Quem passa por cá

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Vejam a lista de cientistas que estão no Mentes. UPDATE 07/01/2014

Projecto ENCERRADO Projecto II/2013- vida nocturna no meu jardim.
Vejam AQUI as CONCLUSÕES
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Flutuação e tensão superficial

Menisco formado
numa pipeta volumétrica
Já todos reparámos como os barcos andam para cima e para baixo na ondulação, ao sabor da maré. Hoje vamos tentar fazer a mesma coisa com uma rolha.

Precisamos de:
  • um copo de vidro transparente, ou uma tigela,
  • rolha,
  • água,
  • conta gotas, facultativo.
Como fazer:
  1. Encham o copo de água;
  2. Coloquem a rolha lá dentro;
  3. Observem e registem as vossas observações, a rolha flutua? como? em que posição? em que zona do copo?;
  4. Encham ainda mais o copo, devagar, vai parecer que vai transbordar, mas gota a gota encham mais o copo
  5. Observem e registem as vossas observações, a rolha flutua? como? em que posição? 
O que acontece?
Quando o copo está cheio, a rolha flutua encostada às paredes do copo, quando o copo está "ainda mais cheio" a rolha desliza para o centro do copo.
A rolha flutua para o centro do copo
quando este é cheio gota a gota
até se formar uma forma em U invertido

Porquê?
  • A rolha flutua! porquê?
    Arquimedes tem a resposta para essa pergunta, e na realidade é uma questão de densidade. De uma forma rápida e sem rodeios: A rolha flutua porque o peso do seu volume é inferior ao peso do mesmo volume de água.

  • A rolha encosta ao copo quando ele
    não está"cheio até à borda".
    Reparem na forma em U,
    junto ao vidro.
  • Porque é que a rolha flutua nas paredes do copo?
    A rolha flutua encostada às paredes do copo, não para se agarrar, ainda que seja uma ideia engraçada, mas porque nas paredes do copo a "altura da água" é maior. Maior? sim, ligeiramente maior. Se observarem com atenção um copo com água podem reparar que a água não está no copo numa linha recta perfeita, ela na realidade faz uma bolsa em forma de U (menisco) quanto mais estreito for o recipiente mais visível é o fenómeno. (Na verdade uma das primeiras coisas que se aprende na disciplina de química analítica é a medir volumes, e o volume correcto que deve ser lido é aquele que o instrumento, uma pipeta por exemplo, marca abaixo da bolsa do U.)
    Voltando à rolha, o que se passa é que os objectos flutuam nas zonas de maior altura de fluido, como o barco, que vai "acima e abaixo" conforme a ondulação, ora se a maior altura é na extremidade do copo, devido ao U que se forma, a rolha "encosta-se" ao vidro.

  • Porque é que a rolha se desloca para o centro do copo?
    Reparem na "bolsa em U invertido" no copo,
    parece uma bolha

    Para responder correctamente a esta questão temos, em primeiro lugar de entender porque se forma o tal menisco. O menisco forma-se devido à tensão superficial da água, esta tensão superficial existe porque a água tem uma capa, como se fosse uma pele, de moléculas de água que se mantém ligadas por pontes de hidrogénio (podes ler mais sobre estas pontes aqui). De uma forma muito simples e quase não cientifica podemos dizer que a "água cola", cola-se às paredes do copo, como se trepasse pelas paredes do mesmo, originando aquela curva a que chamamos menisco.
    Quando adicionamos mais água, gota a gota, a quantidade do copo cheio enche ainda mais e em vez do menisco ter uma forma em U passa a ter uma forma em U invertido... como já adivinharam, a zona mais alta da água passa a ser o centro do copo, e por isso a rolha, de uma forma natural e conforme às leis da física, desloca-se para lá.
Et voilá!
Ciência num copo de água

Divirtam-se!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Ocupam o mesmo volume? Princípio de Arquimedes


