Quem passa por cá

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Vejam a lista de cientistas que estão no Mentes. UPDATE 07/01/2014

Projecto ENCERRADO Projecto II/2013- vida nocturna no meu jardim.
Vejam AQUI as CONCLUSÕES
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Velas de Halloween

Já a pensar em Outubro e no Halloween deixamos aqui uma ideia de actividade temática acessível aos mais novos, uma vela de Halloween.

Precisamos de:
  • vela pequena redonda, com cor fica melhor,
  • vaso de barro pequeno, nós usámos um com cerca de 7 cm de altura,
  • cartão, de caixas de cereais por exemplo,
  • cola,
  • 2 imagens alusivas ao Halloween,
  • marcador preto,
  • tesoura,
  • pincel,
  • tinta acrílica laranja,
  • verniz, facultativo,
  • mola de madeira pequena.
Acesso a:
  • impressora, facultativo.
Como fazer:
  1. Escolham as duas imagens que querem utilizar, não devem ser maiores que a altura do vaso, imagens com muitos pormenores de recorte são mais difíceis de trabalhar, uma das imagens deve ser sobre o comprido;
  2. Se preferirem desenhem vocês o que querem utilizar para decorar a vela,
  3. Imprimam os desenhos, nós imprimimos só os contornos;
  4. Pintem as imagens como quiserem, nós pintámos de preto utilizando um marcador;
  5. Colem as imagens sobre o cartão;
  6. Recortem as imagens, atenção aos pormenores;
  7. Pintem o vaso de cor de laranja;
    Há dezenas de alternativas
    de imagens alusivas ao Halloween
  8. Deixem secar;
  9. Colem umas das imagens no vaso, em princípio será aquela sobre o comprido;
  10. Deixem secar;
  11. Envernizem;
  12. Deixem secar novamente;
  13. Coloquem a mola de madeira no extremo oposto ao que colaram a imagem;
  14. Prendam a segunda imagem à mola como na fotografia, se necessário podem aplicar um pouco de cola;
  15. Encham o vaso de água e coloquem lá dentro a vela;
  16. Na noite de Halloween acendam a vela.

Et voilá!
Bruxas, gatos e caveiras

Divirtam-se!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ar frio ar quente, movimentação do ar


Esta é uma experiência simples que se pode fazer quase em qualquer casa. apenas é necessário assegurar a presença de um adulto e uma porta numa sala aquecida.

Precisamos de:
  • uma porta,
  • uma sala aquecida, cuja porta dê acesso a uma zona mais fria,
  • uma vela,
  • uma boa dose de paciência.
Como fazer:
  1. Acendam a vela, deve ser o adulto a fazer isto;
  2. Segurem a vela na vertical;
  3. Aguardem alguns segundos, até a vela estar a queimar bem;
  4. Abram a porta, apenas um "bocadinho";
  5. Coloquem a vela o mais alto que conseguirem, junto à abertura da porta;
  6. Aguardem uns segundos;
  7. Observem e registem de que forma se mexe a chama;
  8. Coloquem a vela o mais baixo possível;
  9. Aguardem uns segundos;
  10. Observem e registem de que forma se mexe a chama.
O que acontece?
Quando seguram a vela "o mais em cima possível" a chama move-se "para fora" da sala aquecida, mas quando a seguram "o mais baixo possível" ela move-se no sentido contrário, "para dentro".

Porquê?



Já tivemos oportunidade de falar sobre o ar quente e o ar frio várias vezes. De uma forma grosseira, o ar quente é mas leve que o ar frio e quando uma sala é aquecida o ar quente que vai sendo aquecido sobe, obrigando o ar frio a descer.

É assim que funcionam os aquecimentos ao nível do solo, o aquecimento aquece o ar em redor, este sobe para a camada superior de ar da sala forçando o ar frio a descer, que por sua vez em contacto com o aquecimento é aquecido e sobe.... e assim sucessivamente até que todo o ar esteja aquecido. (Eventualmente o ar quente arrefece e volta a descer para ser aquecido).

