irrequietos mais jovens, o Principio da Navalha de Ockham (ou Occam).
Falar na Navalha de Ockaham é falar de filosofia, economia, cosmologia e numa série de outras áreas que não abordaremos hoje aqui. O texto que se segue é uma compilação de retalhos de textos de outras fontes numa tentativa de obter uma explicação o mais simples possível e adaptada aos Irrequietos. Caso queiram obter outro tipo de  informações mais completas no final da página têm alguns links.

Guilherme de Ockham- O homem
A Teoria da Navalha de Ockham é atribuída a Guilherme de Ockham. Este frade Franciscano, que deve o seu nome ao local onde nasceu- Ockham, na Inglaterra- nasceu entre 1280 e 1300 vindo a morrer na Alemanha perto do ano 1349.

Durante toda a sua vida este pensador inglês enfrentou a opinião da igreja em defesa das suas ideias e das suas crenças. Guilherme de Ockham foi excomungado em 1328 pelo Papa João XXII sobre o pretexto de apoiar um grupo extremista da Ordem Franciscana que não tinha qualquer pudor em se pronunciar contra a opulência da Igreja. Fugiu para a Alemanha onde viveu até à suposta data da sua morte, em 1349.
Papa João XXII

Alguns autores consideram Ockham o primeiro dos pensadores modernos, outros consideram-no o último dos pensadores medievais, de uma maneira ou de outra Ockham marca um ponto de viragem entre o pensamento medieval e o pensamento cientifico moderno.


O legado de Ockham
Guilherme de Ockham é uma personagem complexa, foi um homem da Igreja, da Ciência e da Filosofia, numa altura em Igreja, Ciência e Filosofia eram um só. Numa altura em que o conhecimento nestes três campos formava uma amalgama pouco clara que não deixava crescer nenhuma das três.
O grande legado de Guilherme é precisamente ter conseguido traçar uma linha divisória entre aquilo que diz respeito à fé (religião) e o que diz respeito à ciência (razão). Segundo alguns autores Ockham marcou a filosofia* da teologia* o que permitiu, a médio prazo, um passo gigantesco na evolução do conhecimento empírico e consequentemente na evolução da ciência.


"Navalha de Ockham"
Já referimos o facto de que Guilherme era Franciscano e que pertencia à ala mais extremista dos Franciscanos tendo sido por isso excomungado- por defender o desprendimento total dos bens materiais (tal como Cristo).  Ockham parece ter aplicado este ideal franciscano à filosofia e propôs retirar dela toda redundância, todo o peso extra, tudo o que lhe fosse supérfluo tendo chegado à famosa frase "Pluralitas non est ponenda sine neccesitate" (Entidades não devem ser multiplicadas além do necessário), por outras palavras, é inútil fazer com mais o que pode ser feito com menos.

Esta frase foi adaptada e transformou-se naquilo que hoje conhecemos como "A navalha de Ockham" ou "Princípio da economia", esta  é o princípio que determina que perante duas teorias que explicam o mesmo fenómeno a mais simples- a que explica "com menos"- é a correcta. Todos nós, inconscientemente ou não usamos este princípio, perante duas explicações para o mesmo acontecimento, tendencialmente optamos pela mais simples.

Segunda a professora Sara Bizarro, a "navalha de Ockham", é também conhecida como o princípio da parcimónia, e é uma máxima que valoriza a simplicidade na construção das teorias.

Exemplo do uso da Navalha:
O Mentes encontrou este exemplo que pode ajudar à compreensão da Navalha:
Isaac Newton
Isaac Newton, conceituado físico, estava convencido de que Deus teria de interferir nas órbitas dos planetas para que estes se mantivessem nelas. Para Newton o Universo era um relógio que se mantinha em funcionamento desde a Criação e que como qualquer máquina precisava de manutenção, neste caso de corda, para continuar a funcionar sem problemas. Newton considerava que Deus era o responsável pela manutenção deste relógio- chegou a chamá-lo de relojoeiro celeste- sem Deus a corrigir o movimento dos planetas estes acabariam por "perder a órbita", devido às influências gravitacionais, e inevitavelmente acabariam por colidir entre si.
Mais tarde, cerca de 100 depois, Pierre Simon de Laplace mostrou, através da matemática que se os planetas não se desviavam das suas órbitas porque as interferências gravitacionais entre eles se compensavam e acabavam por se anular a longo prazo.
Pierre Simon de Laplace
Quando Napoleão lhe perguntou sobre a razão pela qual tinha esquecido Deus nessa explicação, Laplace respondeu: "Sire, não precisei de utilizar essa hipótese".