Arquimedes, famoso matemático e inventor grego, nasceu em Siracusa, na Sicília, em 287 a.c., estudou em Alexandria, no Egipto e morreu em 212 a.C..
Conta-se que, foi enquanto tomava banho, que Arquimedes enunciou um dos principais princípios da física que foi baptizado com o seu nome:

"Todo o corpo mergulhado num fluido está submetido a uma impulsão vertical, dirigida para cima, igual ao peso do fluido que deslocou e aplicada ao centro de gravidade do fluido deslocado, ou centro de impulsão"

Deste enunciado podemos tirar algumas conclusões, umas mais complexas que outras, mas há 2 bastantes simples de explicar:
Quando um corpo de volume desconhecido é colocado num líquido e afunda, o volume de água deslocado por ele é igual ao volume desse mesmo corpo. Por exemplo: quando enchemos a banheira de água e nos deitamos nela já cheia, ela parece que fica mais cheia. O "mais cheio" corresponde ao volume do nosso corpo que está dentro de água, reparem que se tirarem as pernas da água ou se se sentarem na banheira o nível da água desce.
Um corpo quando colocado dentro de água, ou de um líquido sofre uma impulsão (força) na vertical dirigida para cima, esta força torna o objecto aparentemente mais leve, a força que temos de fazer para o levantar é menor pois temos a "ajuda" dessa impulsão.
Objectos de teste

(Já aqui falámos de flutuação)

Vamos debruçar-nos sobre a primeira questão, o problema do volume. Como calcular o volume de um objecto irregular?

Precisamos de:
  • frasco de vidro ou plástico transparente,
  • água,
  • fita cola de papel, daquela que dá para escrever,
  • marcador preto,
  • objectos irregulares, que caibam no frasco, neste ensaio utilizámos uma vela redonda, uma mola para papel, 4 pedras pequenas e um clip mola de uma bolsa de telemóvel.
  • Frasco com água corada
  • corante alimentar, não é imprescindível mas ajuda a visualização.

Como fazer:
  1. Encham a o frasco de água, até 3/4;
  2. Adicionem 2 ou 3 gotas de corante, nós utilizámos o verde;
  3. Marquem com o marcador a altura da água, podem marcar directamente no frasco ou utilizar uma fita para fazer as marcações, nós marcamos directamente no frasco, mas as fotografias não deixam perceber isso;
  4. Coloquem o primeiro objecto na água, nós começámos pela vela, reparem que ela flutua mas está quase toda dentro de água;
  5. Marquem a altura que a água tem com o objecto lá dentro;
  6. Retirem o objecto lá de dentro;
  7. Repitam os dois últimos passos para todos os objectos;
  8. Registem todas as vossas observações.
Nota: como os traços não são visíveis nas fotografias, desenhámos um diagrama com os resultados.
vela a flutuar


Pela observação dos vossos apontamentos devem ser capazes de responder a questões como:
  • Algum objecto daqueles que utilizaram flutuou? qual ou quais?
  • Qual o objecto que deslocou mais água?
  • E qual o que deslocou menos água?

Agora que respondeste às perguntas, responde a uma última,
  • Qual é o objecto, daqueles que utilizaste, que tem mais volume? mais volumoso?

Repara que nos objectos que nós usámos a vela deslocou mais água do que as duas molas individualmente, no entanto a vela flutuou!


Para os objectos utilizados as 4 pedras são as que, no seu conjunto ocupam mais volume, seguidas da vela, da mola do telemóvel e em último lugar, como o objecto que ocupa menos volume, a mola de papel.

Quais foram os teus resultados?

fontes.
Larousse, enciclopédia Moderna, ISBN 978-972-42-4379-5

Et voilá!
Arquimedes em acção!

Divirtam-se!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Propagação do som na água- Resposta ao leitor

A Matilde, de Estremoz, tem 10 anos e colocou-nos uma questão muito interessante:
 
"Olá,
Queria saber porque é que quando tomo banho de imersão e ponho a cabeça debaixo de água parece que oiço barulhos que cá fora não oiço, como o barulho do meu coração.
obrigada,
beijinhos"  

Olá Matilde, obrigada pela tua pergunta. Primeiro temos de saber o que é o som, aquilo que "se ouve".