Ora, no caso do nosso ensaio a sala onde estamos está aquecida (seja por aquecimento ou outro factor) a sala esta mais quente que o exterior. No passo seguinte abrimos a porta, (apenas uma "nesga"), o que vai acontecer é que o ar quente vai escapar da sala, é vulgar nestas ocasiões ouvir alguém dizer: "Fecha a porta que o calor foge". Na verdade o ar quente não "foge", apenas se desloca, devido a diferenças de pressão e temperatura, para a zona mais fria. O mesmo acontece com o ar frio, que também se desloca da mesma forma, ainda que em sentido contrário, de fora para dentro da sala.

A este movimento de ar quente/frio chamamos de corrente de ar, esta corrente de ar irá manter-se até que a temperatura dentro da sala seja a mesma do que no seu exterior, a menos, claro, que se feche e isole a porta.

Então o que indica o movimento da chama?
A direcção da chama indica o sentido em que o ar circula naquele ponto. Quanto mais em cima estiver mais o ar quente circula e a chama move-se para fora da sala quente. Quanto mais em baixo estiver a vela mais perto da zona de deslocação de ar frio está e a chama move-se para dentro da sala quente.

Uma casa mal isolada é por isso uma casa pouco eficiente em termos energéticos, normalmente gasta-se muita energia para manter a casa quente e o calor "perde-se" por falta de isolamento.

NOTA: 
  • Arranjem algum tipo de suporte para a vela de modo a evitar que a cera derretida vos possa queimar as mãos, não é uma grande queimadura mas é desconfortável. 
  • Quanto maior for a diferença de temperatura entre as duas salas melhor funciona.
  • Em alguns filmes de Hollywood este fenómeno é explorado. Muitas vezes o herói percebe que tem uma saída, para além da morte inevitável num gruta húmida e escura, porque a chama da sua tocha abana ao passar numa fenda na parede.

O passo seguinte:
  • Conseguem encontrar uma zona na abertura da porta onde a chama permaneça imóvel? Se acham que é possível, em que zona da porta estará localizado esse ponto? Porquê?
  • Não é possível? Porquê?
  • Verifica a tua teoria pela experimentação- com muita paciência.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Relógios- Marcar o tempo com velas

Relógio: Qualquer instrumento destinado medir intervalos tempo.
Dicionários Porto Editora 

O relógio é uma das invenções mais antigas da humanidade. Os primeiros instrumentos utilizados para medir intervalos de tempo eram baseados no movimento solar e na luz do dia. Estes mecanismos tinham um grande "senão", ara que funcionassem era necessário ser de dia e não estar nublado.

Por isto rapidamente se percebeu que era necessário arranjar outros métodos para ler o tempo, métodos que não estivessem dependentes de condições ambientais.Desenvolveram-se então outros instrumentos de quantificação do tempo como a ampulheta, em que uma pequena quantidade de areia é colocada num recipiente que tem um pequeno orifício na base que deixa passar a areia para um segundo recipiente, alterando a quantidade de areia e/ou o tamanho do orifício é possível controlar o tempo que demora a areia a esgotar-se, este mecanismo ainda hoje e utilizado em alguns jogos de tabuleiro, é eficaz e visualmente agradável.

Clepsidra


Existe um outro tipo de mecanismo, as clepsidras ou relógios de água. Este relógio é muito semelhante a uma ampulheta, consiste em dois recipientes, inicialmente vazios e colocados um por cima do outro. O recipiente de cima tem um furo na base, o de baixo tem uma escala. Numa fase inicial enchemos o recipiente de cima que vai "vertendo água" ara o segundo recipiente, pela observação da escala, no segundo copo, podemos "ler o tempo" que passou.

Relógio de Sol na Catedral de Lisboa
Hoje em dia utilizamos relógios com uma precisão milimétrica, e a hora do globo é ditada por padrões determinados por relógios atómicos em vez de mecânicos. Segundo o website zenite.nu, até 1986 A HORA MÉDIA DE GREENWICH (Greenwich Mean Time ou GMT) foi utilizada como padrão mundial de tempo, mas foi substituída pelo Tempo Universal Coordenado (Coordinated Universal Time ou UTC), que é baseado em padrões atómicos. O UTC é o padrão internacional de tempo usado actualmente e mantido pelo "Bureau Internacional de Pesos e Medidas".
Zero hora UTC ainda corresponde, aproximadamente, à meia-noite no meridiano de Greenwich, Inglaterra.
Ampulheta

Hoje vamos construir um relógio de vela.
Este relógio é muito simples de construir, apenas requer algum tempo para se conseguir medir o tempo.