Laplace aplicou a "Navalha de Ockham" à cosmologia: 
Havia duas teorias, uma que requeria a existência de uma entidade constantemente vigilante no universo, para criar e manter as coisas a funcionar, a outra que não requeria a existência de nenhum fenómeno ou entidade adicional, ou seja, a hipótese de Laplace não incluí hipóteses adicionais e por isso é a mais simples, é aquela com o mínimo de suposições necessárias para explicar todos os factos observados.

Mas atenção
A navalha de Ockham deixa muito espaço e é muito convidativa a más interpretações e usos abusivos. Quando se diz que a teoria mais simples é a mais correcta não é o mesmo que dizer que a teoria mais fácil de se entender é a mais correcta!

Notem duas coisas, primeiro que o que é simples para uns pode ser complicado para outros, segundo, a própria Natureza é complicada, intrincada, podemos contar com coisas tão simples como Leis Fundamentais da Física mas a verdade é que quanto mais "mergulhamos" em ciências como a física quântica ou a cosmologia mais complexas são as explicações.
É por isso necessário algum discernimento quando se utiliza a Navalha de Ochkam para não "cortar a eito". em igualdade de circunstâncias, as hipóteses que contêm mais suposições ou mais pressupostos têm mais hipóteses de estar incorrectas, e por isso devem ser descartadas.

Sendo assim, a Navalha de Ockham é uma directriz, não uma regra; uma indicação de qual caminho seguir, não um sentido obrigatório.

Exemplo de má utilização da Navalha
Aristóteles
Encontrámos este exemplo e não pudémos deixar de sorrir, as ferramentas estão à disposição da ciência, do conhecimento e da filosofia, mas cada individuo utiliza-as como mais lhe convém, senão reparem:

Alguns criacionistas- pessoas que afirmam que a vida apareceu conforme descrita nas Sagradas Escrituras,- que afirmam que a Navalha prova que a ideologia deles é correta. Afinal, dizer que Deus criou a vida, o universo e todas as coisas é uma explicação mais simples do que dizer que foram criados pelo Big Bang, seguido de uma série incrível de coincidências inter-relacionadas?

Os evolucionistas- pessoas que afirmam que a vida apareceu gradualmente em resultado de uma serie de eventos aleatórios-, por seu lado, também usam a Navalha para fazer valer a sua teoria. A explicação dos criacionistas implica que Deus existe, e nós não temos provas empíricas da sua existência.  Já os ateus fazem exactamente a mesma coisa, utilizam a navalha de Ockham e a ideia de Aristóteles de que "simplicidade é igual à perfeição" para provar que Deus não existe: Se Deus existisse, dizem os ateus, o universo seria bem mais simples, certo?

*
filosofia-, s.f. ciência geral dos princípios e das causas; sistema particular de um filósofo célebre; sabedoria; maneira de pensar
teologia-, s.f. tratado acerca de Deus; sistema religioso; curso de estudos teológicos.

Fontes
http://criticanarede.com/ockham.html
http://www.projetoockham.org/div_ockham.html
http://educacao.uol.com.br/biografias/guilherme-de-ockham.jhtm
http://pessoas.hsw.uol.com.br/occams-razor2.htm
http://www.nintendoblast.com.br/2012/08/analogico-afiando-navalha-de-ockham.html

Et voilá!
Não se esqueçam de utilizar a Navalha com parcimónia

Divirtam-se!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Vida em câmara lenta

Muito recentemente um estudo cientifico publicado na Animal Behaviour mostrou que os animais mais pequenos tendem a percepcionar o tempo em câmara lenta.

Os animais mais pequenos vêm o mundo que os rodeia em slow motion, ou seja, câmara lenta.

O que significa isto?

Significa que os animais mais pequenos conseguem observar o movimento numa escala de tempo mais fina. Isto é particularmente importante para escapar dos predadores maiores. Dito de outra forma, os animais mais pequenos vêm mais informação num segundo que uma pessoa ou um elefante, o que lhes permite uma rapidez de movimento excepcional. se já tentaram matar um mosquito ou uma mosca certamente já se deram conta que estes animais são "ultra-rápidos".

Segundo Kevin Healy, autor do estudo
"A capacidade de percepção do tempo em escalas muito finas pode significar a diferença entre a vida e a morte quando falamos de indivíduos que se movem muito rapidamente como os predadores e as suas presas".

Por esta rezão os animais maiores facilmente deixam escapar pequenas coisas que os mais pequenos percepcionam quase imediatamente.