O som não é mais que um conjunto de vibrações (que originam ondas sonoras) que se propagam até aos nossos ouvidos utilizando um meio, dependendo do meio a velocidade de propagação varia, mas já lá vamos, primeiro vamos ver o que é isto de vibrações, ondas e propagação.

Imagina que estás junto de um lago, de águas paradas, e atiras uma pedra para dentro de água, esta pedra vai desenhar um conjunto de círculos feitos de pequenas ondinhas, todos "dentro uns dos outros", que viajam para longe do centro, conforme a imagem. A tua pedrinha caiu no centro destes círculos. Nesta analogia o local onde caiu a pedrinha é a origem do som, por exemplo duas pedras a bater uma na outra, as ondinhas são as ondas sonoras, o afastarem-se do local onde a pedrinha caiu é aquilo a que chamamos propagação, e a água é o meio de propagação.



Como já vimos o som viaja a velocidades diferentes conforme o meio de propagação, quanto mais denso for o material mais depressa o som se propaga.

Dito de outra forma,
Quando se fala em materiais mais ou menos densos estamos a falar da proximidade das suas moléculas. O ar apresenta-se no estado gasoso, logo as suas moléculas estão mais dispersas, há mais espaço entre as moléculas; a água, no estado liquido, é mais densa que o ar, há menos espaço entre as moléculas; a madeira, por exemplo, é por sua vez mais densa que os dois primeiros e as suas moléculas encontram-se fortemente ligadas.

Se quiseres saber mais sobre densidade lê aqui outros artigos sobre o assunto.

A velocidade de propagação do som nestes três meios é a seguinte:
  • Ar- 340m/s
  • Água- 1500m/s
  • Madeira- 4200m/s
O ar é o meio mais comum de propagação do som mas também é o mais lento. Quando comparamos a velocidade do som no ar e na água podemos dizer que o som viaja quase 4,5 vezes mais rápido dentro de água, é por esta razão que os sons parecem mais altos debaixo de água.

O simples bater na banheira com a mão produz um som estrondoso quando se tem a cabeça debaixo de água.

Repara também que, quando te afastas do objecto onde o som tem origem, o som parece desvanecer, fica mais baixo, quando te aproximas o som parece aumentar, fica mais alto. Este fenómeno deve-se ao facto de que as ondas perdem "força" à medida que se propagam. Por isso os sons parecem mais altos dentro da banheira, à mesma distância da origem do som. Como o som viaja mais depressa dentro de água, as ondas chegam mais fortes ao nosso ouvido.

Podes ver mais sobre a propagação do som e as vibrações no artigo "Um telefone de lata muito divertido "

E é assim que funciona Matilde! Se tiveres mais questões envia-nos um email, o Mentes Irrequietas fará de tudo para responder.

Fontes:
Experiências simples, ISBN- 972-730-101-0
Experiências simples de física com materiais disponíveis, ISBN 972-25-1050-9

Et voilá!
Assim podes ouvir o bater do coração quando estás debaixo de água!

Divirtam-se!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Fogo de artífício... artificial

Brincadeiras com água e óleo têm tanto de divertido como de seguro. Todas estas brincadeiras se baseiam numa propriedade destes dois elementos, são emesciveis. Já explorámos aqui, no mentes irrequietas esta propriedade várias vezes, vamos recordar:

Lembram-se disto?
Lava num copo- experiência de física com óleo e sal
isto:
Emulsão, esferas de óleo e água corada
ou isto:
Esferas flutuantes

Na sua essência esta demonstração é uma variação simples da junção destes três ensaios.

Precisamos de:
  • 2 copos transparentes,
  • corante alimentar,
  • colher,
  • óleo,
  • água.
Como fazer:
  1. Encham um dos copo até 2/3 com água;
  2. Coloquem duas colheres de sopa de óleo no segundo;
  3. Adicionem, ao óleo, 8 a 10 gotas de corante alimentar;
  4. Com a colher misturem bem;
  5. Vertam, com cuidado, o óleo para cima da água do primeiro copo.
O que acontece?
O corante mistura-se com a água, bolha a bolha, parecendo originar pequenas explosões de cor.