O que precisamos:
  • 2 velas iguais, direitas e altas,
  • fio,
  • marcador preto,
  • 2 bases direitas para as velas, 2 castiçais,
  • 1 prato,
  • alguns parafusos,
  • régua,
  • relógio.
Como fazer:
Vela marcada
  1. Certifiquem-se que as velas são iguais e direitas;
  2. Coloquem as velas nos castiçais;
  3. Certifiquem-se que elas estão exactamente à mesma altura;
  4. Acendam a primeira vela;
  5. Nesse exacto momento comecem a contar 10 minutos, podem por um alarme;
  6. Ao fim de 10 minutos marquem na segunda vela a altura da primeira, a que está a arder;
  7. Comecem a contar mais dez minutos, ao fim desse tempo tornem a marcar na segunda vela a altura da primeira;
  8. Repitam o procedimento até que a primeira vela seja totalmente consumida;
  9. Com o fio atem um parafuso a cada uma das marcas que fizeram na segunda vela;
  10. Coloquem a vela+castiçal no prato;
  11. Acendam a vela.
O que acontece?
Quando passarem os 10 minutos o parafuso cai no prato e funciona como um despertador.

Porquê?
Vela marcada
industrialmente
A vela vai sendo consumida em intervalos de tempo regulares permitindo transformar a segunda vela num relógio.
É claro que este relógio não é provido de qualquer tipo de exactidão mas serve como referência temporal, muitas vezes as velas têm nas suas etiquetas a duração (1h, 2h...) esta duração serve apenas como referência e depende de uma série de factores, inclusivamente do processo de fabrico.
No caso do nosso relógio temos ainda que salvaguardar uma coisa, as velas podem ser iguais exteriormente, mas na verdade não são exactamente iguais e as marcas da segunda vela não são 100% exactas e foram marcadas "a olho".

Propostas para ir um pouco mais longe:
  • Podem marcar a vela antes de a colocar a arder e ver quanto tempo demora a chegar à marca.
  • Podem marcar varias velas de várias cores, mas com o mesmo diâmetro e altura, por exemplo de 2 em 2 cm e comparar tempos entre velas. Será que todas ardem à mesma velocidade?
  • Façam variar as marcas comerciais das velas em vez das cores.
  • Existem velas fabricadas com vários tipos de cera, utilizem velas idênticas em diâmetro e comprimento mas de materiais diferentes, será que demoram o mesmo tempo a arder?
Importante: 
  • Para que estas variações funcionem devem utilizar um mínimo de 3 velas de cada cor/marca/material e fazer a média de tempos;
  • Mudem uma variável de cada vez, ou não serão capazes de atribuir causa/efeito;
  • Apontem tudo no vosso caderno para puderem tirar conclusões mais tarde.

Nota: Não movam a vela acesa do local onde está enquanto estiver acesa, podem entornar cera e queimar-se para além de interferirem com os resultados. 

Referências:
http://www.sobre.com.pt; http://www.infopedia.pt; http://www.zenite.nu; Mandell, Muriel, 1998, "Experiências Simples sobre o tempo com materiais Disponíveis" Bertrand Editora


Et voilá!
Um despertador luminoso

Divirtam-se!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Efeito de Coandã, a vela atrás da garrafa

Experimentem isto:

Precisamos de:
  • 1 vela,
  • 1 garrafa,
  • 1 caixa de fósforos, ou qualquer outra superfície rectangular.
Com fazer:
  1. Acendam a vela;
  2. Coloquem a garrafa quase encostada à vela;
  3. Tendo a garrafa como obstáculo, soprem a vela , o que acontece?;
  4. Retirem a garrafa;
  5. Acendam a vela novamente;
  6. Coloquem a caixa rectangular junto à vela;
  7. Tendo a caixa como obstáculo, soprem, o que acontece?.
O que acontece?
Quando se usa a garrafa a vela apaga ao primeiro sopro. Quando utilizamos a caixa rectangular a vela não apaga, mesmo que sopremos com mais força.

Eventualmente acaba por apagar, se soprarmos com muita força, a suficiente para promover a formação de um remoinho que pela circulação do ar provoca uma corrente que acaba por apagar a vela.