Segundo este estudo os animais com o sistema visual mais rápido incluem esquilos, estorninhos e pombos.

Os estorninhos, por exemplo vivem em grandes grupos e formam bandos rodopiantes no céu, o que se pensa estar relacionado com o facto de terem necessidade de saber onde estão os seus companheiros e evitar colisões.
Um outro exemplo de desfasamento da capacidade de visão e capacidades motoras é a do escaravelho tigre, este animal corre mais depressa do que os seus olhos conseguem funcionar o que faz com que ele tenha de parar de vez em quando para perceber onde está. Segundo o estudo este animal essencialmente torna-se cego e tem de parar para reavaliar a posição da presa.

O estudo:

A equipa de investigação analisou a variação da percepção do tempo através de um conjunto variado de animais. Também fizeram a análise e a compilação de dados obtidos por outras equipas  que usaram uma técnica de medição denominada frequência crítica de fusão de cintilação, esta técnica mede a velocidade com que o olho processa a luz.

Colocando estes resultados num gráfico os investigadores conseguiram observar um padrão. Este padrão mostrou que existe uma forte relação entre o tamanho do corpo e quão rápido os olhos podiam responder às mudanças das informações visuais, como uma luz a piscar.

E o humanos?

Entre indivíduos existem algumas diferenças. alguns desportistas conseguem processar mais informação visual que o normal, vejam por exemplo o caso de um guarda redes que tem de se aperceber de onde e para onde vai a bola, e tem de se aperceber mais rápido do que os outros, caso contrário o golo é inevitável.

No caso do ser humano, segundo os autores do estudo existem também outras diferenças. Os indivíduos mais velhos, por exemplo, têm reflexos visuais mais lentos que uma criança. Andrew Jackson, co-autor do estudo refere que as crianças reagem mais rapidamente aos estímulos visuais do que os mais velhos e que esta característica vai desaparecendo à medida que as crianças vão crescendo.

"De uma perspectiva humana a capacidade de processamento de imagens limita a possibilidade de conduzir carros ou aviões muito mais rápido do que já conduzimos agora, pelo que estes animais desafiam o humanamente possível" Dr Jackson à BBC News.

"Por esta razão, andar mais depressa requer, ou assistência de computadores ou a melhoria significativa do nosso sistema visual através de drogas ou de implantes".

Fontes:
http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-24078179
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0003347213003060 

Et voilá!
"Assim, este trabalho destaca as capacidades impressionantes dos menores cérebros animais. As moscas podem não ser dotados de um pensamento complexo, mas podem tomar boas decisões muito rapidamente."

Divirtam-se!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Megan Lee- A artista inspirada na ciência

O Mentes Irrequietas descobriu a super-irrequieta Megan Lee através da sua página no facebook.
Esta artista norte americana de 27 anos, vive em Ashville na Carolina do Norte. No site da artista podemos ler que:

"Toda a minha linha de trabalho resulta de ter visto um documentário sobre Nikola Tesla e de não ter qualquer quadro (arte) para colocar nas minhas paredes. Tive então uma ideia para a minha própria linha artística dedicada a cientistas e inventores que mudaram o mundo, e tudo começou aí."

E como começou... O Mentes Irrequietas adorou que este projecto tivesse começado, e agradece o facto de Megan Lee não ter tido quadros para por na parede, porque o resultado é fantástico. Deixa-mo-vos com algumas das suas criações:

Título: 20 Rock Star Scientists,
©Megan Lee Usado com permissão
Título: Rock Star Scientist series, B&W,
©Megan Lee Usado com permissão
Título: Rock Star Scientist series,
©Megan Lee Usado com permissão
Título: Einstein 1879,
©Megan Lee Usado com permissão
Título: Darwin,
©Megan Lee Usado com permissão
Título: Microbiologists,
©Megan Lee Usado com permissão
Título: Feynman,
©Megan Lee Usado com permissão
Título: Tesla 1856,
©Megan Lee Usado com permissão
Título: Newton,
©Megan Lee Usado com permissão
Título: Sagan,
©Megan Lee Usado com permissão
Título: Oppenheimer 1904,
©Megan Lee, Usado com permissão
E muito muito mais no site da artista e no facebook de Megan Lee!
Vale mesmo a pena ver.
A artista vende o seu trabalho em vários formatos: posters, presentes geek (como cartas), t-shirts, imans, postais e autocolantes.

Et voilá!
Impossível não gostar!

Divirtam-se!

Dê uma olhadela

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