Porquê?
Tal como nos posts anteriores o óleo forma uma bolsa que "aprisiona" o corante, o efeito que se observa, de pequenas explosões não é mais que o corante a escapar a essa bolha de óleo e a difundir-se na água. Este efeito nesta demonstração é visível porque não corámos a água antes de misturar o óleo.

Propostas para ir um pouco mais longe:
  • Experimentem com água quente e água gelada, o processo é mais rápido? mais lento?  porquê? Têm aqui uma ajuda
  • Corem a água antes de adicionar o óleo e misturem água sem corante ao óleo. O processo acontece? é mais rápido? mais lento? mais ou menos visível?
  • Utilizem dois corantes diferentes, um na água outro no óleo. O processo acontece? é mais rápido? mais lento? mais ou menos visível?
Importante:
  • Mudem uma variável de cada vez, ou não serão capazes de atribuir causa/efeito;
  • Apontem tudo no vosso caderno para puderem tirar conclusões mais tarde.
Et voilá!
Explosões de cor dentro e um copo

Divirtam-se!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Limões flutuantes... ou nem tanto

Um dia destes enquanto fazíamos um bolo reparámos num fenómeno muito simples mas intrigante, os limões que íamos usar depois de descascados afundavam-se na tina de água onde estavam, porquê?
Vamos testar.

Precisamos de:
  • água,
  • caixa ou tina, de preferência transparente,
  • 1 limão,
  • o vosso caderno de bancada, que vos deve acompanhar sempre nestas actividades.
Como fazer:
  1. Encham a tina de água, o suficiente para que o limão não toque no fundo se flutuar;
  2. Coloquem o vosso limão lá dentro;
  3. Observem o que acontece e registem os resultados no vosso caderno;
  4. Retirem o limão da água;
  5. Descasquem o limão, com os dedos, um descascador ou uma faca;
  6. Coloquem-no de novo dentro da tina;
  7. Observem o que acontece e registem os resultados no vosso caderno.
NOTA: Deve ser o adulto a manusear as lâminas 


O que acontece?
O limão com casca flutua, quando o descascamos afunda.

Porquê?
Reparem que o limão com casca só afunda o suficiente para equilibrar o seu peso, no nosso caso ficámos com cerca de 1/4 do limão fora de água.

A explicação para este fenómeno não é só uma, na realidade é uma súmula de alguns factores que se conjugam para que o limão flutue.

Densidade, a densidade é sem dúvida um dos factores que faz os objectos flutuar ou não, a densidade depende do peso e do volume do objecto, mas uma vez que o limão descascado se torna mais leve e no entanto afunda, não é expectável que a densidade seja a responsável pela sua flutuação.
Porosidade, a casca do limão é extremamente porosa pelo que, quando colocado na água, o ar que enche estes poros não consegue escapar deles e fica "preso", o que faz o limão flutuar.

Quando descascamos o limão, a casca flutua? e se rasparmos a parte branca da parte amarela, o que acontece? Experimentem!

  1. Peguem na casca do limão e numa faca, deixem o adulto fazer isto;
  2. Coloquem a casca na tina;
  3. Observem e registem as vossas observações;
  4. Retirem toda a parte "branca e mole" da casca;
  5. Coloquem a parte branca na tina;
  6. Observem e registem as vossas observações;
  7. Agora coloquem a parte amarela;
  8. Observem e registem as vossas observações.


"A parte branca da casca" do limão flutua! a parte amarela não! Uma observação visual mais cuidada deixa-nos perceber que a parte branca é muito esponjosa e por isso muito "leve", ou seja, a sua baixa densidade faz com que ela funcione como uma bóia!
Em termos de evolução, em que só os mais fortes sobrevivem, podemos ver esta flutuação do limão como uma vantagem competitiva, os frutos que flutuam podem cair aos cursos de água e resistir a viagens "molhadas" tendo como destino outras terras onde as suas sementes podem proliferar à vontade.