Porquê?
Esta demonstração mostra o Efeito de Coandã.
O efeito Coandă foi descoberto em 1910 pelo engenheiro aeronáutico romeno Henri Coandă (1885-1972), que se interessou pelo fenómeno depois de ter destruído um protótipo de uma aeronave desenvolvida por ele (Coandă-1910). (1)
À tendência de um fluxo de ar acompanhar a curvatura de uma superfície chamamos Efeito de Superfície ou Efeito Coanda.
A superfície da garrafa é  curva, e a corrente de ar que expelimos da nossa boca viaja como que "colada" à superfície da garrafa, o ar acompanha a garrafa até ao "outro lado", permitindo-nos, assim, apagar a vela sem grande esforço. Pelo contrário, a superficial da caixa é uma superfície plana, neste caso o ar acompanha a caixa até à esquina, que é um ângulo recto, nesta zona o ar sai pelas laterais não chegando à zona onde temos a vela.
O Efeito de Coanda ajuda a explicar coisas simples que damos como dados adquiridos, como por exemplo, a sustentação dos aviões no ar.




Et voilá!
Simples e divertido.

Divirtam-se!
Fontes:
(1) in pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_Coand%C4%83

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Luminária de cera

Hoje os super-irrequietos trazem uma ideia fantástica, luminárias de cera, ideias para oferecer ou para decorar uma mesa no próximo dia 14 de Fevereiro, dia dos namorados.

A ideia chega-nos daqui, e parece bastante simples, ainda que trabalhosa.

Precisamos de:
Como fazer:
  1. Derretam a cera na panela;
  2. Encham o balão com água morna, a temperatura da água vai ajudar a que o balão não rebente;
  3. Tentem que a cera mantenha a temperatura durante todo o processo;
  4. Mergulhem o balão na cera, devagar e apenas até ao nível da água;
  5. Mantenham o balão na cera por uns segundos;
  6. Retirem o balão, aguardem uns segundos;
  7. Repitam o procedimento duas ou três vezes;
  8. Pousem o balão no papel de alumínio, o fundo vai ficar plano, formando a base da luminária;
  9. Repitam os últimos passos (4 a 8) três ou quatro vezes, até que a cera tenha a espessura desejada, uma boa espessura ronda os 10mm;
  10. Coloquem o balão novamente na folha e deixem arrefecer;
  11. Quando a cera estiver completamente fria, segurem o balão dentro de um lavatório ou banheira, e rebentem-no;
  12. Aqueçam uma folha de papel de alumínio no fogão e pousem a luminária de "cabeça para baixo" em cima dela, para que o rebordo da luminária fique liso e homogéneo;
  13. Coloquem uma vela pequena lá dentro e deixem o romance entrar.

NOTA: Não mergulhem o balão acima do nível da água porque ele provavelmente irá rebentar.
Quando apagarem as velas, deixem a luminária arrefecer e limpem-na com um pano húmido, não esfreguem




Podem ir um pouco mais longe:
  • Podem pintá-la,
  • Podem decora-la com formas, geométricas ou não, abertas na cera com a ajuda de instrumentos quentes,
  • Podem usar corantes na cera para fazer luminárias de várias cores,
  • ...
Et voilá!
Fica lindo! Bom dia dos namorados!

Divirtam-se!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Agagar velas misteriosamente

Continuamos  a explicar os truques que vimos aqui.

TRUQUE Nº3. O sopro misterioso

Este truque precisa da supervisão de um adulto! cuidado com os fósforos!

Precisamos de:
  • velas, duas ou três, o suficiente para fazer tcham tcham!
  • fósforos,
  • bicarbonato de sódio, o m.q. fermento em pó,
  • vinagre, daquele normal, sem cheiros nem aromas,
  • um recipiente de boca larga, tipo copo medidor.
Como fazer:
  1. Acendam as velas;
  2. Deixem queimar um pouco;
  3. No copo medidor coloquem uma medida de vinagre;
  4. Juntem meia medida de bicarbonato;
  5. Rapidamente coloquem a vossa mão por cima do copo, mantenham a mão alguns segundos até a efervescência acalmar;
  6. Coloquem o copo alguns cm acima do pavio das velas;
  7. Inclinem o copo medidor o máximo que conseguirem sem que o conteúdo líquido verta sobre as velas acesas.
O que acontece?
As velas apagam.