Podem transformar esta demonstração numa verdadeira experiência:
  • Experimentem utilizar outros citrinos, como a tangerina, a laranja ou a lima, flutuam? não flutuam? Porquê?
  • Experimentem com outros frutos, bananas, maçãs, pêras... flutuam? não flutuam? Porquê?
  • Existem limões de casca fina e limões de casca grossa, utilizem um de cada, flutuam? não flutuam? Porquê?

Estas propostas são apenas para fruta e água, mas a vossa mente irrequieta pode querer testar outros meios e outros objectos.

Et voilá!
Arquimedes em funcionamento.

Divirtam-se!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O alfinete flutuante

Mais uma experiência simples, tão simples e tão ilustrativa.


Precisamos de:
  • alfinetes,
  • água,
  • papel higiénico,
  • tigela.
Como fazer:
  1. Coloquem água na tigela;
  2. Esperem um pouco até que a água acalme;
  3. Tentem colocar um alfinete lá dentro a flutuar, com cuidado.. devagar;
  4. O que aconteceu?
  5. Peguem num segundo alfinete, igual ao primeiro;
  6. Coloquem um pedaço de papel por baixo do alfinete;
  7. Coloquem o conjunto dentro de água, com cuidado, devagar;
  8. Aguardem uns segundos.
O que acontece?
O papel afunda, o alfinete não.

Porquê? 
Por causa da tensão superficial. Já falámos dela aqui.
Quando colocamos o alfinete na água sem o papel, ele imediatamente afunda, o seu peso é demasiado elevado para a área que ocupa, ou seja é muito denso.

O papel pelo contrário tem muita área para o peso que apresenta, na realidade só afunda porque ensopa, ou seja, "acolhe as moléculas de água na sua estrutura porosa, por outras palavras, as moléculas de água preenchem os espaços vazios na teia de celulose do papel, ele fica mais pesado e afunda.

A tensão superficial é responsável por aquilo a que se pode chamar "a capa da água" ou a "pele".

Na superfície da água forma-se como que uma barreira de moléculas de água. Esta barreira é o que permite aos insectos pousar na água; às bolhas de sabão existirem; e ao alfinete não afundar.

O primeiro alfinete  afunda porque não parte de uma posição de equilíbrio e repouso, ao contrário do segundo que está em repouso no papel e que quando este afunda exerce força na superficie da água suficiente apenas para curvar a barreira e não para a quebrar.

Vejam aqui o vídeo demonstrativo.


Et voilá!
A magia da Ciência!

Divirtam-se!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Esferas flutuantes

As demonstrações cientificas são fantásticas, algumas têm efeitos visuais espetaculares, outras encerram conceitos complexos em procedimentos tão simples como aquele que vimos com o balão e as bolinhas de papel.
Hoje o que vos trago é mais uma demonstração de como a diferença de densidade nos permite "quase fazer magia", já vimos uma coisa muito semelhante aqui, com uma uva, água e açúcar. Desta vez vamos utilizar água, álcool e óleo.

Precisamos de:
  • Copo transparente,
  • Água,
  • Álcool,
  • Um pau fino, ou de espeto, pode ser uma colher, mas é mais difícil,
  • Óleo alimentar,
  • Conta gotas.
Como fazer:
  1. Coloque água no copo, até cerca de metade;
  2. Com muito cuidado coloquem dois dedos de álcool no copo. A melhor maneira de fazer isto é colocar o pau ou a colher dentro do copo, sem que esta toque na água, e deixar escorrer o álcool ao longo do pau/colher, como vimos aqui e aqui. Este passo pode demorar algumas tentativas para dominar;
  3. Com o conta gotas deitem algumas gotas de óleo no copo.
O que acontece?
O óleo forma esferas que ficam a boiar na fronteira entre a água e o álcool.
Porquê?
O álcool é mais leve do que a água, ainda que hidrosoluvel o álcool não se mistura com a água se o copo não for agitado. Como é mais leve que a água, flutua, formando uma camada superior tão espessa quanto a quantidade de álcool que adicionarmos. O óleo, por sua vez, é mais pesado que o álcool mas mais leve do que água e por isso fica "preso" e flutua na fronteira entre a água e o álcool, toma a forma esférica porque como vimos aqui a natureza tende para a poupança de energia e recursos e a esfera garante essa poupança.


Se prepararem o copo longe de olhares indiscretos podem surpreender uma quantidade de irrequietos, miúdos e graúdos, que estejam mais distraídos
Et voilá!
Its a kind of magic.

Divirtam-se!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A magia da uva flutuante, uma questão de densidade

Deixo-vos aqui mais uma brincadeira com a densidade, é sempre divertido e dá para pasmar os miúdos e os graúdos, o seu irrequieto vai adorar.


Densidade é o que faz os balões flutuam no ar, os cubos de gelo flutuarem nas bebidas e pedras descerem para o fundo de um lago. Mas também pode ser complicado! Aqui está um truque divertido que é garantidamente uma maneira de surpreender os seus irrequietos.

Vamos fazer uma uva flutuar no centro de um copo de água, interessante não?

Precisamos de:
  • 3 copos,
  • Fita adesiva,
  • Marcador,
  • Um copo maior, ou um copo de medição,
  • Água,
  • Açúcar,
  • Uvas,
  • Uma colher,
  • Uma folha de papel.
Como fazer:
  1. Façam três etiquetas, Copo 1, Copo2, Copo 3;
  2. Com a fita adesiva colem as etiquetas nos copos;
  3. Encham o copo graduado com água e juntem o açúcar, o suficiente para que a solução fique saturada, ou seja para que algum açúcar, não muito, se deposite no fundo do copo;
  4. Encham o Copo 1 de água;
  5. Coloquem uma uva dentro do Copo 1. O que acontece?;
  6. Encham o Copo 2 com a água onde misturaram o açúcar;
  7. Coloquem uma uva no Copo 2. O que acontece?;
  8. Agora encham o Copo3 até metade com água com açúcar;
  9. Com muito cuidado acabem de encher o Copo 3 com água. A melhor maneira de fazer isto é colocar uma colher dentro do copo, sem que esta toque na solução açucarada, e deixar escorrer a água ao longo da colher, como vimos aqui. Este passo pode demorar algumas tentativas para dominar;
  10. Coloquem uma uva dentro do Copo 3. O que acontece?
Interpretação dos resultados:
A uva é mais densa que a água, por isso afunda imediatamente para o fundo do copo. A solução de água com açúcar é mais densa que água e também do que a uva, por isso a uva flutua na parte superior. 
No terceiro a uva afunda na água, mas flutua na superfície da solução de água com açúcar, pois é menos densa do que a solução. Se prepararem a solução de açúcar com bastante antecedência será quase impossível detectar a diferença entre ela e a água;

Tente fazer o mesmo ensaio com  o seu irrequieto fazendo variar a composição da solução, pode por exemplo experimentar com sal. Quais foram os resultados?

Et Voilá!
Uma uva mágica! It's a kind of magic...

Divirtam-se!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Arco-íris num copo- Coluna de densidade de liquídos

Não é necessário elaborar muito para obter resultados divertidos. Esta demonstração permite observar camadas coloridas, distintas, num copo, sem utilizar reagentes "complicados" nem que seja necessária muita "química". O resultado final chama-se "coluna de densidade", precisamente porque permite colocar em coluna vários líquidos de densidades diferentes- Como vimos também aqui.
Neste projeto vamos utilizar soluções coloridas de açúcar com diferentes concentrações. As soluções vão formar camadas, a menos densa (mais diluida), na parte superior, a mais densa (concentrada) na parte inferior do copo.