Porquê?
Como já aqui vimos várias vezes, o vinagre (ácido acético) reage com o bicarbonato de sódio (fermento em pó), nesta reacção forma-se água, acetato de sódio e dióxido de carbono. A efervescência que observamos quando misturamos os dois reagentes é precisamente essa reacção a acontecer.
Quando o passo 5 colocamos a mão sobre o copo de vidro, na realidade não estamos a impedir que o CO2 se liberte, pois o frasco não está vedado, apenas estamos a impedir que 100% do dióxido de carbono formado se perca no ar.
Se a reacção ainda não estiver completa quando inclinamos o copo, o CO2 continua a ser formado, ainda que em menor quantidade. Ao inclinar o recipiente junto da vela este gás escapa do copo e baixa abruptamente a concentração de oxigénio no ar provocando a extinção da chama por falta de um dos elemento da tríade necessária a um fogo.
NOTA: O CO2 é mais pesado que o O2.

Por isto o Dióxido de Carbono diz-se um agente extintor, mas tal como todos os agentes extintores não pode ser usado indiscriminadamente, só para terem uma ideia deixo-vos uma tabela dos usos adequados dos vários agentes extintores:


Cabe aos bombeiros decidir que tipo de agente usar, cabe a todos nós, numa situação de emergência, perceber o que fazer, estes são apenas três apontamentos, as entidades competentes estarão em posição de vos informar muito melhor:
  1. Nunca deitar água em gordura a arder;
  2. Quando o incêndio tem origem no fogão, abafar com um pano;
  3. Se existir um extintor por perto saber como funciona e quando pode ser usado.
Referências:
http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/lab_virtual/fogo.html 

Et voilá!
It's Magic

Divirtam-se!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Acender uma vela sem tocar no pavio

Tal como prometido, vamos explica, um a um, os truques apresentados no video "10 truques mágicos de Ciência" que vimos anteriormente.

TRUQUE Nº1: Acender uma vela sem tocar no pavio
Nota: Este truque precisa de ser feito com a  supervisão de um adulto!

Precisamos de:
  • 1vela,
  • fósforos, ou um isqueiro piezoeléctrico.
Como fazer:
  1. Acendam a vela;
  2. Deixem a vela arder durante alguns segundos, até o pavio estar incandescente;
  3. Apaguem a vela, vão conseguir observar um "fio de fumo";
  4. Acendam um fósforo, rapidamente, e coloquem o fósforo alguns cm acima do pavio.
O que aconteceu?
A vela acendeu.

Porquê?
A explicação para isto é bastante simples mas é, no entanto, um pouco menosprezada, pelo que quando vimos a vela a reacender pensamos imediatamente: wooo magia!

O fogo necessita de três elementos para arder:
  1. oxigénio;
  2. combustível;
  3. e uma fonte de ignição.
Neste caso o oxigénio está no ar circundante, a parafina de que é feita a vela é o combustível e o fósforo aceso é a ignição.


O pavio arde à medida que vai consumindo a vela, libertando energia. Pela observação de uma vela acesa podemos ver algum fumo que é libertado  pela extremidade da vela, esse fumo é o resultado da combustão da parafina, quando apagamos a vela a quantidade de fumo aumenta, isto significa que o combustível não foi todo consumido pela chama e por isso liberta-se na forma de fumo. Quando aproximamos uma nova fonte de ignição- o segundo fósforo- desse fumo, o combustível reacende, e "guia" a chama "para baixo" em direcção ao pavio, reacendendo-o.




Podem transformar esta demonstração numa experiência:
Apesar da maioria das velas serem feitas de parafina, existem vários tipos de velas:  as de esterina, as de cera de abelha, as de gelatina... com cheiros e sem cheiros, com cor sem cor...
  • Tentem perceber que tipo de vela funciona melhor.
  • Será que as velas de cheiro reacendem?
  • Será que as velas de gelatina reacendem?
  • E as de cera de abelha?
  • Quais são as velas que ardem com menos fumo?

NOTA:
Pela quantidade de fumo libertado num fogo conseguimos avaliar a sua eficiência. Um fogo que liberta muito fumo tem origem numa combustão pouco eficiente, em contrapartida, um fogo "sem fumo" é um fogo altamente eficiente, ou seja consome todo o combustivel que é colocado à sua disposição.

Et voilá!
Cuidado com os fósforos!

Divirtam-se! 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Truques de ciência para todos

Hoje, só um vídeo, mas não é um vídeo qualquer, é daqueles vídeos que nos faz querer ver mais, e que faz os irrequietos quererem aprender e experimentar mais.

Os truques deste vídeo:
  1. Acender uma vela tocar no pavio;
  2. Equilibrar uma lata de refrigerante "em queda";
  3. Retirar a toalha da mesa sem fazer cair a loiça;
  4. O pé que obedece à mão;
  5. Agagar velas misteriosamente;
  6. O dedo teimoso;
  7. Equilíbrio de garfos;
  8. A bola que retorna a casa;
  9. O estado de espírito do dinheiro;
  10. Fósforos acrobatas.
NOTA: cuidado com os fósforos, não partam a loiça.

Deixo-vos com o vídeo e veremos as explicações durante a semana:


Et voilá!
Vão fazer um brilharete lá em casa!

Divirtam-se!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Vela debaixo d'água

Já vimos aqui como a água pode ser o elemento ultra secreto de um momento de magia que deixa os vossos amigos boquiabertos. Tal como naquele caso o que vamos ver hoje é também resultado da transferência de calor para a água.

Precisamos de:
  • 2 velas, idênticas.
  • 2 tigelas fundas, mais fundas do que a altura das velas preferencialmente iguais  mas não necessariamente,
  • fósforos, ou isqueiro,
  • água, suficiente para encher as duas tigelas.
Como fazer:
  1. Coloquem as duas tigelas num local onde possam ficar durante algum tempo sem atrapalhar;
  2. Coloquem as velas lá dentro;
  3. Encham uma das tigelas com água, deixem cerca de 1 cm da vela fora da água;
  4. Não coloquem água na segunda tigela;
  5. Acendam as velas, deve ser o adulto a mexer nos fósforos ou isqueiro;
  6. Esperem;
  7. Deixem os pavios arder, até que, a vela que está na tigela com água atinja o nível da mesma;
  8. Deixem arder mais um pouco;
  9. Observem.
Resultados:
A vela da tigela sem água arde normalmente, à medida que o pavio vai sendo consumido a vela vai diminuindo de tamanho, e a cera derretida vai escapando pelo bordo da vela.
A vela que está na tigela com água arde normalmente até ao nível da água, neste ponto, ou talvez uns milímetros antes, a vela começa a formar um "funil", impedindo a água de entrar em contacto com o pavio, e a vela continua a arder durante mais algum tempo.


Porquê?
Ambas as velas são consumidas pela chama do pavio, se as velas forem iguais podem mesmo constatar que elas ardem à mesma velocidade até a água seja colocada na equação.
Mas tudo se altera pela presença da água. A vela é consumida porque a cera é aquecida pela chama do pavio e derrete.
Quando colocamos uma vela a arder esperamos que ela derreta, mas quando a colocamos dentro de água esperamos que ela apague.
Mas a verdade é que podemos constatar por experimentação que ela não apaga, parece que a vela tem um instinto de sobrevivência, tal como o balão, e da mesma forma que o balão não rebentou, a vela também não apaga, em vez disso forma-se como que um buraco, um funil delimitado por paredes finas de cera protegendo o pavio da acção da água.
Isto acontece porque a água absorve muito bem o calor, é necessária uma quantidade enorme de calor para para alterar a temperatura da água.
Quando o pavio arde e transfere o calor para a cera, a cera do exterior da vela partilha a energia que recebe com a água, transferindo algum calor para o líquido permitindo-lhe continuar fria e consequentemente não derreter.
Este sistema é como o do balão, está equilibrado durante algum tempo, não até ao fim da vela, até porque num dado momento as paredes vão colapsar com a pressão (peso) da água a vela "afunda".

Isto é uma demonstração, transformem este ensaio numa experiência:
  • fazendo variar o tipo de vela, quanto tempo aguenta acesa sem que a água apague o pavio?
  • fazendo variar a temperatura da água na tigela, a vela fica acesa mais tempo?
Registem os vossos dados numa tabela e tirem as vossas conclusões.