Precisamos de:
  • Açúcar,
  • Água,
  • Corante alimentar,
  • Colher de sopa,
  • 5 copos de plástico transparentes, podem ser frascos ou copos de vidro o importante é que sejam transparentes.
Como fazer:
  1. Alinhem os 5 copos,
  2. Adicionem 1 colher de sopa de açúcar no primeiro copo, 2 no segundo, 3 no terceiro e 4 no quarto, o quinto copo deixem-no vazio para já,
    Adicionem 3 colheres de sopa (45 ml) de água aos 4 primeiros copos,
  3. Mexam os conteúdos dos copos (homogenizem a solução). Se o açúcar não se dissolver totalmente em algum dos copos adicionem mais uma colher de sopa de água a TODOS os copos,
  4. Adicionem 2-3 gotas de corante alimentar vermelho- primeiro copo-, amarelo- segundo copo-, verde- terceiro copo- e azul- quarto copo,
  5. Mexam as soluções,
  6. Agora vamos montar o nosso arco irís. Primeiro a solução mais pesada (mais densa, mais concentrada), neste caso azul que tem 4 colheres de sopa de açucar. Encham o quinto copo até cerca de 1/4 com a solução azul,
  7. Agora, com muito cuidado coloquem a solução verde por cima. A melhor maneira de fazer isto é colocar a colher dentro do copo, sem que esta toque na solução azul, e deixar escorrer a solução  verde ao longo da colher,
  8. Da mesma maneira adicionem a solução amarela, e depois a solução vermelha, cada uma das soluções deve ocupar 1/4 do copo, e devem ficar umas por cima das outras. Se à primeira não conseguirem, não desesperem, repitam tudo novamente.

Sabendo fazer este arco-íris, que não é bem um arco-íris, é mais uma coluna de cores, podem fazer da festa do seu filho um sucesso, porque o que está dentro do copo pode efectivamente beber-se, sem qualquer problema. 

  • Tentem utilizar corantes com sabor, ou outros tipos de açucar, o que acontece?
  • A temperatura da água influência o ensaio? como? Cuidado com as queimaduras.
  • O que acontece se perturbar-mos o equilíbrio das camadas? tente espetar um palito pelas camadas.
Et Voilá!
Bebidas multicores, quase dignas de caldeirão de poções

Divirtam-se!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Lava num copo- experiência de física com óleo e sal

Hoje trago-vos uma demonstração bastante simples, mas cujos efeitos podem ser espectaculares, regra geral os nossos irrequietos adoram este tipo de coisas. Vamos simular "lava" dentro de um copo de vidro.

Precisamos de:
  • Um copo de vidro transparente, os largos e baixos funcionam melhor
  • 1/4 chávena de óleo vegetal
  • 1 colher de chá de sal
  • Água
  • Corante alimentar(opcional), pode ser de qualquer cor, mas a lava é vermelha :)
Como fazer:
  1. Encham o copo com 3/4 de água.
  2. Adicionem 5 gotas de corante alimentar,
  3. Lentamente, deitem o óleo vegetal no copo. Veja como o óleo flutua na parte superior,
  4. Polvilhe o sal em cima do óleo,
  5. Assista às bolhas de lava a subir e descer no seu copo,
  6. Se quiserem continuar a observar o efeito basta adicionar uma outra colher de chá de sal ao óleo.
O que aconteceu?


Claro que o que está dentro do copo não é lava real, na realidade é mais parecido com aquelas lâmpadas de lava muito em voga nos anos 60/70.
Primeiro, o óleo flutua sobre a água porque é mais leve que a água.

Depois o sal é mais pesado do que o óleo e afunda-se na água. Quando isto acontece o sal leva um pouco de óleo com ele formando a bolha descendente, quando o sal se dissolve ... bang! o óleo volta a subir para a superfície da água.


Ir um pouco mais longe:
  1. Quanto tempo durará o efeito se continuarem a adicionar sal?
  2. O efeito muda se o óleo for diferente? e com azeite?
  3. Para além do sal, há mais alguma substância que funcione?
  4. Será que a altura ou a forma do copo afecta os resultados?


Et Voilá!
Divirtam-se!

Dê uma olhadela

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