Et voilá!
Há coisas que desafiam o bom senso

Divirtam-se

terça-feira, 5 de julho de 2011

Vela decorada com pedras da praia

Outra boa aplicação da colecção de pedras dos nossos irrequietos é fazer velas. 
Fazer velas pode ser uma tarefa altamente especializada, ou pode ser altamente rudimentar, de qualquer das formas é sempre super divertido. Pode optar por comprar a vela já, daquelas brancas, lisas. Há umas velas, que se vendem nos hortos, que são brancas e vêm num copo de plástico, idênticas àquelas que se acendem no Natal, junto do presépio, são baratas e lisas servindo completamente os nossos propósitos. 
O projecto que descrevo abaixo é também uma fora excelente de reciclar aqueles restinhos de lápis de cera que andam lá por casa.

Presisamos de:

  • Cera para velas, pode comprar esta cera em qualquer drogaria, compra-se ao Kilo e está disponivel em placas,
  • Pavio, normalmente quem vende a cera vende também o pavio o metro, um metro de pavio dá para 8-10 velas, dependendo do tamanho do molde,
  • Lápis de cera antigos, da cor ou cores que querem fazer as velas,
  • Pedrinhas da praia, pequeninas,
  • Conchas,
  • 1 panela velha, ou uma caixa metálica, de referir que se utilizar uma panela a panela ficará inutilizada, eu costumo usar uma caixa metálica de leite para bebé, pode tb ser uma lata de salsichas ou uma lata de pessegos em calda, por exemplo,
  • Moldes, os copos de iogurte de plástico funcionam bem não sendo o ideal é um material que está à mão,
  • Paus de espeto de madeira, fósforos grandes também servem, pode optar por usar molas da roupa e dispensa o nó.
Como fazer:
  1. Lavem e sequem muito bem os copos do iogurte (moldes).
  2. Cortem o pavio à medida do copo mais 2 ou 3 cm,
  3. Escoham uma pedrinha para servir de peso no pavio,
  4. Com jeitinho atem a pedrinha ao pavio,
  5. Na outra ponta atem um pau de espeto, tendo o cuidado para o pavio ficar preso a meio do pau,
  6. Coloquem o pavio, preso na pedrinha dentro do molde,
  7. O pavio tem de ficar direito e esticado, se necessário ajustem o nó no pau,
  8. Coloquem todos os moldes dentro de u tabuleiro metático,
  9. Quando os moldes estiverem prontos, coloquem a cera dentro da caixa metálica e coloque ao lume, não coloque muita quantidade de uma vez, demora muito tempo a derreter e se quiserem corar a cera terá de fazer muitas velas da mesma cor,
  10. Deixem derreter,
  11. Quando a cera estiver pastosa lasquem o lápis de cera lá para dentro com uma faca, durante este processo mantenha o lume baixo para a cera não "queimar", este processo deve ser feito pelo adulto.
  12. Com um pau de espeto, mexam a cera, cuidado para não se queimarem, esta tarefa cabe ao adulto.
  13. Quando a cera estiver da cor desejada, desliguem o lume,
  14. Deixem arrefecer um pouco, mas não deixem de mexer, lembrem-se que os copos são de plástico e e cera a ferver irá decerto derreter o copo, por isso os moldes estão dentro de um tabuleiro metálico para evitar acidentes,
  15. Deitem a cera dentro dos moldes, até 1/4, coloque agumas pedras encostadas a parede do molde, tenha atenção para deixar o pavio longe das pedras,
  16. Deixem secar,
  17. Reaqueçam a cera, da mesma cor ou de outra que escolham, repitam o processo de mistura e de arrefecimento,
  18. Repitam os três últimos passos, mas com a cera a 1/2 do molde, neste processo atenção para o pavio ficar direito,
  19. Terminem de encher o molde e deixem secar de um dia para o outro,
  20. Com um x-acto cortem o copo, e desenformem a vela.


Et voilá!
Velas originais ue podem ser usadas este verão durante um apagão.
De uma próxima vez veremos como enfeitar velas já feitas.


Divirtam-se!

Dê uma olhadela

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